Sonangol vende 25% da participação no Banco Caixa Geral Angola.

#Angola #Sonangol #EconomíaNacional

Hélder Jeremias

Os 25 por cento do capital social detido pela Sonangol no Banco Caixa Geral Angola (BCGA) estão em leilão, cujo período de oferta pública de venda de acções decorre de 5 a 16 de Setembro, na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), cuja supervisão está a ser feita pela Comissão do Mercado de Capitais.

Representantes do banco Caixa Angola e do PROPRIV prestigiaram o acto que marca o arranque das operações © Fotografia por: Agostinho Narciso | ewdições novembro

Para o efeito, o Banco Caixa Geral Angola e o Instituto de Gestão e Participações do Estado (IGAPE) oficializaram ontem, em Luanda, o processo de alienação dos 24 por cento de acções detidas pela Sonangol EP e 1 pela Sonangol Holding. A iniciativa enquadra-se no Programa de Privatizações em curso desde 2019, e que visa apoiar o desenvolvimento do mercado de capitais angolano.

Há 29 anos no mercado nacional, o BCGA é a segunda empresa e banco cotado na bolsa de Angola, cujo processo visa alienar cinco milhões de acções de um total de 20 milhões, que constituem o seu capital social.

 Modalidade de venda 

De acordo com o administrador executivo do BCGA, Francisco dos Santos, existe um lote de três milhões de acções reservados aos  actuais accionistas angolanos, correspondente a 15 por cento do capital, e um lote de 400 mil acções destinado aos trabalhadores do banco, correspondendo a 2 por cento das acções do banco.

O gestor revelou a existência de 1.600.000 acções destinadas ao público em geral, correspondente a 8 por cento do capital social do banco, podendo as acções não subscritas nos primeiros dois lotes transitar para o lote de acções oferecidas ao público em geral.

“As acções que serão alvo desta oferta, independentemente dos lotes, conferem iguais direitos aos seus futuros detentores nos termos dos estatutos do banco. As acções adquiridas pelos actuais accionistas  angolanos ficarão indisponíveis por um período não inferior a 120 dias”, informou.

Acrescentou que cada investidor em cada lote poderá apresentar apenas uma ordem de compra, sendo que no caso da tranche para os actuais accionistas angolanos, estes poderão adquirir o mínimo de 100 e até o máximo de um milhão e 500 mil acções, cada um.

“No caso da tranche para os trabalhadores, poderão adquirir um mínimo de 25 acções e até ao máximo de 20 mil acções cada um”, explicou.

Para o público em geral, frisou Francisco Santos, os investidores poderão adquirir o número mínimo de 25 e até o máximo de 200 mil acções. As ordens de compra devem ser expressas em múltiplos de cinco. A partir do início da segunda semana de oferta, no dia 12 de Setembro, as ordens transmitidas que não tenham sido revogadas ou alteradas tornar-se-ão irrevogáveis.

O intervalo de preços definido pela Oferta Pública Inicial (OPI) foi de entre 4.250 a 5 mil kwanzas, fixando-se o preço final naquele que tornar a procura igual ou superior à oferta dentro do respectivo intervalo.

Caso a procura venha a ser inferior à oferta, o preço final será o mais baixo representado nas ordens recebidas dentro do intervalo de-

finido. Se à procura exceder à oferta, haverá lugar a um rateio, sendo satisfeitas todas as ordens com preço igual ou superior ao preço final da oferta, de acordo com o princípio da proporcionalidade entre a ordem expressa e a quantidade oferecida (factor de rateio).

O BCGA é a primeira instituição bancária privada a operar no mercado nacional após a independência, e está presente em oito províncias com 30 balcões, suportado por uma mão-de-obra composta por 500 trabalhadores.  

IGAPE reafirma compromisso em privatizar activos com transparência

O Instituto de Gestão e Participações do Estado (IGAPE) vai continuar a garantir que a privatização das acções em empresas de referência nacional sejam executadas por via de processos  transparentes, preferencialmente pela Bolsa de Valores.

Segundo o coordenador do sector financeiro do PROPRIV, Ednilson Sousa, durante a cerimónia de lançamento oficial do processo de venda em bolsa das acções que a petrolífera nacional detém no Banco Caixa Geral Angola, o IGAPE já procedeu à alienação de 125 empresas e activos do Estado.

