O que pode a Europa ensinar a Cuba: liberdades, ou repressão .

#UnionEuropea #DerechosHumanos #Democracia #EstadosUnidos #InjerenciaDeEEUU

Por José Manzaneda

O Parlamento Europeu aprovou uma condenação de Cuba pela “extrema violência e repressão contra manifestantes pacíficos” durante os protestos de Julho (1).

“Repressão brutal” na ilha, diz a imprensa europeia (2). Mas se observarmos mais de perto as dezenas de vídeos publicados sobre esses incidentes (3) (4) (5), e desligarmos o som da narração, o que é que vemos realmente? Uma polícia cubana mal treinada que dá uma resposta morna às agressões (6), e cujas expressões mais violentas são quase infantis em comparação com as acções de muitas polícias em todo o mundo. Para começar, os da própria Europa (7).

A verdadeira brutalidade policial tem sido praticada, em mais do que alguns cenários de protesto, pela polícia espanhola, por exemplo (8). A sua intervenção contra o referendo na Catalunha em 2017 feriu cerca de 800 pessoas (9). O Tribunal dos Direitos Humanos de Estrasburgo emitiu dez condenações contra Espanha por não ter investigado queixas – mais de cinco mil casos documentados – de tortura policial e maus-tratos (10). Onde estão as condenações do Parlamento Europeu?

Falam-nos de detenções em Cuba por “demonstrarem pacificamente a sua liberdade de expressão” (11). Isto é falso. Ninguém nega que houve excessos ou acções irregulares -severificando-as investigadas pelo Ministério Público Militar-, mas em geral as operações policiais responderam não a protestos pacíficos, mas a ataques com pedras e cocktails molotov (12), e a assaltos e roubos de bens públicos (13).

O Parlamento Europeu nunca condenou o governo da Colômbia (70 mortes devido à repressão nos protestos de Abril) (14), o do Chile (34 mortes nos protestos de 2019) (15), ou o governo golpista provisório da Bolívia, que causou 32 mortes (16). Neste último caso, o Parlamento Europeu reconheceu o golpe como um governo legítimo e, meses mais tarde, denunciou a detenção do presidente como “arbitrária e ilegal” (17). O Parlamento Europeu também não condenou, em 2020, a acção policial nos EUA durante os protestos da Black Lives Matter, que resultaram em 30 mortes e 14.000 detenções (18).

A UE tem acordos de comércio e cooperação extensivos com todos estes países. Mas agora o seu Parlamento – nas mãos dos aliados de direita de Washington – apela à destruição do Acordo de Diálogo e Cooperação UE-Cuba devido a uma prática policial claramente menos repressiva do que a de todos esses países (19).

Falam-nos do assédio em Cuba aos “vencedores do Prémio Sakharov” como Guillermo Fariñas (20). Mas o que aconteceria a este último se, como europeu, confessasse na imprensa que estava a negociar com o governo dos EUA uma intervenção militar no seu país (21)? Ele já teria estado na prisão há muito tempo. Mas em Cuba, além de ser preso durante algumas horas, não lhe acontece absolutamente nada (22).

Os protestos em Cuba foram o resultado previsível de uma situação muito prolongada de dificuldades materiais, apagões, falta de medicamentos e alimentos, escassez de transportes e longas filas de espera. Mas nem o Parlamento nem os meios de comunicação social europeus explicam as suas causas. Por um lado, uma brutal guerra económica dos EUA, com 243 sanções nos últimos quatro anos, que dinamizaram cada uma das fontes de rendimento do país (acordos médicos internacionais, viagens dos EUA, remessas da emigração…) e que deixaram a ilha praticamente sem combustível, através de sanções ao seu principal fornecedor, a Venezuela, e às companhias de navegação de países terceiros (23). Por outro lado, a pandemia levou ao encerramento da única fonte de rendimento restante do país, o turismo. E finalmente, uma campanha de um milhão de dólares nos meios de comunicação social, financiada por agências federais dos EUA, para mobilizar um sector ainda pequeno mas já visível da população da ilha contra o governo cubano (24). Uma campanha na qual, a fim de inflar a imagem da repressão, inúmeras histórias falsas foram utilizadas para transformar as acções policiais no Brasil (25), África do Sul (26) e República Dominicana (27) em imagens de Cuba.

