A electrificação em Angola vai aumentar para 44 por cento este ano.

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Luanda, 29 de Janeiro (Prensa Latina) Angola planeia atingir uma taxa de electrificação de 44 por cento até 2022, confirmou o governo na semana que termina hoje, relatando o desempenho do investimento.

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De 2017 a 2021, o indicador mostrou um crescimento de 7,5 pontos percentuais, para 42,7% no final do ano passado, disse à imprensa o secretário de Estado da Energia, António Belsa da Costa.

Segundo o funcionário, o aumento deveu-se à instalação de cerca de 472.000 ligações domésticas pela Companhia Nacional de Distribuição de Electricidade em várias províncias.

No final de 2021, o número de clientes com serviços de electricidade ascendia a mais de 1,7 milhões, o que representava um aumento de 38,58 por cento em comparação com o saldo de 2017, detalhou.

Em termos de eficiência, o executivo salientou que, de Maio de 2019 a Dezembro do ano passado, o país alcançou uma poupança relativa de mais de K67,971 mil milhões de K67,971 (cerca de 127 milhões de dólares), dada a redução do consumo de gasóleo na produção de electricidade.

O menor peso dos combustíveis fósseis na matriz energética nacional estava principalmente associado à conclusão do projecto hidroeléctrico de Laúca, o maior do seu género em Angola, e à utilização de gás na central de ciclo combinado do Soyo, explicou ele.

No período 2017-2021, observou, 10 províncias foram interligadas ao sistema nacional de electro-energia, nomeadamente Luanda, Cuanza Norte, Malanje, Uíge, Bengo, Zaire, Cuanza Sul, Benguela, Huambo e Bié.

Segundo o Secretário de Estado, os planos do executivo visam também reduzir as assimetrias territoriais: a projecção para o período 2018-2022 é de aumentar a taxa de electrificação provincial do actual mínimo de 8,0 por cento para 20 pontos percentuais.

Neste momento, disse ele, as províncias do Bié (centro) e Cunene (sul) têm as taxas de cobertura mais baixas, com uma média de 9,5 por cento.

msm/mjm

Mirempet lança concurso para três avaliadores de diamantes

O Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos (Mirempet) abriu um concurso internacional para a contratação de três avaliadores independentes dos 9,2 milhões de quilates de diamantes brutos produzidos anualmente no País.

A iniciativa resulta da implementação dos Decretos Presidenciais 175/18 de 27 de Julho e 35/19 de Janeiro, que aprova a nova política de comercialização de diamantes, assim como o regulamento técnico de comercialização de diamantes brutos de Angola.

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Em cerimónia oficial de lançamento do concurso, o secretário de Estado dos Petróleos, José Barroso, afirmou que o Mirempet pretende, com este acto, contratar, em regime de prestação de serviços, três avaliadores independentes, com boas referências em termos de práticas internacionais para execução desta actividade.

Com a adopção deste procedimento, segundo o governante, pretende-se que a política de comercialização de diamantes brutos seja implementada com eficácia.

Por sua vez, o presidente da comissão de elaboração das propostas deste concurso, Mankenda Ambroise, explicou que actualmente o País conta com apenas um avaliador independente de diamantes brutos e o Estado pretende que tenha cinco.

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“Vamos começar com três avaliadores, um número que já vai permitir avaliar os critérios de produção, preços de mercado e obedecer a certificação do processo kimberley” disse.

O prazo para a entrega de propostas vai até ao dia 06 de abril próximo, e estas deverão ser abertas em acto público no dia seguinte, prevendo-se a divulgação dos resultados na segunda quinzena do mesmo mês, explicou.

Qualquer entidade nacional ou estrangeira pode concorrer, mas deve apresentar a proposta em português.

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Sobre os critérios de selecção deste concurso, explicou que os avaliadores independentes devem ter a experiência técnica e económica de cinco anos, no mínimo.

Os três avaliadores independentes vão garantir maior controlo na actividade de produção e comercialização de diamantes no País, através de uma produção classificada, bem como estabelecer o volume de receitas a serem arrecadadas pelo Estado e melhorar a gestão de exploração de uma mina.

Angola arrecadou, em 2019, 1,3 mil milhões de dólares norte-americanos com a exploração de 9,2 milhões de quilates de diamantes, resultado da nova política de comercialização da pedra preciosa adoptada em 2018 pelo Executivo, que abdicou dos clientes preferenciais.

Fonte: Novo Jornal/BA

Chefe de Estado apresenta estratégia

Cândido Bessa | Abu Dhabi

O Presidente da República apresenta hoje, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, os progressos de Angola para garantir energia e água para a população e, igualmente, preservar as futuras gerações.

Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges e o sheikh do Dubai Ahmed Al Maktoum assinaram ontem, em Abu Dhabi, o acordo inicial no sector da energia
Fotografia: Santos Pedro | Abu Dhabi

João Lourenço é um dos oradores do Fórum Futuro de África, integrado na Semana da Sustentabilidade, que começou ontem e decorre até quinta-feira.
Diante de líderes de várias partes do mundo, o Presidente da República vai, igualmente, apresentar a sua visão sobre os desafios do continente.