“Este processo sofreu alterações ao longo do tempo, pois inicialmente, em 2019, havia sido publicado o programa de privatizações e, posteriormente,  no ano de 2020, no mês de Junho,  foi definida a venda das acções  por via do concurso limitado por prévia qualificação, isto em respeito aos direitos consagrados pelos accionistas, conforme estipulado nos estatutos do banco e nos acordos parassociais existentes”, disse depois de garantir acesso mais facilitado e amplo à categoria de investidores.

No espírito de compromisso firmado pelo IGAPE, avançou Ednilson Sousa, foi desencadeado um processo de negociações com os accionistas para que “pudéssemos garantir à venda por via deste procedimento que, no nosso ponto de vista,  seria o mais ideal para a tipologia de activos que tínhamos a missão de privatizar”.

Informou que, desde Junho de 2020 até Dezembro de 2021, ocorreram inúmeras negociações que permitiram que no mês de Dezembro de 2021, fosse obtido o consentimento dos accionistas do Banco Caixa Geral Angola adoptasse a natureza de uma sociedade aberta, revogando, assim, os direitos de preferência existentes, e permitindo a venda mais ampla das acções, dando acesso aos  trabalhadores, aos órgãos sociais e ao público em geral.

O responsável deu nota positiva aos accionistas “pelo seu espírito inovador”, e que puderam auxiliar no processo de dinamização do mercado de capitais, permitindo colocar o banco no patamar de transparência da Bolsa de Valores, “como pode ser verificado por via do prospecto da oferta, que foi aprovado pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC) no dia 31 de Agosto de 2022”.

Apelou aos investidores para que participem activamente do processo, ti-rando o seu proveito da oportunidade de investir e tornar-se accionista de um banco sólido.

“Com uma rica história no mercado que, por via do programa de privatizações está a ser possível garantir que todos nós, público em geral, e os trabalhadores tenhamos acesso a esta  oportunidade de investimento”, apontou.

Angola no Fórum de Cooperação China-África.

#Angola #China #EconomiaNacional #Mirex

Jornal de Angola

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, participou, esta quinta-feira, em Luanda, na Reunião de Coordenadores do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC).

Ministro das Relações Exteriores, Téte António © Fotografia por: CEDIDA | MIREX

O evento teve como objectivo principal analisar as implementações das Acções de Acompanhamento da 8ª Conferência Ministerial do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC).

A referida reunião, que decorreu em formato virtual, foi uma iniciativa conjunta do conselheiro de Estado e Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China, Wang Yi e da ministra dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Exterior, Aissata Tall Sall, co-presidentes do Fórum de Cooperação China-África.

O Fórum de Cooperação China-África é uma plataforma para o diálogo colectivo e um mecanismo eficaz para a cooperação pragmática entre China-África e tornou-se um paradigma da cooperação no desenvolvimento internacional e um modelo de cooperação Sul-Sul.

Em detalhe, as novas disposições.

#CubaViveYTrabaja #CubaPorLaVida #EconoíaNacional #Mincex

CUBADEBATE

Com base nestas avaliações, disse ele, foram tomadas várias medidas, que serão relatadas abaixo.

Em primeiro lugar, foi decidido promover o desenvolvimento das empresas em todo o país para impulsionar o comércio grossista através do investimento estrangeiro.

“É importante que se saiba que o investimento estrangeiro, até hoje, tem sido basicamente dedicado à produção de bens e serviços, e hoje propomos que sejam criadas entidades de investimento estrangeiro para o comércio no mercado grossista”.

Outra medida aprovada consiste em promover selectivamente a criação de joint ventures ao abrigo da lei de investimento estrangeiro para realizar actividades de comércio a retalho, o que permitirá uma maior eficiência nesta área do comércio.

Foi também aprovado para promover a utilização destas empresas de investimento estrangeiro principalmente para a venda de matérias-primas, insumos, equipamentos e outros bens que possam contribuir para impulsionar o desenvolvimento da produção nacional.

Além disso, o fornecimento de produtos acabados, tais como géneros alimentícios, produtos de higiene e produtos económicos, e a instalação de sistemas de produção de electricidade utilizando fontes de energia renováveis.

“Procuramos que estas medidas tenham um impacto imediato nos problemas de escassez e contribuam para melhorar as ofertas nas lojas em MLC e na moeda nacional”, disse o primeiro vice-ministro do Comércio Externo.