De qualquer modo, o equilíbrio não poderia ter sido mais “pírrico, vil e vil”, como o presidente do México denunciou há alguns dias, com cujas palavras de mestre nos despedimos: “É errado que o governo dos Estados Unidos utilize o bloqueio para impedir o bem-estar do povo cubano para que, forçados por necessidade, tenham de enfrentar o seu próprio governo. Se esta estratégia perversa fosse bem sucedida – algo que não parece provável dada a dignidade a que nos referimos – repito, se fosse bem sucedida, tornar-se-ia um triunfo pírrico, vil e desprezível. Uma dessas manchas que não pode ser apagada mesmo com toda a água dos oceanos” (28).

Para além da vassalagem aos EUA e Celac: a razão pela qual a OEA vai desaparecer.

#EUA #OEA #CELAC #EconomiaMundial #UnionEuropea #CHINA

Javier Buenrostro, historiador por la Universidad Nacional Autónoma de México y McGill University.

Javier Buenrostro, historiador por la Universidad Nacional Autónoma de México y McGill University.

A 18 de Setembro, o México acolheu a VI Cimeira da Comunidade dos Estados da América Latina e das Caraíbas (CELAC), dois dias após a celebração da independência do México. Havia muitas expectativas para esta reunião em que participaram 31 nações e onde se especulava que a substituição de uma Organização dos Estados Americanos (OEA) obsoleta e decadente, uma organização que nasceu em 1948 para proteger os interesses dos Estados Unidos durante a Guerra Fria no quadro dos acordos de Bretton Woods, a criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial e a imposição do dólar como moeda internacional de referência, poderia ser discutida em profundidade.

A OEA teve a sua quota-parte de baixos e altos na sua história, embora tenham existido mais vales do que picos. Um dos pontos mais baixos foi em Punta del Este (Uruguai) em 1962, quando foi decidido expulsar Cuba da organização, sendo o México e a própria Cuba as únicas nações a votar contra a resolução. Nos últimos anos, desde a liderança de Luis Almagro, a OEA tem demonstrado ser um organismo profundamente parcial a favor da direita latino-americana e dos interesses regionais dos Estados Unidos. Um caso em questão é o envolvimento da OEA e de Luis Almagro no golpe de Estado sofrido por Evo Morales na Bolívia, que só pôde ser revertido graças ao apoio esmagador do povo boliviano ao Movimento para o Socialismo (MAS) nas eleições seguintes.

A 6ª Cimeira Celac teve momentos de alguma intensidade, especialmente devido aos confrontos verbais entre os Presidentes Miguel Díaz-Canel (Cuba) e Nicolás Maduro (Venezuela), por um lado, e Luis Lacalle Pou (Uruguai) e Mario Abdo Benítez (Paraguai), por outro. A ausência do Brasil, devido à decisão da direita Jair Bolsonaro de sair no ano passado, e a participação precipitada da Argentina, devido ao cancelamento de Alberto Fernández no último minuto e à demissão a meio do evento do Ministro dos Negócios Estrangeiros Felipe Solá, também deixaram a sua marca na reunião internacional.

Mas a mensagem mais importante do Celac veio de fora da América Latina. O Presidente da China, Xi Jinping, foi o único convidado de fora da nossa área geográfica a dar uma mensagem, e este convite veio do México, o país anfitrião, que também detém a presidência pro tempore da Celac e, ao mesmo tempo, é um vizinho e importante parceiro comercial dos Estados Unidos. Uma combinação e tanto.

“O capitalismo tal como o conhecemos está em crise e a ordem global está a mudar a um ritmo acelerado, mantendo a direcção anteriormente prevista. E isto é que a China acabará por ser o actor económico global mais importante nas próximas três décadas”.

