Fim dos conflitos em África depende dos intervenientes directos.

#África #NaçõesUnidas #UNOCA

Mazarino da Cunha

Os conflitos existentes em África só terão fim quando todos os intervenientes directos e indirectos caminharem de mãos dadas na procura de soluções para uma paz duradour admitiu, ontem, em Luanda, o ministro das Relações Exteriores, Téte António.

Reunião com Representantes Especiais das Nações Unidas para a Região da África Central representa um mecanismo de concertação © Fotografia por: Cedida

Ao intervir na sessão de abertura da reunião de Alto Nível dos Representantes e dos Enviados Especiaissas Nações  Unidas que teve início ontem em Luanda e termina hoje, Téte António disse ser imperioso que todos estejam imbuídos do mesmo espírito e de mãos dadas para solucionar os conflitos existentes no continente.

De acordo com o ministro das Relações Exteriores, a reunião de Alto Nível,vai servir para fazer recomendações e reflexões profundas com vista à estratégia comum, capaz de trazer resultados tangíveis em todas as regiões de África.

Este encontro, frisou Téte António, acontece, sensivelmente, uma semana depois da realização da Mini-Cimeira em Luanda sobre a paz e segurança na região Leste da República Democrática do Congo, que culminou com a assinatura do comunicado final e do Plano de Acção.

Téte António referiu que a Mini-Cimeira de Luanda mostrou ser um processo de aprendizagem na medida em que dela saíram decisões que alicerçaram as iniciativas das várias sub-regiões, como, por exemplo, a complementaridade que existe agora entre o Processo de Luanda e o Processo de Nairobi, bem como o apoio das Nações Unidas durante a implementação das deliberações dos Chefes-de-Estados.

O ministro das relações exteriores referiu que a realização da reunião de Alto Nível dos Representantes Especiais e dos Enviados Especiais das Nações Unidas para a Região da África Central é uma iniciativa que se pode   tornar num mecanismo de concertação e consulta permanente.

A presença do representante especial do Secretário-Geral para a África Central e chefe do escritório regional das Nações Unidas para a África Central (UNOCA), Abdou Abarry e não só, frisou o ministro das Relações Exteriores, demonstra a dedicação e trabalho em prol das causas mais nobres do continente africano e dos seus povos, bem como da paz e estabilidade mundial.

“O povo africano deve viver em paz para que o desenvolvimento e o respeito sobre os direitos humanos sejam uma realidade em toda sua plenitude”, afirmou o ministro Téte António.

 Representante da UNOCA

O secretário-geral para a África Central e chefe do escritório regional das Nações Unidas para a África Central (UNOCA), Abdou Abarry, disse que este é o primeiro dos vários encontros que vão acontecer para analisar a paz e segurança na sub-região africana.

Em dois dias, frisou Abdou Abarry, os participantes discutiram as prioridades comuns dos quadros existentes para orientar uma visão estratégica conjunta que exige o envolvimento das Nações Unidas na sub-região do continente.

Abdou Abarry disse que a reunião de Luanda visou coordenar as acções e complementar os trabalhos das Nações Unidas sobre a paz e a segurança na sub-região.

Para a coordenadora residente das Nações Unidas em Angola, Zahira Virani a realização da reunião de Alto Nível dos Representantes Especiais e dos Enviados Especiais das Nações Unidas para a Região da África Central é um claro sinal de apoio e da importância que Angola tem para a pacificação do continente.

Segundo a coordenadora residente das Nações Unidas em Angola, África precisa de uma forte estabilidade e Angola tem tido um papel crucial, reconhecido no seio das Nações Unidas.

“Precisamos de manter o diálogo e encontrar soluções conjuntas e coordenadas, para conseguirmos avanços concretos na conquista da paz, da segurança e da estabilidade para todos os povos africanos”, sublinhou Zahira Virani.

