¡Fora, Bolsonaro!

#Brassil #JairBolsonaro

Por Silvina Pachelo

O Presidente brasileiro está a atravessar um momento crítico, uma vez que a sua popularidade está em baixa, enquanto Lula da Silva está a emergir como o favorito nas sondagens para as eleições presidenciais do próximo ano. Uma visão geral do Brasil de Bolsonaro explica esta situação.

A 7 de Setembro, em comemoração do Dia da Independência do Brasil, Jair Messias Bolsonaro apelou aos seus seguidores, que se mobilizaram nas principais cidades do país em apoio ao líder da extrema-direita, e em apoio à guerra que ele está a travar com o Supremo Tribunal Federal (STF). Mas a afluência não foi a esperada.

Hoje tem 24% de apoio, o seu nível mais baixo desde que chegou ao poder em 2019, enquanto o ex-presidente Lula da Silva está a crescer nas sondagens.

Houve também uma marcha de oposição proclamando uma “terceira via”, nem Bolsonaro nem Lula, e apelando a um “impeachment” (impeachment) do actual presidente. O presidente apoiou as suas ameaças: “Uma pessoa específica na região dos três poderes está a barrar a população e a efectuar detenções políticas, algo que não pode ser aceite (…) Ou este juiz é incriminado ou demite-se”. Bolsonaro refere-se aos juízes Alexandre de Moraes, que tinha ordenado a detenção dos seus apoiantes que defendiam a intervenção militar, e Luís Roberto Barroso, presidente do tribunal eleitoral.

Dias mais tarde, na sequência das repercussões destas observações, Bolsonaro tentou atenuá-las, afirmando que elas foram feitas “no calor do momento”. Noutras aparições, ele autodenominou-se “o porta-voz do povo”, mas as suas contínuas ameaças públicas saíram-lhe pela culatra.

O Supremo Tribunal Federal intentou uma acção contra ele por divulgar falsas notícias e pôr em perigo a democracia. “Nunca serei um prisioneiro”, advertiu no dia do comício de 7 de Setembro, antes de chegar no seu Rolls-Royce. Acrescentou que as suas opções são “prisão, morte ou vitória”, e com o tom messiânico de que tanto gosta, afirmou: “Só Deus me tirará daqui”. Todas as ameaças e a possibilidade de revogar o seu mandato devido às investigações judiciais e ao enorme apoio dos sectores populares, sindicatos e empresários que Lula está a receber fazem de Bolsonaro um presidente que, longe de corresponder às expectativas do seu povo, está a endurecer e a aumentar os seus ataques às instituições mais importantes do país.

Olhando em frente para 2022

A reeleição de Bolsonaro não está assegurada. A sua popularidade é inferior ao esperado, perdeu o apoio dos sectores que tinham votado nele, dos evangélicos e da classe média. O Supremo Tribunal Eleitoral adverte que as queixas do presidente contra o sistema de votação electrónica o expõem a acusação por “abuso do poder político e económico”, e se se provar que Bolsonaro violou a lei eleitoral durante o seu mandato, o TSE poderia declará-lo inelegível. Claramente, para que o seu impeachment seja válido, o presidente brasileiro terá de ser denunciado pelo Procurador-Geral, Augusto Aras, um aliado próximo, e enfrentar a abertura de um processo de impeachment, que necessita de dois terços da Câmara dos Deputados para ser consolidado. A isto junta-se uma comissão de saúde que investiga as razões do fracasso das medidas contra a covid-19, que até agora reclamou a vida de 560.000 pessoas.

A crise económica está também na ordem do dia no Brasil. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirma que devido ao aumento das ordens judiciais (dívida do Estado reconhecida pelos tribunais) e à inflação, poderá ser obrigado a exceder o limite máximo de gastos para o próximo ano: “Com a inflação a aumentar como está agora, o espaço para a expansão dos programas sociais é eliminado (…) Dependendo do nível de inflação, eu poderia começar 2022 a quebrar o limite máximo de gastos”, advertiu Guedes.