As críticas ao Presidente López Obrador da direita mexicana e ao conservadorismo não tardaram a chegar. Os condenados ao desastre mencionaram que a presença dos presidentes de Cuba, Venezuela e sobretudo da China durante a cimeira poderia fazer explodir as relações com os Estados Unidos. Estas opiniões mostram não só que a direita mexicana adoraria manter uma relação de vassalagem com os Estados Unidos, mas também a sua incapacidade de compreender que o mundo está a mudar e que não é o mesmo que foi durante a Guerra Fria, especialmente depois da pandemia de Covid-19.

Todas as análises económicas concordam que o mundo sofreu a pior recessão económica desde a Grande Depressão. O capitalismo tal como o conhecemos está em crise e a ordem global está a mudar a um ritmo acelerado, embora na direcção anteriormente prevista. E isto é que a China acabará por ser o actor económico mais importante do mundo pelo menos durante as próximas três décadas.

Mexico President Andres Manuel Lopez Obrador(C) poses for a photo with leaders and prime ministers during the summit of the Community of Latin American and Caribbean States (CELAC), at the National Palace in Mexico City, Mexico September 18, 2021. Mexico’s Presidency/Handout via REUTERS ATTENTION EDITORS – THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. NO RESALES. NO ARCHIVES

Dois acontecimentos paralelos à Cimeira do Celac confirmam isto. A primeira é que o Grupo Evergrande, até há pouco tempo o maior promotor imobiliário do mundo, está perto da falência com mais de 300 mil milhões de dólares de passivo. O que é impressionante é que, apesar dos números espantosos, os analistas excluíram uma crise financeira global como a que ocorreu em 2008 com o colapso da empresa americana Lehman Brothers. Parece que o problema ficará na China não só porque Evergrande tem lá a maior parte das suas dívidas, mas também porque a economia chinesa é capaz de absorver e lidar com esta crise financeira. Esta é a dimensão da economia e da capacidade financeira da China, se ainda tivéssemos dúvidas.

O outro facto que chamou a nossa atenção foi o discurso de Joe Biden à Assembleia Geral da ONU há alguns dias atrás. Biden foi muito claro que os EUA não querem uma nova Guerra Fria com a China ou um mundo dividido em blocos rígidos e, embora ele defendesse uma concorrência vigorosa com outras potências, evitou o discurso duro e confrontativo utilizado por Donald Trump. Biden era consciente e cauteloso face à nova realidade global que já é evidente aos olhos do mundo, com excepção de certos conservadores antiquados que ainda pensam que vivemos no mundo que foi forjado no pós-guerra, há mais de setenta anos.

Nem os acordos de Bretton Woods, nem o mal denominado Consenso de Washington, nem o Fundo Monetário Internacional, nem o Banco Mundial, nem a dolarização da economia são já os princípios orientadores da economia mundial, nem devem ser as vozes orientadoras das organizações internacionais, nem devem ser as vozes orientadoras da política externa na América Latina. A OEA já está morta e o seu coveiro não será o CELAC, mas a ordem económica mundial que lhe deu origem e que agora também está defunta.

A nova ordem, pelo menos no futuro imediato, será baseada no multilateralismo, mas na qual a China desempenhará um papel preponderante ao lado dos Estados Unidos, que também manterão um papel de liderança. O unilateralismo não é uma opção e a cooperação internacional terá de se tornar uma realidade e deixar de ser puro discurso e boas intenções.

López Obrador deu um passo nesta direcção na Cimeira Celac, convidando os restantes participantes a construir algo semelhante no continente americano à Comunidade Económica que deu origem à actual União Europeia. Ou seja, criar um corpo mais equitativo e plural e não apenas um que sirva os interesses dos Estados Unidos. Isso já não funciona na realidade.

Extraído de RT

O final da OEA .

#OEA #EstadosUnidos #ManipulacionPolitica #ElCaminoEsLaPaz #CELAC

Um fim ao domínio da OEA na América Latina? O México acolhe uma nova cimeira Celac marcada por lideranças progressistas .