Outra das medidas aprovadas é encorajar estas entidades a pré-financiar os produtores nacionais que têm condições para se tornarem fornecedores. “Estamos a falar do facto de hoje termos capacidades instaladas no país que, devido à falta de financiamento, são incapazes de produzir bens.

“O objectivo é pré-financiar estes produtores nacionais para que, a prazo, possam entregar os produtos acabados às modalidades de investimento estrangeiro, e estes, por sua vez, vendê-los no mercado nacional para contribuir para uma maior oferta no mercado nacional”, explicou ele.

As próprias modalidades de investimento estrangeiro também podem vender e vender por grosso estes produtos, disse ela.

Outra medida consiste em aplicar um esquema financeiro diferenciado a estas entidades para garantir a estabilidade da cadeia de abastecimento.

“Este esquema deve incluir autorização para fazer vendas em MLC”, disse, acrescentando que a liquidez obtida pelo país a partir dos impostos e outros rendimentos associados a estas empresas será utilizada para estimular a produção nacional, apoiar a importação de produtos económicos e comercializá-los à população em pesos cubanos.

González Fraga informou que a outra medida aprovada consiste em facilitar as modalidades de investimento estrangeiro estabelecidas no país para o fornecimento de bens e serviços a vender no segmento do comércio por grosso, incluindo formulários de gestão não estatais, ONG, embaixadas, representações comerciais e sucursais em Cuba.

“Estas são decisões que modificam substancialmente o papel que tem sido dado ao investimento estrangeiro no comércio interno, e que serão acompanhadas por mecanismos adequados de controlo e acompanhamento para assegurar que estas medidas sejam eficazes.

O Vice-Ministro do Comércio Externo assinalou que a aprovação destas empresas será efectuada pela autoridade competente, que deverá assegurar que as mesmas estejam em conformidade com os objectivos para os quais foram aprovadas.

Cuba começa a flexibilizar as restrições às importações não-comerciais.

#Aduana General #cuba #economía #Importaciones no comerciales #legislacion

Havana, 15 de Agosto (Prensa Latina) Entra hoje em vigor em Cuba nova legislação que alarga as capacidades de importação não comercial para pessoas singulares e modifica as tarifas alfandegárias para as remessas.

De acordo com informações fornecidas pelo Ministério das Finanças e Preços e pelas Alfândegas Gerais da República, os regulamentos actualizados aumentam o que pode ser enviado por mar, correio ou correio expresso para o país, e baixam a taxa pautal.

A Resolução 204 do Ministério das Finanças e Preços, publicada no final de Julho no Jornal Oficial da República, define o carácter não comercial de bens diversos pelo seu valor e peso e pela diversidade de artigos, em vez de por quantidades físicas como é actualmente o caso.

Em conformidade com estes regulamentos, as quantidades de alguns artigos a serem importados por pessoas singulares são aumentadas e a quantidade de produtos isentos de pagamento é aumentada de 1,5 quilogramas (kg) para 3,0 kg para os artigos aos quais se aplica o valor por peso.

Além disso, a legislação diminui o valor de cada quilograma de peso importado de 20 dólares para 10 dólares, e reduz os impostos a pagar pela entrada de mercadorias no país em 70 por cento.

Para a implementação da nova regra, foi necessário actualizar as disposições das Alfândegas Gerais da República e a Resolução 175 de 2022 foi aprovada com as regras para as importações não comerciais por pessoas singulares.

Paralelamente, a nova Resolução 176 estabelece os métodos para a determinação de direitos aduaneiros para remessas diversas destinadas a pessoas singulares e a aplicação da equivalência de 1,0 kg igual a 10 dólares.

Durante as recentes sessões da Assembleia Nacional do Poder Popular, o vice-primeiro-ministro e chefe da Economia e Planeamento, Alejandro Gil, assegurou que a decisão faz parte das medidas adoptadas para impulsionar a economia, aumentar a oferta à população e recolher moeda estrangeira.

jf/att

Justifica-se o investimento na expansão da capacidade hoteleira?

#CubaViveYTrabaja #ElBloqueoEsReal #CubaPorLaPaz #CubaEsAmor

Por Rafael Montejo Véliz

 LA PUPILA INSOMNE

Justifica-se porque temos um défice de capacidade hoteleira em primeiro lugar, especialmente em hotéis de cinco estrelas. Em segundo lugar, os recursos financeiros não são sacos de dinheiro à espera de oportunidades se não forem convertidos em recursos financeiros temporariamente gratuitos, que estão melhor colocados nos bancos para ganharem juros. Um cálculo da procura, oportunidade e ritmo de construção coloca os investimentos hoteleiros no momento certo, nunca mais certo, agora que há uma pausa e muitos podem ser reparados e reabilitados.