O Banco Central do Brasil (BCB) aumentou há alguns dias a sua taxa de juro de referência (Selic) em 100 pontos base, a fim de conter a subida dos preços. O chefe do BCB, Roberto Campos Neto, anunciou que iria “fazer tudo o que fosse necessário para travar a inflação no Brasil”. Além da crise económica, o Brasil está a sofrer a pior seca em quase um século. O aumento dos preços internacionais das mercadorias e a depreciação do real estão a fazer subir os preços a cada dia que passa. A taxa de desemprego já atingiu 14%. Esta é uma situação muito complexa, apesar das previsões do FMI de que o país poderia estabilizar.

De acordo com o cientista político Emir Sader, “a comunidade empresarial está dividida. Um sector ainda está com ele (Bolsonaro) porque ganhou as privatizações, outro sector está inclinado para Lula da Silva, e um terceiro está a meio caminho, formando a “terceira via”, sem Lula e sem Bolsonaro. O cenário entre aqueles que controlam a economia está dividido e não existe uma posição global do estabelecimento”.

A corrupção não demorou muito a chegar. Nos últimos meses, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro levantou o segredo bancário e fiscal do vereador Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente brasileiro, no âmbito de uma investigação de corrupção. A medida foi solicitada pelo Ministério Público, que acusa Carlos Bolsonaro de desviar recursos públicos por alegadamente utilizar o seu gabinete na Câmara Municipal do Rio de Janeiro para contratar funcionários “fantasmas”. Para a analista política Maria Carolina Trevisan, este facto reflecte-se e tem um impacto directo no governo porque existe uma percepção crescente da corrupção, que aparece como uma questão central para os eleitores, e em virtude da qual se nota como Bolsonaro está a perder popularidade.

Outra acusação de abuso recai sobre o presidente brasileiro: a dos povos indígenas do Brasil. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) pediu ao Tribunal Penal Internacional (ICC) na segunda-feira para investigar o presidente de extrema-direita pelas suas “políticas anti-indígenas”, que descrevem como “genocídio” e “ecocídio”. O presidente promoveu a exploração de terras indígenas e áreas protegidas na Amazónia, que foram duramente atingidas pela desflorestação e mineração ilegal. A denúncia sublinha a redução, durante o actual governo, dos recursos dos organismos de controlo, o que desencadeou invasões em terras indígenas.

Agora, Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é claramente o favorito nas sondagens antes das eleições presidenciais de Outubro de 2022. Tem 41 por cento dos votos, enquanto Bolsonaro tem 23 por cento, seguido pelo antigo juiz Sergio Moro (7 por cento), Ciro Gomes do Partido Trabalhista (6 por cento) e o apresentador de TV e magnata da TV Globo Luciano Huck (4 por cento). “A construção leva tempo. A demolição é rápida. Aqueles que vieram depois de nós, no Brasil e noutros países, para destruir a integração sul-americana e a cooperação Sul-Sul restabeleceram uma ordem quase colonial nas relações internacionais”, declarou Lula.

O ex-presidente (2003-2010) e líder da oposição disse que a actual situação “quase colonial” produziu “uma catástrofe que está à vista e muitos países já estão a regressar para construir uma política multilateral e de integração na região que será reforçada quando o Brasil regressar a um rumo mais humanista”.

A hora de Lula será a nova hora dos povos livres, dos sem terra, das vozes revolucionárias que proclamam um governo da Pátria Grande. O povo irmão do Brasil está a viver um momento chave para o regresso da solidariedade não como um objectivo final mas como um meio para alcançar a consolidação da nossa América. E Lula é, mais uma vez, o protagonista deste momento.

Como disse José Martí, “o que resta da aldeia na América deve acordar”. Estas não são horas de ir para a cama com um lenço na cabeça, mas com as armas da sua almofada, as armas do julgamento. As trincheiras de ideias valem mais do que as trincheiras de pedra”.