#CELAC #OEA #AMLO #CubaEnMexico #ElCaminoEsLaPaz #PuentesDeAmor

A sexta cimeira da Comunidade dos Estados da América Latina e Caraíbas (CELAC) terá lugar este fim-de-semana na Cidade do México, com a presença de 17 chefes de estado ou de governo, dois vice-presidentes e delegações de todos os países membros.

Entre os presidentes que já confirmaram a sua participação estão o argentino Alberto Fernández, o equatoriano Guillermo Lasso, o cubano Miguel Díaz-Canel, o costa-riquenho Carlos Alvarado e o uruguaio Luis Lacalle Pou, bem como o líder do país anfitrião, Andrés Manuel López Obrador.

O Celac foi formado em 2010 pelos 33 países da região com o objectivo de promover uma agenda latino-americana e caribenha e acordar passos concretos para a integração regional.

¿Fin al dominio de la OEA sobre América Latina? México acoge una nueva cumbre de la Celac marcada por los liderazgos progresistas

Na sua fundação, impulsionada por uma onda de governos progressistas, produziu uma mudança política continental, devido à sua tentativa de substituir a Organização dos Estados Americanos (OEA) em importância multilateral, excluindo os EUA e o Canadá e incluindo Cuba, que foi expulsa da primeira em 1962.

Contudo, em meados da década, a chegada dos governos de direita, bem como a morte em 2013 do seu principal promotor, o Presidente venezuelano Hugo Chávez, produziram um enfraquecimento significativo que o levou a desvanecer-se no mapa político do continente. Foi em Janeiro de 2017 quando se realizou a sua última cimeira em Punta Cana (República Dominicana).

O Celac regressa com uma OEA enfraquecida e com novas lideranças regionais como a do presidente anfitrião, Andrés Manuel López Obrador, e mudanças nos governos de países importantes como o Peru e a Argentina.

Nesses anos, a OEA tomou um novo sopro de ar fresco. Com a assunção de Luis Almagro como secretário-geral, levou a cabo uma vigorosa acção contra os governos da Bolívia e da Venezuela da qual não saiu bem devido aos resultados embaraçosos de ambas as campanhas: um golpe de Estado no primeiro (cujo executor Jeanine Añez está na prisão) e a imposição de um bloqueio financeiro e de um governo interino no segundo (cujo executor Juan Guaidó teve de restabelecer as negociações com o governo existente apesar da recusa de Almagro).

Agora, o Celac regressa com uma OEA enfraquecida e com a emergência de novas lideranças regionais como a do presidente anfitrião, Andrés Manuel López Obrador, e as mudanças de sinal nos governos de países importantes como o Peru e Argentina .

López Obrador tem sido um apoiante entusiasta do Celac e é possível que o seu papel como anfitrião lhe permita dar-lhe um impulso.

A 24 de Julho, o presidente mexicano foi particularmente duro nas suas críticas a Almagro e na sua abordagem à OEA, anunciando que pretendia conceber um plano para substituir a organização por um “organismo verdadeiramente autónomo” que fosse “o lacaio de ninguém”.

Revitalizou também o corpo. A 7 de Setembro, e pela primeira vez desde 2014, todos os países tomaram uma posição conjunta no Dia Internacional contra os Testes Nucleares. A presidência pro tempore do México tirou o Celac do seu silêncio.

Independentemente dos resultados, o cenário servirá para visualizar os novos realinhamentos políticos na região.

Agora vem a Cimeira, e todos esperam um evento que assinalará uma mudança ideológica na região, mesmo que não radical, pelo menos altamente simbólica, e um compromisso conjunto com o futuro.

Agenda da Cimeira
O Secretário dos Negócios Estrangeiros do México, Marcelo Ebrard, indicou que a questão da pandemia estaria na vanguarda, mas que havia também dois projectos em cima da mesa: a criação de uma agência inter-espacial da América Latina e das Caraíbas e a criação de um fundo para catástrofes.

No entanto, o governo boliviano propôs discutir a questão da OEA e a necessidade de reforçar o CELAC.