Além do representante especial do Secretário-Geral para a África Central e chefe do escritório regional das Nações Unidas para a África Central (UNOCA), Abdou Abarry, assistiram ao encontro o representante especial para a República Democrática do Congo e chefe da Missão de Estabilização da Organização das Nações Unidas na RDC (MONUSCO), Bintou Keita, o representante especial para a República Centro-Africana e chefe da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (MINUSCA),Valentine Rugwabiza, bem como o enviado especial do Secretário-Geral da ONU para a Região dos Grandes Lagos, Huang Xia.

A realização da reunião de Alto Nível dos Representantes Especiais e dos Enviados Especiais das Nações Unidas para a Região da África Central teve a iniciativa do Escritório Regional das Nações Unidas para a África Central (UNOCA).

  Téte António apresenta estratégia diplomática

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, apresentou, em Bruxelas, Bélgica, a visão estratégica da diplomacia angolana, virada essencialmente à política africana, sem descurar as questões da política externa e da cooperação internacional.

Na sua alocução, no Conselho de Ministros da Organização África, Caraíbas e Pacífico (ACP)/União Europeia (UE), fez saber que os compromissos com outros organismos e organizações internacionais também fazem parte da agenda diplomática do país.

Segundo uma nota de Imprensa, a que Angop teve acesso ontem, o governante explicou que esta aposta se deve à existência de conflitos armados, reinantes em certas regiões, insegurança e penúria alimentar, assim como a necessidade de uma profunda reforma na Organização das Nações Unidas (ONU).

Por outro lado, defendeu que África deve trabalhar para mudar o conceito de um continente de fome, insegurança e de conflito e mostrar ao mundo a sua verdadeira potencialidade, dado os recursos naturais existentes.

Na visão do diplomata, Angola deve amadurecer a ideia da realização de uma cimeira a nível de África, para debater os grandes desafios para o desenvolvimento do continente africano.

Aproveitou a reunião para partilhar a estratégia e o modo de actuação da diplomacia angolana, além de debruçar-se sobre a preparação da 10ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da OACP a realizar-se de 6 a 10 deste mês, em Luanda.

Téte António, abordou ainda o novo acordo de parceria entre a OACP e a UE que constituirá o novo quadro jurídico para as relações entre o bloco europeu e os 79 países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP).

O referido documento visa reforçar a capacidade da UE e dos países da ACP para responderem em conjunto aos desafios mundiais. Estabelece princípios comuns e abrange domínios como democracia e Direitos Humanos, desenvolvimento e crescimento económico sustentável,

alterações climáticas, desenvolvimento humano e social, paz e segurança, entre outros.

O acordo incluiu uma base comum a nível dos Estados ACP combinada com três protocolos regionais para África, Caraíbas e o Pacífico, com um enfoque nas necessidades específicas destas regiões.

O Conselho de Ministros da ACP-UE é a instituição superior da parceria ACP-UE. Reúne-se uma vez por ano, em Bruxelas, e num país da organização alternadamente.

Angola assume vice-presidência do Conselho Mundial da Paz em África.

#Angola #Vietnam #África #CMP

Jornal de Angola

Angola assumiu, em Hanói (Vietname), a vice-presidência do Conselho Mundial da Paz (CMP) para a região africana, com a eleição da angolana Elisa Salvador.

Elisa Salvador (ao centro) foi eleita vice-líder do organismo internacional no final da assembleia © Fotografia por: DR

Segundo uma nota de imprensa, citada sábado pela Angop, a também actual presidente da Liga Angolana de Amizade e Solidariedade com os Povos (LAASP) foi eleita como vice-presidente deste organismo internacional no final da 22ª Assembleia Mundial de Paz, que decorreu de 21 a 26 deste mês, em Hanói.

Em representação de Angola, no evento, Elisa Salvador considerou necessária a acção do Conselho Mundial da Paz na preservação de um mundo melhor sem conflitos.

Ao discursar no encontro, lembrou que Angola “não apoia as lutas e conflitos militares, golpes de Estado e movimentos rebeldes”, mas desenvolve uma ajuda activa internacional em busca de soluções e união entre os povos, primando sempre pelo diálogo e manutenção da paz e da estabilidade dos países.