Fonte: https://carasycaretas.org.ar/2021/09/30/fora-bolsonaro/

E como o ‘veto’ de Huawei no Brasil foi resolvido.

#Brasil #5G #EstadosUnidos #China

A Agência Nacional de Telecomunicações do Brasil (Anatel) lançou na quinta-feira um concurso multimilionário, considerado o maior na história das telecomunicações do país, para operar a telefonia móvel da quinta geração (5G), que promete uma revolução digital e social.

Na cerimónia de abertura, o Presidente brasileiro Jair Bolsonaro salientou que a implementação do 5G irá integrar todos os cidadãos brasileiros com o mundo. O governo planeia atrair investimentos de 50 mil milhões de reais (cerca de 9 mil milhões de dólares), dos quais cerca de 8,7 mil milhões de reais (cerca de 1,557 mil milhões de dólares) pretende angariar a partir de licenças.

Num país com 213 milhões de habitantes, um total de 15 empresas, incluindo as três maiores actualmente a operar no Brasil – Tim, Vivo e Claro – estão a disputar os direitos de quatro bandas de radiofrequência 5G. Devido ao grande número de candidatos, espera-se que a licitação dure dois dias.

À tarde, já foi noticiado que a Claro, Vivo e Tim receberam concessões para operar a tecnologia 5G na banda de 3,5 GHz, a banda mais utilizada a nível mundial, e dividida em quatro lotes de 80 MHz.

Imagen ilustrativa

A Claro foi a primeira a ganhar um dos lotes, oferecendo 338 milhões de reais (cerca de 60 milhões de dólares) pela licença. Depois a Telefonica, proprietária da Vivo, tomou o segundo lote por R$420 milhões (cerca de 74 milhões de dólares) e pagou 30,69 % mais do que o seu preço inicial. Finalmente, Tim ganhou o terceiro lote e pagará 351 milhões de dólares (cerca de 62 milhões de dólares). Nenhuma empresa estava interessada no quarto lote.

Para além da rede geral, para uso geral da população, os vencedores comprometem-se a construir uma rede exclusiva e paralela para o governo, na qual o equipamento Huawei não pode ser utilizado, no meio da disputa geopolítica entre os EUA e a China.

O equipamento da empresa chinesa Huawei pode ser utilizado na rede geral, mas não participará na criação da rede governamental.

Para que 5G funcione, devem ser instaladas antenas compatíveis, e um dos fornecedores é a Huawei. Em 2019, o ex-presidente Donald Trump pressionou os países parceiros a não utilizar o equipamento da empresa chinesa, acreditando que o governo de Pequim poderia utilizar a empresa para espionagem. O seu sucessor, Joe Biden, tem mantido a mesma política.

Sob pressão dos EUA e, por outro lado, do sector das telecomunicações brasileiro, que era contra o bloqueio do Huawei, o ministro das comunicações encontrou uma solução. O equipamento chinês será autorizado a ser utilizado na rede geral, mas não participará na criação da rede governamental.

“Salto tecnológico
O regulamento especifica também que os vencedores, que terão uma licença de 20 anos, terão de iniciar as operações nas principais capitais do país 300 dias após a assinatura do contrato, ou seja, em Julho de 2022.

Neste momento, apenas sete das 27 capitais estão totalmente preparadas para se adaptarem ao 5G, segundo a Conexis Brasil Digital, uma entidade que reúne os principais operadores do país. Contudo, o governo quer que todas as capitais tenham 5G até 2022 e que cheguem a todo o país até 2028.

As empresas vencedoras terão também de levar a Internet a estradas, locais remotos e escolas públicas e instalar uma rede de fibra óptica na região da Amazónia, entre outras coisas.

“Para além do salto tecnológico que tornará realidade inovações como carros autónomos, casas inteligentes, cirurgias à distância e operações de máquinas em grande escala na indústria e no agronegócio, o concurso garantirá condições mínimas de inclusão para 40 milhões de brasileiros que ainda vivem num deserto digital”, comentou o ministro das comunicações Fábio Faria.