A questão da pandemia é de particular importância, dado que apesar da gravidade económica e da morte de mais de um milhão de pessoas na região, nem a OEA nem o Celac (nem o Grupo de Lima) tentaram, pelo menos, coordenar políticas para abordar conjuntamente a situação.

Independentemente dos resultados, o cenário servirá para visualizar os novos realinhamentos políticos na região.

Ociel Alí López: Ociel Alí López é sociólogo, analista político e professor na Universidade Central da Venezuela. Ganhou o Prémio Municipal de Literatura 2015 com o seu livro Dale más gasolina e o prémio Clacso/Asdi para jovens investigadores em 2004. É um colaborador de vários meios de comunicação social na Europa, Estados Unidos e América Latina.

Celac no México: um Grito de Dor contra a OEA .

#EstadosUnidos #OEA #InjerenciadeEEUU #ElCaminoEsLaPaz #CELAC #CubaEnMexico #DiazCanelEnMexico

Por Enrique Milanés León

Apesar do flagelo da COVID-19 e outras calamidades naturais, 2021 mantém as suas celebrações como o “Ano da Independência e Grandeza do México”, enquanto comemora o 211º aniversário da independência da nação, a 15 de Setembro, e o 200º aniversário da sua consumação, no dia 21. Para acrescentar lustre, a 6ª Cimeira da Comunidade dos Estados da América Latina e Caraíbas (CELAC) terá lugar a meio destas datas na sua capital, no dia 18.

El Grito de Dolores es el gran canto de México.

Pelo segundo ano consecutivo, na terça-feira 15, a reencenação do Grito de Dolores, realizada por Miguel Hidalgo em 1810, irá considerar os protocolos exigidos pela situação sanitária, mas o Presidente Andrés Manuel López Obrador garantiu que seriam criadas condições para que “a maioria dos mexicanos possa participar a partir das suas casas”.

O modelo da pirâmide que comemora os 200 anos da fundação do México-Tenochtitlan permanece na imponente praça El Zócalo, o que significa que as celebrações do Dia da Independência complementarão as já realizadas em honra do nascimento e queda do México-Tenochtitlan.

López Obrador afirmou que o Governo Federal continuará a promover o Grito, considerado o festival cívico mais importante do país. “Temos de continuar a dar ao Grito de Independência, porque o México é um país livre, independente e soberano, e isso é motivo de orgulho”, disse ele.

O tradicional desfile de 16 de Setembro terá também lugar na capital, com as habituais precauções sanitárias. Alguns dos estados da nação não realizarão celebrações ou deslocá-las-ão para locais virtuais.

No início da manhã de 16 de Setembro de 1810, na cidade de Dolores, Guanajuato, Miguel Hidalgo lançou o Grito de Independência contra o governo colonial. O Pai da Nação Mexicana tocou à campainha da igreja chamando o povo a erguer-se em armas.

Uma vez terminada a guerra da Independência, o sino foi preservado como um dos símbolos do início do movimento e a 15 de Setembro de 1896 foi incorporado na celebração da Independência. Hoje, o sino das Dolores pode ser admirado, restaurado, num nicho localizado por cima da varanda central do Palácio Nacional.

Durante as festividades, o Presidente da República toca-a em homenagem ao grande apelo libertário. A celebração da data não foi interrompida, nem mesmo quando o país estava em guerra com os Estados Unidos. Agora não será excepção.

A agenda anunciada de López Obrador inclui o Grito de Independência na terça-feira 15; o desfile militar no dia 16; a recepção no dia 17 para presidentes e chefes de Estado para a Cimeira Celac, evento a realizar no dia 18. Um dia depois, o México hasteará a sua bandeira nacional a meia haste para recordar as vítimas mortais dos terramotos de 1985.

O Celac tem agora uma casa mexicana. Desde a Cimeira da Fundação, realizada em Caracas, Venezuela, a 3 de Dezembro de 2011, os Chefes de Estado e de Governo da região reúnem-se anualmente no país que detém a Presidência Pro Tempore e discutem as questões acordadas nas reuniões dos coordenadores nacionais.