Na ocasião, destacou o papel do Presidente da República, João Lourenço, que de forma abnegada busca pela união dos africanos, tendo sido distinguido como o “Campeão da Paz”, título que demonstra o trabalho e esforço do Chefe de Estado angolano na segurança da paz.

Além disso, referiu que o plano interno de Angola também prima pela preservação dos direitos das pessoas, em especial das crianças e da juventude.

A 22ª Assembleia do Conselho Mundial da Paz, realizada pela Organização das  Nações Unidas, em Hanói, Vietname, teve como objectivo o “fortalecimento da luta anti-imperialista e a solidariedade por um mundo de paz e justiça social”.

Comunicado Final da Mini-Cimeira sobre a paz e a segurança no Leste da RDC.

#Angola #RDC #Rwanda #Política #AcuerdoDePaz

JA Online

Íntegra do Comunicado Final da Mini-Cimeira de Luanda, realizada esta quarta-feira, 23, sobre a paz e a segurança na região Leste da república Democrática do Congo, sob iniciativa do Presidente do angolano João Lourenço.

© Fotografia por: CIPRA

1. A convite de Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola, Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África e Mediador designado para manter o diálogo entre a República Democrática do Congo (RDC) e a República do Ruanda pela 16ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana em Malabo, a 28 de Maio de 2022, realizou-se uma Mini-Cimeira sobre a Paz e a Segurança no Leste da República Democrática do Congo (RDC) a 23 de Novembro de 2022, em Luanda, República de Angola.

2. A Mini-Cimeira contou com a presença de Sua Excelência Évariste Ndayishimiye, Presidente da República do Burundi e Presidente em exercício da Comunidade da África Oriental (CAO), Sua Excelência Félix-Antoine Tshisekedi Tshilombo, Presidente da República Democrática do Congo, Sua Excelência Vincent Biruta, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional da República do Ruanda, em representação de Sua Excelência Paul Kagame, Presidente da República do Ruanda e Sua Excelência Uhuru Muigai Kenyatta, ex-Presidente da República do Quénia e Facilitador designado pela CAO para a implementação do Processo de Nairobi.

3. A Senhora Michelle Ndiaye, Representante Especial do Presidente da Comissão da União Africana e Chefe do Bureau de Ligação da União Africana na RDC, o Embaixador João Samuel Caholo, Secretário Executivo da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) e o Tenente-General Nassone João, Comandante do Mecanismo de Verificação Ad Hoc, também participaram na reunião na qualidade de convidados.

4. O principal objectivo da Mini-Cimeira de Luanda foi estabelecer um calendário para a implementação de acções prioritárias, tendo em vista a cessação das hostilidades e a retirada imediata da M23 das localidades congolesas ocupadas, e a coordenação dos Processos de Luanda e Nairobi.

5. Os Chefes de Estado saudaram os resultados das iniciativas tomadas no âmbito dos processos de Luanda e Nairobi, nomeadamente, a operacionalização do Mecanismo de Verificação Ad Hoc, a 9 de Novembro de 2022 e o desdobramento das tropas da Força Regional para as Províncias do Kivu Norte e do Kivu Sul na RDC.

6. Os Chefes de Estado felicitaram Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola, Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África e Mediador designado pela Conferência da União Africana, e Sua Excelência Évariste Ndayishimiye, Presidente da República do Burundi e Presidente em Exercício da Comunidade de África do Leste (CAE), pelos esforços que visam a restaurar a paz, a segurança e a estabilidade a Leste da RDC no quadro do processo de Luanda e de Nairobi.

7. Os Chefes de Estado discutiram a situação da segurança na região leste da RDC e expressaram a sua preocupação relativamente:

a) Ao agravamento da insegurança e das acções militares persistentes do M23;

b) À aquisição pelo M23 de armas cada vez mais sofisticadas e outros meios para realizar ataques contra as Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) e;

c) À persistência de forças negativas e terroristas na região leste da RDC, o que constitui uma ameaça à paz, segurança e estabilidade na sub-região.