“Internet das coisas
Sectores como a agricultura, a indústria, a telemedicina ou o ensino à distância estão entre os grandes beneficiários desta tecnologia, frequentemente apresentada como “a Internet das coisas”.

Por exemplo, o governo brasileiro espera que o sector do agronegócio aumente a sua produtividade com 5G, ligando todo o processo da cadeia de produção: monitorização da saúde de um animal através de chips, condições meteorológicas com zangões ou a situação da água com sensores; colheita de uma colheita com máquinas que utilizam inteligência artificial ou a distribuição de produtos com mapas e um sistema GPS.

Da mesma forma, 5G terá uma velocidade 100 vezes superior a 4G e a sua ligação será muito mais estável. “Não tínhamos Uber em 3G porque as características que Uber pede em termos de localização ou velocidade não estavam disponíveis. Estas aplicações vieram com redes 4G. Quando tivermos 5G enrolados, teremos sensores e novas aplicações”, explicou Wilson Cardoso, membro do Instituto de Engenheiros, Electricistas e Electrónicos (IEEE).

Apesar da sua entrada no mercado, os telemóveis com tecnologia 4G, 3G e 2G continuarão a funcionar. Será necessário um telefone compatível com esta tecnologia e, de momento, os aparelhos à venda no Brasil são modelos sofisticados, custando mais de 6.000 reais (cerca de 1.100 dólares).

O cientista político Bruno Lima Rocha disse que a pressão sobre Huawei se deve ao facto de os EUA procurarem o acesso exclusivo aos dados do executivo brasileiro.

#JairBolsonaro, durante a #Pandemia .

#JairBolsonaro #Covid-19 #Politica

A comissão parlamentar de inquérito do Brasil apresentou na quarta-feira o seu relatório final sobre o tratamento da pandemia pelo Presidente Jair Bolsonaro. Os senadores chegaram a um consenso para acusar o presidente de pelo menos nove crimes durante a sua gestão da crise de saúde. Do ponto de vista do analista político Carlos Alberto Almeida, os crimes de Bolsonaro são evidentes.

A comissão que investiga o tratamento da pandemia no Brasil solicita que Bolsonaro seja acusado de crimes contra a humanidade.

#Brasil #Corrupcion #JairBolsonaro #DerechosHumanos #ManipulacionPolitica

Por Redacción Razones de Cuba

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a gestão da pandemia no Brasil pediu na quarta-feira para indiciar Bolsonaro por nove crimes, incluindo incitação ao crime, crimes contra a humanidade e charlatanismo. Isto foi anunciado pelo Senador Renan Calheiros numa conferência de imprensa, na qual anunciou que o relatório será votado pelos senadores na próxima terça-feira, 26 de Outubro.

Calheiros leu os pontos principais do relatório final da investigação, num documento de cerca de 50 páginas, que enumera os fracassos em que a administração do presidente teria incorrido e que, segundo as estimativas, impediu que 40% das mortes por covid-19 durante a pandemia fossem evitadas.

A falta de uma “estratégia bem definida” para detectar e combater o coronavírus, mesmo até meados deste ano, bem como a “ineficácia” das autoridades sanitárias na implementação de um plano abrangente e o apelo insistente do governo para ignorar os protocolos de prevenção da infecção, foram algumas das causas que a comissão atribui à elevada taxa de contágio e mortalidade no país sul-americano. https://platform.twitter.com/embed/Tweet.html?dnt=false&embedId=twitter-widget-0&features=eyJ0ZndfZXhwZXJpbWVudHNfY29va2llX2V4cGlyYXRpb24iOnsiYnVja2V0IjoxMjA5NjAwLCJ2ZXJzaW9uIjpudWxsfSwidGZ3X2hvcml6b25fdHdlZXRfZW1iZWRfOTU1NSI6eyJidWNrZXQiOiJodGUiLCJ2ZXJzaW9uIjpudWxsfSwidGZ3X3NwYWNlX2NhcmQiOnsiYnVja2V0Ijoib2ZmIiwidmVyc2lvbiI6bnVsbH19&frame=false&hideCard=false&hideThread=false&id=1450826092458258434&lang=es&origin=https%3A%2F%2Factualidad.rt.com%2Factualidad%2F407728-investigacion-senado-brasil-bolsonaro-asesinato-coronavirus&sessionId=92c328e66f65e93c3906a5f688bd427834532122&site