Nesta sexta edição, será discutido um tema transcendental para a América Latina: o futuro da desacreditada Organização dos Estados Americanos (OEA), quer seja para ser completamente reformulada ou substituída.

Marcelo Ebrard, o ministro mexicano dos Negócios Estrangeiros, indicou que os líderes prepararão uma proposta para os Estados Unidos e Canadá, a fim de substituir a OEA interferente por um organismo regional de apoio.

#CELAC: um mecanismo de integração, diálogo e conciliação política em relação à #OEA .

#OEA #GolpeDeEstado #EstadosUnidos #ElCaminoEsLaPaz #CELAC

OEA em foco: décadas de duplicidade de padrões e interferência selectiva reacendem a controvérsia.

#OEA #EstadosUnidos #AmericaLatina #OTAN #GuerraFria #DerechosHumanos

Cachorrinho treinado.

#TenemosMemoria

Em resposta a
@Almagro_OAS2015
A sua subserviência ao Governo dos EUA é alarmante. Já chega de mentiras!

Que moral tem para fazer exigências a #Cuba?
Onde está a sua declaração sobre os assassinatos de líderes sociais na Colômbia?
O que estavam a fazer quando no Chile disparavam aos olhos do povo?

Imagem

Falsas etapas de uma aliança contra a Venezuela.

#Venezuela #EstadosUnidos #GrupoDeLima #OEA #InjerenciaDeEEUU #UnionEuropea

Autor: Elson Concepción Pérez | internet@granma.cu

Con un amargo sabor injerencista y una política fracasada y cruel, Estados Unidos, la Unión Europea, el llamado Grupo de Lima y la desprestigiada OEA, continúan asumiendo posiciones contrarias al diálogo político auspiciado por el Gobierno venezolano y sectores opositores, apoyado por la mayoría de a população.

Os últimos passos, longe de contribuir para a paz, a reconciliação e o respeito a um país soberano, fogem de todas as normas internacionais.

Um exemplo da continuidade dessa política de intromissão nos assuntos internos de um Estado foi a mais recente decisão do novo governo de Washington de prorrogar por um ano a emergência nacional declarada pelos Estados Unidos, o que qualifica o país sul-americano como perigoso .

La mayoría de la población apoya el diálogo político auspiciado por el Gobierno venezolano.

O argumento não poderia ser menos crível: «A situação na Venezuela continua a representar uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos, para a qual determinei que é necessário continuar com a emergência nacional declarada em o Decreto Executivo 13692 a respeito da situação na Venezuela “, disse o presidente em nota divulgada pela Casa Branca.

Outro exemplo do prolongamento do uso de uma política de oposição à soberania venezuelana está contido no diálogo telefônico mantido entre o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, e o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, cujo compromisso transcendeu os eua uu com a “promoção de uma transição democrática e pacífica” naquela nação, ignorando que há um governo e um presidente democraticamente eleito pela maioria do povo e reconhecido por grande parte da comunidade internacional.

Para realizar esse propósito, a Casa Branca publicou um documento no qual fala em “trabalhar com aliados com ideias semelhantes, incluindo a União Europeia, o Grupo de Lima e a OEA”.

É inédito que estas posições sejam tomadas em abertamente contra as regras internacionais de respeito mútuo, uma vez que nem Washington nem a UE mostram qualquer interesse no processo de diálogo que está a decorrer em Caracas. Ao contrário, as receitas continuam sendo as sanções econômicas em meio a uma pandemia sufocante e a intensificação da perseguição econômica e financeira, que inclui o confisco de milhões de dólares de dinheiro venezuelano em bancos americanos e europeus.

O oportuno, claro, seria o que hoje é o mais improvável, que a administração dos Estados Unidos e alguns governos da União Europeia coincidam em favorecer, politicamente, a realização de um diálogo governo-oposição e, economicamente, retirar as sanções arbitrárias e devolver a Caracas os recursos hipotecados que pertencem ao povo bolivariano.

O que está acontecendo no Haiti?

#Haiti #Politica #Elecciones #InjerenciaDeEEUU #OEA #EstadosUnidos