8. A Mini-Cimeira decidiu o seguinte:

a) Cessação das hostilidades em geral, e em particular dos ataques do M23 contra as FARDC e MONUSCO a partir de sexta-feira, 25 de Novembro de 2022 às 18h00 (Dia D);

b) Cumprimento integral dos requisitos dos Comunicados dos Conclaves dos Chefes de Estado da CAO de 21 de Abril e 20 de Junho de 2022 (Processo de Nairobi), do Roteiro de Luanda de 6 de Julho de 2022 (Processo de Luanda) e das conclusões da Reunião Extraordinária dos Chefes de Estado Maior das Forças Armadas da CAO (Bujumbura, 8 de Novembro de 2022);

c) Continuação do pleno desdobramento da Força Regional;

d) Intervenção da Força Regional contra o M23, conforme as decisões do Processo de Nairobi e as conclusões da Reunião Extraordinária dos Chefes de Estado-Maior das Forças Armadas da CAO, realizada em Bujumbura, a 8 de Novembro de 2022, em caso de negação pelo M23 de cessar as hostilidades e retirar-se dos territórios ocupados;

e) Retirada do M23 das zonas ocupadas e seu regresso às suas posições iniciais, de acordo com as conclusões da Reunião Extraordinária dos Chefes de Estado-Maior das Forças Armadas da CAO, de 8 de Novembro de 2022, realizada em Bujumbura, República do Burundi, sob o controlo da Força Regional e do Mecanismo de Verificação Ad-Hoc, em colaboração com MONUSCO (Dia D+2), nomeadamente:

«Inicialmente, o Quénia posicionará os seus contingentes em Goma e depois em Bunagana, Rutshuru e Kiwanja durante o desengajamento e a retirada do M23 para as suas posições iniciais de Sabinyo no lado da RDC para não mais ultrapassar a linha das aldeias de Bigega, Bugusa, Nyanbikona, Mbuzi, Rutsiro e Nkokwe.

Caso o M23 se recuse a desengajar e liberar todos os territórios que actualmente ocupam, os Chefes de Estado da CAO orientarão a Força Regional a fazer uso da força para induzi-lo a render-se»;

f) Criação das condições para a ocupação das zonas actualmente controladas pelo M23, pela Força Regional, com o apoio do Mecanismo de Verificação Ad-Hoc (Dia D+2);

g) Cessação de todo o apoio político-militar ao M23 e a todos os outros grupos armados locais e estrangeiros que operam no Leste da RDC e na Região (Dia D);

h) As FDLR-FOCA, RED-TABARA, ADF e outros grupos armados que operam em território congolês deporão imediatamente as armas e iniciarão o seu repatriamento incondicional nos termos do Processo de Nairobi, com o apoio da MONUSCO, do Mecanismo de Verificação Ad-Hoc e da Força Regional (Dia D+5);

i) Desarmamento e acantonamento do M23 em território congolês sob o controlo das FARDC, da Força Regional e do Mecanismo de Verificação Ad-Hoc, com a colaboração da MONUSCO (D-Dia +5);

j) Regresso dos deslocados internos às suas áreas de origem (Dia D+7);

k) Retoma e continuação das consultas políticas entre o Governo da RDC e os grupos armados locais (Dia D+10);

l) Retoma do diálogo bilateral entre a RDC e o Ruanda tendo em vista a normalização das relações diplomáticas e o relançamento da cooperação (Dia D+60);

m) Compromisso das partes na implementação do Roteiro de Luanda e dos acordos alcançados no processo de Nairobi e na reunião dos Chefes de Estado Maior General das Forças Armadas da CAO;

n) Consideração e resolução da questão do regresso de todos os refugiados aos seus países de origem, tal como referido no Roteiro de Luanda (Dia D+15);

o) Necessidade de coordenação permanente a todos os níveis entre os Processos de Luanda e de Nairobi;

9. Os Chefes de Estado solicitaram que as FARDC, a Força Regional e os Chefes do Estado-Maior General das Forças Armadas da CAO (Força Regional), em colaboração com a MONUSCO estudassem todas as questões relacionadas com o desarmamento e acantonamento de elementos do M23 e lhes apresentassem propostas na sua próxima Mini-Cimeira;

10. Os Chefes de Estado recomendaram a aceleração da implementação do Programa de Desarmamento, Desmobilização, Reintegração Comunitária e Estabilização (PDDR-CS) em curso na RDC, expressaram a sua profunda preocupação com as condições em que centenas de milhares de pessoas deslocadas vivem nas áreas afectadas pela guerra na província do Kivu Norte e lançaram um apelo à Comunidade Internacional para prestar assistência humanitária a estas populações.