Para Calheiros, foi uma “estratégia macabra” que impediu que milhares de vidas fossem salvas. No entanto, para a comissão, o atraso na compra de vacinas foi a “maior omissão” de Bolsonaro.

O relatório final, o resultado de uma investigação de seis meses, pinta um quadro em que se diz que a negligência, a incompetência e o negacionismo anti-científico de Bolsonaro foram a causa da mortalidade “estratosférica” da epidemia no Brasil, onde mais de 603.000 pessoas morreram desde o início da crise sanitária em Fevereiro do ano passado.

O Senador Calheiros já tinha anunciado na semana passada que tinham pelo menos 40 arguidos e que vários crimes iriam ser instaurados contra o presidente. Esta quarta-feira ele confirmou que estes são:

Epidemia resultando em morte.
Violação das medidas de saúde.
Incitamento ao crime.
Utilização irregular de fundos públicos.
Falsificação de um documento privado.
Consulta.
Prévaricação.
Crimes contra a humanidade.
Crimes de responsabilidade.
De acordo com os meios de comunicação locais, o relatório também solicitou a acusação do presidente brasileiro pelos alegados crimes de homicídio e genocídio indígena, mas as divergências sobre este ponto significaram que foram finalmente excluídos do documento final.

Entre as principais pessoas sob investigação encontram-se o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o seu braço direito durante a gestão da crise do coronavírus, o coronel Élcio Franco; o actual chefe desse ministério, Marcelo Queiroga; o ministro do Trabalho Onyx Lorenzoni; e o ministro da Defesa Walter Braga Netto. Eduardo, Carlos e Flavio Bolsonaro, os filhos do presidente, também aparecem no relatório acusados de alegadamente terem incitado ao crime.

Bolsonaro, pelo seu lado, reiterou na quarta-feira que nem ele nem o seu governo tinham “culpa de absolutamente nada” na gestão da crise sanitária da covid-19 e, pelo contrário, considerou que tinha feito “as coisas certas desde o primeiro momento”.

“Como seria bom se esse IPC tivesse estado a fazer algo produtivo para o Brasil. Levaram tempo do Ministro da Saúde, criados, gente humilde e homens de negócios. Eles só produziram ódio e ressentimento entre alguns de nós”, disse o presidente num evento na cidade do Ceará.

No entanto, no final da leitura do resumo do relatório, o Senador Calheiros assegurou que foi graças ao trabalho da comissão que o ritmo de imunização da população – que hoje atinge 50% da população com as duas doses de anti-vírus – foi acelerado, e “forçou o governo a pôr de lado a sua negação” contra as vacinas, o que permitiu reduzir o número de infecções e mortes por esta doença. “Esse tem sido o nosso maior legado: vidas salvas”, disse ele.

O que vai acontecer às conclusões do relatório?
O relatório final da comissão não tem poderes para denunciar, e caberá ao Ministério Público decidir se deve ou não apresentar uma queixa formal junto da magistratura. No caso de Bolsonaro, as queixas serão apresentadas ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras, um dos aliados do presidente e que tem o poder de instaurar um processo penal contra ele.

Aras terá 30 dias para apresentar as queixas ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas poderá optar por arquivar o caso. Alguns senadores relataram que para evitar que as queixas caiam em ouvidos moucos, serão também apresentadas a um Tribunal de Contas, à Polícia Federal e a um tribunal internacional.