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, afirmou que os desafios de Angola são o de garantir o acesso à electricidade e água potável à população. Além de debater ideias e reflectir sobre soluções de utilização de energias renováveis, para não criar desequilíbrios ao planeta, o fórum procura financiamentos para projectos a serem desenvolvidos em várias partes do mundo.

Para este ano, a Semana da Sustentabilidade atraiu 875 companhias de 175 países. Estão previstos financiamentos de 15 mil milhões de dólares para projectos em várias partes do mundo, desde que se enquadrem no lema do evento.

João Baptista Borges lembrou que a população mundial está a crescer e espera-se que, em 2050, possa ultrapassar os 10 mil milhões de habitantes e os desafios que se colocam têm a ver com os recur-sos energéticos e de que forma devem ser utilizados para que a população possa viver com a qualidade pretendida.

Prémio Zayed

Um dos pontos altos do primeiro dia da Semana da Sustentabilidade foi a entrega do Prémio Zayed de Sustentabilidade. Num valor global de três milhões de dólares, o prémio contempla cinco categorias: Saúde, Alimentos, Energia, Água e Escolas Secundárias Globais (aqui são seis premiações, uma por região, sendo divididas entre Américas, Europa e Ásia Central, África Subsahariana, Leste Asiático e Pacífico, Sul da Ásia, e Médio Oriente e Nor-te de África.

O Presidente João Lourenço foi um dos líderes presentes a entregar prémio numa das categorias.

Uma escola sul-africana, a Academia África de Liderança, venceu na África Subsahariana, ao criar uma máquina de tratamento de água chamada “The Living Machine”. A escola também vai implementar um projecto de energia solar para reduzir os custos de electricidade e aumentar a economia.

Para a edição deste ano, estiveram inscritos mais de dois mil projectos de 130 países. Nigéria, Quénia, Estados Unidos e Colômbia foram os que registaram mais inscrições.
Até à última edição, no ano passado, o concurso chamava-se Prémio Zayed de Energia do Futuro e distinguia iniciativas nas áreas de energias alternativas. Para este ano, abrange projectos sustentáveis na Saú-de, Alimentação, Energia, Água e Escolas Secundárias Globais.

O nome é uma homenagem ao fundador e presidente dos Emirados Árabes Unidos, Zayed Bin Sultan Al Nahyan, morto em 2004.

Central de energia
Uma central de energia com capacidade de 350 ou 400 megawatts começa a ser instalada ainda este ano na região leste do país, para alimentar as províncias do Moxico, Lunda-Norte e Lunda-Sul. O acordo inicial foi assinado ontem, em Abou Dhabi, pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, e o Sheikh do Dubai, Ahmed Dalmook Al Maktoum.

A central, que vai ser híbrida (gás e diesel), vai igualmente garantir energia aos projectos mineiros existentes na região.

Dentro em breve, as partes vão trocar informações e discutir em detalhe os projectos, cujo valor pode rondar os 200 e 300 milhões de dólares, de acordo com o Sheikh Ahmed Dalmook Al  Maktoum. Além da central de energia, está também previsto um projecto de dessalinização das águas na localidade do Cabo Ledo.

Esta é a segunda deslocação do Presidente da República em cerca de três meses aos Emirados Árabes Unidos. A primeira ocorreu em Outubro do ano passado, durante uma escala em Abu Dhabi, depois de ter efectuado uma visita de Estado à China.

Na altura, João Lourenço teve um encontro com o sheik Hamdan Bin Zayed al Nahyan, príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos. No encontro, o Chefe de Estado manifestou o desejo do país estreitar relações com os Emirados Árabes Unidos.

Chefe de Estado elogia Semana da Sustentabilidade

O Presidente da República, João Lourenço, elogiou domingo a importância da Se-mana de Sustentabilidade de Abu Dhabi, que teve início ontem, e discute oportunidades globais que podem resultar de uma convergência de sectores, bem como lançar luz sobre o futuro da energia e água e os desafios que os mesmos enfrentam.

O elogio foi feito no encontro com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi e vice-comandante Supremo das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohamed Bin Zayed Al Nahyan, no Palácio Al Shati Palace.

Durante a reunião, Sheikh Mohamed bin Zayed e João Lourenço discutiram a cooperação entre os dois países nos campos económico, comercial e de investimento e como desenvolvê-la no melhor interesse dos dois Estados e povos.

Os dois líderes trocaram também pontos de vista sobre uma série de questões de interesse mútuo e os mais recentes desenvolvimentos regionais e internacionais.
Participaram do encontro o ministro de Estado, Sultan Bin Ahmad Sultan AlJaber, e o subsecretário da Corte do Príncipe Herdeiro de Abu Dhabi, Mohamed Mubarak AlMazrouei, do lado dos Emirados Árabes Unidos.

Pela parte angolana estiveram presentes os ministros das Relações Exteriores, Manuel Augusto, das Finanças, Archer Mangueira, e o embaixador de Angola acreditado nos Emirados Árabes Unidos, José Andrade de Lemos.

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