11. Os Chefes de Estado concordaram em reunir-se de novo, em breve, em Bujumbura para avaliar a implementação das conclusões das resoluções e recomendações da Mini-Cimeira de Luanda.

12. Por fim, os Chefes de Estado agradeceram a Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola, Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África e Mediador designado pela Conferência da União Africana, pelo acolhimento fraterno e hospitalidade que lhes ofereceu, assim como pelo seu engajamento activo na resolução da crise de segurança no Leste da RDC.

Feito em Luanda, aos 23 de Novembro de 2022.

Pela República de Angola

Pela República do Burundi

S.E. JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO

Presidente da República e Mediador mandatado pela Conferência da União Africana

S.E. ÉVARISTE NDAYISHIMIYE

Presidente da República e Presidente em Exercício da Comunidade da África Oriental

Pela República Democrática do Congo

S.E. FÉLIX-ANTOINE TSHISEKEDI TSHILOMBO

Presidente da República

Pela República do Ruanda

S.E. VINCENT BIRUTA

Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional em Representação de S.E. Paul Kagame, Presidente da República do Ruanda

Pela Comunidade da África Oriental/Facilitador

S.E. Uhuru Muigai Kenyatta

Ex-Presidente da República do Quénia”

Cessar-fogo na RDC começa a vigorar a partir de sexta-feira.

#RDC #Rwanda #Angola #Política #AcuerdoDePaz

Garrido Fragoso

A Mini-Cimeira sobre a Paz e Segurança no Leste da RDC, realizada quarta-feira, numa das unidades hoteleiras de Luanda, determinou, a partir de sexta-feira, pelas 18 horas, o fim da cessação de todas as hostilidades e ataques armados pelo grupo M23 contra as Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) e a Missão das Nações Unidas MONUSCO.

Chefes de Estado definem calendário para o restabelecimento da paz entre a RDC e o Rwanda © Fotografia por: kindala Manuel | Edições Novembro

A decisão vem expressa no comunicado final da reunião, realizada por iniciativa do Chefe de Estado, João Lourenço, e teve a participação dos Presidentes da RDC, Félix Tshisekedi, e do Burundi, Évariste Ndayishimiye. Paul Kagame, do Rwanda, foi o grande ausente da Mini-Cimeira de Luanda, e foi representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Vicent Biruta.

Os Chefes de Estado acordaram, caso o M23 negue cessar as hostilidades e retirar-se dos territórios ocupados, optar pela intervenção da Força Regional contra este movimento armado, conforme decisão do Processo de Nairobi e as conclusões saídas da reunião extraordinária dos chefes de Estado-Maior das Forças Armadas da Comunidade da Àfrica Oriental (CAO), realizada em Bujumbura, no início deste mês.

Os chefes do Estado-Maior das Forças Armadas da CAO, no final da sua reunião extraordinária, em Bujumbura, decidiram, na altura, que as forças do M23 deveriam retirar-se das zonas ocupadas e regressar às suas posições iniciais.

Na mesma linha de orientação, os Chefes de Estado determinaram, também, que, durante o desengajamento e retirada do M23 para as suas posições iniciais de Sabinyo, no lado da RDC, o Quénia deverá posicionar os seus contingentes em Goma e nas localidades de Bunagana, Rutshuru e Kiwanja.

A medida permitirá, seguindo o comunicado final,  que as forças do M23 não ultrapassem a linha das aldeias de Bigega, Bugusa, Nyanbikona, Mbuzi, Rutsiro e Nkokwe. 