Os peritos concordam que Bolsonaro ainda tem muito apoio no Congresso e que é pouco provável que as acusações o afectem a nível judicial. O que o prejudicará é a sua popularidade já desgastada, que desceu a um mínimo histórico.

Bolsonaro tem em vista as eleições de Outubro de 2022, mas as sondagens colocam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda não apresentou a sua candidatura, como o favorito. Mas os danos à sua imagem pública podem ser irreversíveis, especialmente depois dos familiares das vítimas do coronavírus terem dado um testemunho cru e emocional ao ICC na segunda-feira.

Revelações chave da ICC
Mais de 60 pessoas compareceram perante o ICC desde a sua criação em Abril, e como os 11 senadores da comissão fizeram progressos nas suas investigações, surgiram novos casos. Estas são algumas das principais questões que têm sido investigadas:

Armário paralelo
O antigo ministro da saúde Henrique Mandetta, que se tornou um dos principais críticos das medidas de Bolsonaro, foi o primeiro a denunciar a existência de um gabinete paralelo. É um grupo que não tem qualquer ligação com o Ministério da Saúde e que aconselhou o governo e apoiou medicamentos sem eficácia científica comprovada contra a covid-19, tais como o medicamento antimalárico hidroxicloroquina.

Colapso em Manaus
No auge da pandemia, Manaus, capital do estado do Amazonas, sofreu uma grave crise em Janeiro, após uma escassez de ventiladores de oxigénio e milhares de pessoas terem morrido. Apesar de estar consciente da situação, o governo decidiu não decretar a intervenção federal.

A desaprovação de Bolsonaro atinge 53 por cento, a pior classificação desde que ele se tornou presidente do Brasil.

#Brasil #JairBolsonaro #Lula #Covid-19

A aprovação do governo do Presidente brasileiro Jair Bolsonaro atingiu 53%, a pior taxa desde que tomou posse em Janeiro de 2019, revelou uma sondagem do Instituto Datafolha divulgada quinta-feira.

O ex-militar subiu dois pontos percentuais em relação ao estudo de Julho, no qual atingiu 51% de impopularidade.

O inquérito sondou 3.667 pessoas com mais de 16 anos em 190 municípios de todo o país de 13 a 15 de Setembro, com uma margem de erro de mais ou menos dois pontos.

Esta é a primeira sondagem sobre a popularidade do governante após a agenda antidemocrática de 7 de Setembro, Dia da Independência.

A rejeição também surgiu no meio de uma inflação elevada, preços de gasolina e alimentos em flecha e elevados números de desemprego de 14,4 milhões de pessoas.

Segundo a Datafolha, se na média da população o aumento da desaprovação de Bolsonaro foi de dois pontos percentuais, em alguns segmentos este aumento foi mais evidente.

Os homens de negócios continuam a ser o único segmento em que a aprovação do presidente (47%) é numericamente superior à sua desaprovação (34).

O ex-capitão do exército foi mais rejeitado por aqueles com educação superior (85%), estudantes (73%), aqueles que preferem o Partido Socialismo e Liberdade (63%), homossexuais/bissexuais (61%), aqueles com idades entre os 16 e 24 anos (59%) e negros (59%).

A impopularidade de Bolsonaro coincidiu com o progresso do trabalho de uma comissão do Senado que investigava o tratamento da Covid-19 pelo governo e a chegada de uma segunda vaga da doença, que já matou cerca de 590.000 pessoas.

As intenções de voto do seu presumível rival nas eleições de 2022, o antigo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fortaleceram-se desde que recuperou os seus direitos políticos em Março passado, depois de um juiz do Supremo Tribunal Federal ter anulado todas as suas convicções.