O terceiro argumento é que a eficiência hoteleira não é medida apenas microeconómicamente pela linearidade da ocupação, mas como é feito em todo o lado, pelo que contribui para o fluxo total de divisas ou dinheiro para o balanço global do negócio, que por sinal não é apenas a actividade hoteleira, como se pretende em análises simples, mas pela indústria como um todo: operadores turísticos, transportes aéreos, terrestres e marítimos, casas financeiras, logística de abastecimento e manutenção, bases, obras induzidas, manutenção e investimento ambiental, indústria cultural, recuperação de praias, agências de viagens, publicidade, indústria eléctrica, abastecimento de água, indústria ligeira e de mobiliário, geração de emprego, etc. Portanto, como sector, é muito mais.

O hotel é um pretexto, que gera um ambiente produtivo e um elevado retorno do investimento. A eficiência tem como colimador o custo por sala, que é o padrão da indústria, e só por esta razão, a expectativa razoável de recuperação é de dois a cinco anos, o que é bom para uma indústria que tem uma taxa média de crescimento de 11% por ano. E em Cuba (pandemia e sanções à parte) o fluxo de turistas está a crescer mais rapidamente do que a taxa de construção de hotéis. Há cerca de 20% da unidade hoteleira que permanece em manutenção, pelo que é necessário trabalhar com reservas. E nesta análise é necessário incorporar o sector privado, que tem um número considerável de quartos e, curiosamente, muitos têm continuado a investir na capacidade de alojamento, manutenção e restaurantes, que em Cuba estão directamente relacionados com os lucros do turismo.

Na Europa, em muitos países a unidade hoteleira está fechada durante uma boa parte do ano e continuam a construir em áreas mesmo aparentemente saturadas. Concentrarmo-nos apenas no aspecto micro leva a conclusões erradas que se concentram em apontar o erro ocasional, ou coisas “transcendentais”, tais como que não há fruta num hotel, ou que não devemos investir em hotéis até termos cinco milhões de turistas à nossa porta, algo, a propósito, que os investidores capitalistas não fazem, eles investem quando o mercado está em baixo, se não, perguntam a Soros, ou Musk, ou Buffet.

Foi criada uma falácia sem sentido económico em torno da construção de uma unidade hoteleira em Cuba. Onde é que isso deixa a ideia de investir onde o investimento é mais rapidamente recuperado? E quem detém o capital de investimento? De quem são os critérios técnicos, desenhos, estudos de mercado? De quem são os riscos e a sua gestão? Quem são os fornecedores e os credores? A quem são as enormes gruas alugadas no caso de serem utilizadas? Há muitas pessoas perdidas, nacionais e estrangeiros, que não sabem o que estão a fazer? Eles estão colectivamente errados. Podemos dar-lhes o benefício, não só da dúvida, mas também da esperança. E sim, algumas empresas hoteleiras não continuarão e fecharão, no sector público e privado, e outras serão retomadas e reabertas sob outros nomes, marcas e proprietários. Por outras palavras, a marcha de sempre, mas a marcha de todo o conjunto vai continuar.

(Extraído do Facebook)

Porque é que Washington não pôde iniciar um conflito com a China????

#China #InjerenciaDeEEUU #NancyPelosi #Bolsas #EconomíaMundial #Taiwan

Um Giron em Julho.

#CubaPorLaPaqz #CubaViveYTrabaja #ConCubaNoTeMetas #EEUUBloquea #MafiaCubanoAmericana

Autor: Granma | internet@granma.cu

Para os cubanos, o mês de Julho é inequivocamente sinónimo de Revolução. Deste mês é o glorioso 26º, quando o Apóstolo renasceu para guiar, da imensidão do seu legado, Fidel e toda a geração que continuou o caminho irreversível para a plena dignidade de Cuba.

Tanta grandeza humana, tanto sacrifício, tanta história, são causas sagradas; expressões simbólicas da nossa perseverança, resistência, princípios e sentido de justiça.