Desarmamento e acantonamento

Os Chefes de Estado recomendaram a aceleração da implementação do Programa de desarmamento, desmobilização, reintegração comunitária e estabilização em curso na RDC, e expressaram “profunda preocupação” pelas condições em que centenas de milhares de pessoas deslocadas vivem nas áreas afectadas pela guerra, sobretudo na província do Kivu Norte.

Apelaram, por isso, a comunidade internacional, no sentido de continuar a prestar assistência humanitária às populações. Os Chefes de Estado decidiram pela criação de condições para a ocupação, pela Força Regional, das zonas actualmente controladas pelo M23, e o regresso dos deslocados internos às suas áreas de origem.

A cessação de todo o apoio político-militar ao M23 e a todos os grupos armados locais e estrangeiros, que operam no Leste da RDC e na região, bem como o desarmamento e acantonamento do M23 em território congolês sob controlo das FARDC, da Força Regional e do Mecanismo de Verificação Ad-Hoc, com a colaboração da MINUSCO constam, igualmente, das recomendações saídas da Mini-Cimeira de Luanda.

Retoma do diálogo entre Rwanda e RDC

No comunicado, lido pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, os Chefes de Estado determinaram a retoma e continuação das consultas políticas entre o Governo da RDC e os grupos armados locais, bem como do diálogo bilateral entre a RDC e o Rwanda, tendo em vista a normalização das relações diplomáticas e o relançamento da cooperação.

Os Chefes de Estado concordaram voltar a reunir em breve na capital do Burundi, Bujumbura, para avaliar a implementação das conclusões das resoluções e recomendações da Mini-Cimeira de Luanda, que estabeleceu um calendário para a implementação de “acções prioritárias”, tendo em vista a cessação das hostilidades e a “retirada imediata” das forças negativas das localidades congolesas ocupadas.

Defenderam a coordenação permanente e a todos os níveis do Roteiro de Luanda e o Processo de Nairobi, bem como determinaram o cumprimento integral destes processos, incluindo as conclusões saídas da reunião extraordinária dos Chefes do Estado-Maior das Forças Armadas da CAO, realizada no início deste mês, na capital burundesa.

Os Chefes de Estado agradeceram o Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África e Mediador designado pela Conferência da União Africana (UA), João Lourenço, pelo acolhimento fraterno e “engajamento activo”, na resolução da crise de segurança no Leste da RDC.

 Ameaça à paz na sub-região

Os Chefes de Estado manifestaram-se preocupados com a persistência de forças negativas e terroristas na região Leste da RDC, salientando que o facto constitui uma ameaça à paz, à segurança e à  estabilidade na sub-região.

Durante o encontro, expressaram preocupação pelo agravamento da insegurança e das acções militares persistentes do M23, bem como a aquisição, por este grupo armado, de armas cada vez mais sofisticadas e outros meios para realizar ataques contra as Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC).

A Mini-Cimeira, convocada pelo Presidente da República, João Lourenço, na qualidade de mediador designado para manter o diálogo entre a RDC e Rwanda, estabeleceu um calendário para a implementação de “acções prioritárias”, tendo em vista a cessação das hostilidades e a retirada imediata do M23 das localidades congolesas ocupadas e a coordenação dos Processos de Luanda e Nairobi.

O evento teve como convidados a representante especial do presidente da Comissão da União Africana e chefe do Bureau de Ligação da União Africana na RDC, Michelle Ndiaye, o secretário executivo da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), Samuel Caholo, e o comandante do Mecanismo de Verificação Ad-Hoc, o tenente-general angolano Nassone João.

Évariste Ndayishimiye em Luanda para a cimeira de paz entre a RDC e Rwanda.

#Política Angola #RDC #Rwanda

JA Online

O Presidente do Burindi, Évariste Ndayishimiye, chegou, na manhã desta quarta-feira, a Luanda, a fim de participar na cimeira que visa o restabelecimento das boas relações entre a República Democrática do Congo e o Rwanda.

© Fotografia por: KINDALA MANUEL | EDIÇÕES NOVEMBRO

Évariste Ndayishimiye está no país a convite do Chefe de Estado, João Lourenço, na qualidade de Campeão da Paz e Reconcialiação da União Africana, encarregue do dossier do Conflito RDC-Rwanda.