(Com informação de Prensa Latina)

Um ‘furacão de ultra-direita’? Como um partido espanhol pretende combater a esquerda na América Latina (e enfrentar o Fórum de São Paulo)

#AmericaLatina #CELAC #GrupoDeLima #EstadosUnidos #DonaldTrump #ManipulacionPolitica

O avanço da esquerda na América Latina preocupa a extrema direita espanhola. Ou pelo menos é isso que parece estar por detrás do anúncio feito pelo líder do partido Vox, Santiago Abascal, que anunciou que esta formação política irá criar uma instituição internacional para combater a “deriva comunista”.

“Estamos fundamentalmente a estabelecer relações para criar um fórum organizado para nos opormos ao que tem sido o fórum de São Paulo e o Grupo Puebla”, disse Abascal numa conferência de imprensa na segunda-feira.

Embora não tenha dado mais pormenores sobre a forma como a instituição irá funcionar, deixou claro que é “uma estrutura internacional” que irá funcionar “como uma autêntica oposição em defesa das liberdades e da democracia”, no que Vox chama “a Iberosfera”.

O político salientou que a intenção é ir além de uma declaração de intenções: nem uma carta nem um manifesto. O objectivo, segundo Abascal, é formar um fórum que reúna visões que se opõem à alegada “deriva comunista” na região.

Iberosfera?
Não é a primeira vez que este tipo de iniciativa internacional é lançada pelo partido espanhol de extrema-direita, que este ano lançou uma série de bolsas de estudo destinadas a jovens líderes através da fundação Disenso, liderada pela Abascal, para “formar futuros líderes na esfera pública e social que estejam dispostos a defender a Liberdade em ambos os lados do Atlântico”.

Contudo, a inegável mudança do tabuleiro de xadrez político na América Latina encorajou o partido de extrema-direita a colocar o pé no acelerador. A recente vitória do esquerdista Pedro Castillo no Peru; o reforço das lideranças de Andrés Manuel López Obrador e Alberto Fernández no México e na Argentina; e o ressurgimento de iniciativas de integração como a Comunidade dos Estados Americanos e das Caraíbas (Celac), juntamente com o enfraquecimento de fóruns como o Grupo Lima (nascido no seio da Organização dos Estados Americanos), são sinais de que a Vox encara com preocupação.

De facto, no final do ano passado, o partido de Abascal promoveu a assinatura da Carta de Madrid, um documento assinado por líderes da direita espanhola e latino-americana que, entre outros pontos, advertia que a região era supostamente “sequestrada por regimes totalitários de inspiração comunista”, que “infiltram-se nos centros do poder” através de iniciativas “como o Fórum de São Paulo e o Grupo Puebla” para impor a sua “agenda ideológica”.

Nesta carta, os signatários propõem “trabalhar em conjunto na defesa” dos seus valores e princípios, por outras palavras: a promoção de políticas anti-imigrantes, anti-feministas, homofóbicas e ultra-conservadoras. O objectivo? Para combater a esquerda na América Latina e rotulá-la como uma “ameaça”.

A lista de políticos que assinaram o documento incluía o ex-ministro de facto boliviano Arturo Murillo, actualmente preso nos EUA por corrupção; o ex-prefeito metropolitano de Caracas e fugitivo da justiça venezuelana, Antonio Ledezma; bem como líderes de direita em países como o Peru, Argentina, Equador, Paraguai, El Salvador, Chile, Brasil, Costa Rica, México, Espanha, Estados Unidos e Colômbia.

Quase um ano após a Carta de Madrid, o anúncio da Abascal mostra que a declaração de intenções já se transformou em acções concretas. Uma delas seria esta nova estrutura internacional destinada à ‘Iberosfera’, como Vox chama aos países “que partilham um património cultural profundamente enraizado”, que inclui os EUA e o Canadá.

É provável que o ambicioso projecto tenha amplo apoio financeiro, a julgar pelas recentes revelações sobre a ascensão do Partido Verde, cuja ascensão foi promovida com um financiamento suculento de “grandes fortunas”, de acordo com a fuga de mais de 17.000 documentos internos e confidenciais de organizações espanholas ultra-católicas reveladas pelo Wikileaks.