Foto: José M. Correa

Este povo tem lutado incansavelmente pela sua independência. Ganha sempre que tentam asfixiá-lo, permanece irreverente perante aqueles que tentam roubar-lhe o direito de decidir como viver; por conseguinte, nunca se curvará perante provocações ou ameaças.

A prova disto tem sido o bloqueio económico, comercial e financeiro, a prática do terrorismo de Estado, a tentativa de invasão. E uma vez que nada serviu o plano de derrube, os nossos inimigos estão a apostar no chamado golpe suave. Tentaram a expressão mais insolente a 11 de Julho de 2021, desconhecendo as profundezas com que as raízes da Revolução chegam às entranhas daqueles que a fazem, aperfeiçoam-na e mantêm-na firme.

Com a implantação de uma operação de comunicação política em grande escala, quiseram aproveitar oportunisticamente os impactos combinados do pico da pandemia da COVID-19, da crise económica derivada da mesma, e das medidas que intensificaram o bloqueio a um nível sem precedentes.

O objectivo mais claro? Gerar a falsa ideia de que a escassez e as dificuldades materiais são o resultado de uma gestão ineficaz por parte do governo revolucionário, e encobrir a verdadeira causa: o cerco económico desumano por parte dos Estados Unidos.

Antes do mundo, vendiam a noção de uma explosão social destinada a “derrubar a ditadura”. Mas o seu plano era falho: subestimaram a unidade da nação, o apoio maioritário ao projecto revolucionário, a vontade de não permitir que a paz e os ganhos sociais fossem minados. Isto condenou-os, como sempre, a um fracasso abjecto.

Ainda não compreenderam que a continuidade em Cuba não é demagogia, e que defender a Revolução a qualquer custo não é um slogan vazio, mas uma resolução firme que o povo revela, colocando o peito de fora perante a audácia dos seus inimigos.

Porque os perigos são certos, o povo cubano sempre esteve em prontidão de combate. Isto foi demonstrado a 11 de Julho, quando esmagaram aquela escaramuça em apenas algumas horas.

Sob esse preceito, com o coração aberto, como se Fidel, Raúl, Martí e todos os heróis da pátria falassem, o Primeiro Secretário do Comité Central do Partido e Presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, apelou ao povo para defender a Revolução nas ruas, e o povo, sem hesitação, já lá estava.

Foi um acto de fidelidade ao legado do Comandante-em-Chefe, que, apenas a 8 de Janeiro de 1959, tinha estabelecido como agir em situações de perigo iminente: “Digo-vos que a primeira coisa que farei sempre, quando vir a Revolução em perigo, é apelar ao povo. Porque falando com o povo podemos poupar sangue; porque aqui, antes de disparar um tiro, temos de chamar o povo mil vezes…”.

E com plena coragem, estas pessoas afirmaram o seu estatuto de protectores supremos desta obra, e mostraram que a tranquilidade do povo é sagrada, e que exigências justas e sinceras não precisam de violência para serem ouvidas.

São estas mesmas pessoas que recusam a impunidade, porque ninguém ao serviço de interesses estrangeiros tem o direito de subverter a ordem desta nação soberana.

Pobres daqueles que queriam sequestrar, para os seus pagadores, o 11 de Julho, a data em que nós revolucionários derrotamos um golpe de Estado vandalista.

O dia 26 de Julho é tão importante na história do nosso país que o mês para o celebrar é tão curto. Como podemos fazer caber tanta glória se também lhe somamos a esmagadora vitória do 11º; tão semelhante àquele 13º em que Maceo, em 1895, fez um exército inteiro de espanhóis fugir em desordem nos campos do Peralejo?

Para o artístico ataque mercenário, e para a ilusória ânsia de ganhar uma “cabeça de praia” da qual clamar pela intervenção ianque, já havia um lugar e uma data que são a mais grave vergonha do império: Girón.

Mas se, no seu servil propósito, os inimigos de Cuba insistirem em dar-se a si próprios uma Girón a cada tentativa, terão uma de cada vez, como em Abril de 1961, como em Julho de 2021.

Cuba revolucionária, entretanto, permanece alegre e em paz, do lado da razão, da verdade e da justiça. Sabemos que os tempos são difíceis, mas também sabemos que juntos somos capazes de superar as armadilhas de uma realidade circunstancial, cujas complexidades não são exclusivas do nosso país.

Continuamos e continuaremos a erguer-nos, com uma visão crítica, com um espírito transformador, com resistência criativa e com sonhos e esperanças de um futuro em Revolução.

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