Angola e Unesco preparam a terceira edição da Bienal de Luanda.

#Angola #UNESCO #BienalDeLuanda

Jornal de Angola

Angola e a UNESCO manifestaram esta, quinta-feira, em Adis Abeba, na Etiópia, o interesse de activar o ciclo de preparação da terceira edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz em África – Bienal de Luanda, a realizar em 2023.

© Fotografia por: Cedida

De acordo com uma nota de imprensa enviada ao Jornal de Angola Online, o assunto foi abordado numa audiência entre o Embaixador de Angola na Etiópia, no Djibouti e Representante Permanente junto da União Africana (UA) e da Comissão Económica das Nações Unidas para África (CEA), Francisco José da Cruz e a nova Directora do Escritório de Ligação da UNESCO junto da organização continental, Rita Bissoonauth.

Segundo a responsável, a UNESCO augura que a III Bienal de Luanda tenha como um dos principais temas, a Educação, um importante pilar para o desenvolvimento da humanidade.

“A Bienal de Luanda é agendada de dois em dois anos, tendo como objectivo a promoção, de forma permanente e dinâmica, da cultura de paz que contribui para o reforço da unidade nacional e que implica um repúdio inequívoco, individual e colectivo às divisões e à violência que afecta, com graves consequências políticas, económicas e sociais, em muitos países de África, sobretudo da Região dos Grandes Lagos, pondo em causa o objectivo estratégico de silenciar as armas no continente”, pode ler-se no documento.

Luanda acolhe cimeira para a aprovação do Plano de Acção da Paz na RDC.

#Angola #RDC #Rwanda #Política #PazEnÁfrica

Jornal de Angola

O Chefe de Estado, João Lourenço, convidou os Presidentes Paul Kagame, do Rwanda, Félix Tshisekedi, da República Democrática do Congo, Évariste Ndayishimiye, do Burundi, e o antigo Presidente da República do Quénia, Uhuru Kenyatta, para uma cimeira, em Luanda, na próxima segunda-feira (21).

Presidente João Lourenço convidou três estadistas africanos © Fotografia por: Dombele Bernardo | Edições Novembro/

De acordo com uma nota de imprensa enviada ontem ao Jornal de Angola, o encontro visa a aprovação do Plano de Acção da Paz na República Democrática do Congo e o restabelecimento das boas relações entre o Rwanda e a RDC.

João Lourenço endereçou o convite a estas entidades, na qualidade de Campeão da Paz e Reconciliação da União Africana, encarregue do dossier do conflito RDC-Rwanda.

No quadro da mediação à tensão política e militar, o estadista angolano esteve sexta-feira (11)  no  Rwanda e  sábado (12) na República Democrática do Congo para dialogar com os homólogos Paul Kagame e Félix Tshisekedi.

Durante os encontros com os homólogos, João Lourenço apresentou propostas para adaptar o Roteiro de Paz de Luanda à nova realidade vivida na fronteira entre os dois países.

João Lourenço, que preside à Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), é igualmente o medianeiro da União Africana (UA) na crise entre o Rwanda e a RDC.

#PapaFrancisco apela para alcançar a #Paz.

#PapaFrancisco #Paz

O Papa Francisco instou os presentes na Praça de São Pedro por ocasião do Dia Mundial dos Pobres a perguntarem-se o que pode ser feito “face a esta cruel terceira guerra mundial”

. A paz é possível, não nos resignemos à guerra, reflecte a autoridade da Santa Sé, e mencionou que esta nova guerra mundial não se limita aos conflitos armados, mas às políticas que favorecem a pobreza e a fome. Também chamou a atenção para não ser influenciado pelas “sirenes do populismo”, que exploram as necessidades das pessoas, propondo soluções demasiado fáceis e apressadas.

Recep Tayyip Erdogan: Precisamos de um processo de paz justo.

#ONU #Turkiye #Terrorismo #InjerenciaDeEEUU #DerechosHumanos #PazMundial

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