Regressão democrática?
No mesmo dia que o anúncio sem convicção do líder da Vox, foi publicado um artigo no website da Fundação Disenso, que afirma que “a erosão democrática é mais palpável em nações governadas por uma ala de esquerda semelhante ao Fórum de São Paulo”.

A lista de nações ‘demonizadas’ pelo autor do artigo é encabeçada, como habitualmente, pela Venezuela, Bolívia e Nicarágua, embora com a inclusão do México em quinto lugar, depois das Honduras. A conclusão não é gratuita, uma vez que Caracas foi acusada de trazer o “furacão bolivariano” para a região, através do fórum de São Paulo, e o presidente mexicano foi responsável pela revitalização do Grupo Puebla, juntamente com o presidente da Argentina, ao mesmo tempo que o declínio do Grupo Lima.

Para a ultra-direita, estes movimentos, que promovem a união regional e tendem para a esquerda mais progressista, causam “grandes danos institucionais às democracias latino-americanas” e são supostamente dirigidos a partir de Cuba para que o espectro do “comunismo” afugente os sistemas políticos “liberais”.

“Se as forças do Fórum ganharem terreno, uma transição para o autoritarismo parece inevitável”, afirma o autor do texto. A aposta de Vox é evitar que isto aconteça e impedir que a mudança na região se aproxime do Brasil de Jair Bolsonaro ou dos EUA expulsos de Donald Trump, desencadeando uma tempestade ideológica inversa na América Latina que iria confrontar o Fórum de São Paulo numa espécie de ‘furacão de ultra-direita’.

E eu ainda não vi o #SOSBrazil .

#Brasil #JairBolsonaro #EstadosUnidos #ManipulacionPolitica

Tribunal Eleitoral pede a Bolsonaro que seja investigado para declarações contra o sistema de votação .

#Brasil #Bolsonaro #CORRUPÇÃO

Bolsonaro acusa os governadores brasileiros de serem “ditadores”.

#Brasil #JairBolsonaro #Saude #Covid-19 #Epidemia #Corrupción

O Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, da sua conta no Twitter acusado de ser “protótipos de ditadores” aos governadores brasileiros que implementaram medidas sanitárias para conter a propagação do coronavírus.

Bolsonaro argumentou a sua acusação recordando que estes governadores, a fim de refrear a pandemia do coronavírus, decretaram “proibições de culto, recolher obrigatório, expropriação de bens imobiliários, restrições de viagem”.

El Supremo Tribunal Federal aceptó el pedido para crear la comisión que investigará la gestión estatal ante la Covid-19.

Por sua vez, esta terça-feira, numa conferência de imprensa realizada no Palácio da Alvorada, Bolsonaro insistiu que “Eu não sou o ditador do Brasil”. “Não fui eu que fechei as lojas. Nem fui eu que o obriguei a ficar em casa. Eu faço a minha parte”, sublinhou ele.

As reacções de Bolsonaro vêm à medida que ele pode ser investigado pelo seu tratamento da crise de saúde…. O Senado aprovou na terça-feira que a equipa que irá realizar esta investigação terá 11 titulares e 90 dias para fazer o seu estudo.

No domingo passado, foi tornada pública uma insinuação do presidente de que a comissão de investigação deveria ser alinhada com a visão do governo. O diálogo foi tornado público pelo Senador Jorge Kajuru.

O Juiz do Supremo Tribunal Federal Luis Barroso aceitou na semana passada o pedido de 31 senadores para criar a comissão de investigação após a morte de pacientes por falta de oxigénio em Janeiro em Manaus, apesar de um aviso prévio do Ministério da Saúde antes do colapso do hospital.

Na sequência das notícias da próxima investigação, o presidente brasileiro tem vindo a partilhar no Twitter dados sobre recursos geridos no sector da saúde e comentários sobre as acções dos governos locais como decisões negativas.

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