“Miss Angola”

#BOMDIA #BOMDIA MEUS #AMIGOS …. Renovada depois do carnaval. Mas sempre protegida para evitar a pandemia.

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Carnaval chegou . #AngolaMia

Mais uma vez esta data tão esperada chegou. O carnaval de Luanda … Uma grande festa que nos une e nos dá a oportunidade de desfrutarmos de amostras da cultura e dos seus rituais. Mas este ano o carnaval vai surpreender-nos em condições excepcionais no ocasião da pandemia. Por isso tentaremos celebrar com esse entusiasmo que os nossos antepassados ​​nos deixaram mas cuidando sobretudo da nossa saúde … Sejamos responsáveis ​​…

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Calulu de Carne Seca & Funge de Bombó #COMIDASDEANGOLA

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Angola celebra o Dia da Cultura Nacional .

08h51, 08 de Janeiro de 2020

Angola assinala a 8 de Janeiro o Dia da Cultura Nacional, numa altura em que trabalha para ter outros locais classificados como Património Cultural da Humanidade ao mesmo tempo que tenta promover as danças e músicas Semba e Rebita.

Depois de ter conseguido, na base de trabalhos intensos de arqueologia e diplomacia, catalogar Mbanza Congo como Património Mundial, Angola tenta fazer o mesmo com o Cuito Cuanavale.

Embaixada da República de Angola em Portugal | Dia Nacional da Cultura  Angolana comemorado em Portugal - 8 Janeiro

Cuito Cuanavale é um município do sudeste angolano que registou uma batalha sem precedentes por ser um ponto estratégico para impedir o progresso das Forças Armadas Sul-Africanas no interior de Angola ou a viragem para a expulsão daquele exército do país.

O desfecho da memorável batalha, a favor das Forças Armadas Angolanas, levou a queda do regime do apartheid na África do Sul e consequente independência da Namíbia.  

Antes, a África do Sul levava a cabo uma política de segregação racial em que negros e mestiços não tinham os mesmos direitos que os de raça caucasiana. Era o único caso no mundo, na época, em que o racismo tinha respaldo da lei.

Cultura angolana hoje | Cultura afro brasileira, Cultura brasileira, Cultura  afro

A luta de Angola, sobretudo com a batalha do Cuito Cuanavale, levou a África do Sul a abandonar a sua política do apartheid, devolvendo à humanidade, pelo menos politicamente, a sua dignidade.

Pelo seu contributo, trabalha-se para que essa localidade seja considerada Património Mundial da Humanidade.

Além deste facto, que engrandece a história de Angola, o 8 de Janeiro serve para se relançar a dança e música Rebita que, apesar de ser uma das marcas da cultura Angola, encontra-se em decadência desde a época colonial (há riscos de desaparecer) e a promoção da dança e música Semba, que, ao contrário, vive um dos momentos mais belos da sua existência.

A cultura e a influência de outros países são os fatores básicos da cultura  angolana! – ETEPAM

Infelizmente, a dança e música Rebita, ao longo dos tempos, perdeu adeptos e executantes. Um ou outro grupo profissional ainda exibe seus passos. A Rebita foi engolida ou transformada em outros géneros musicais da época, principalmente o Semba.

Agora há intenção de a “resgatar”, mas talvez seja tarde.

Rebita

A Rebita é um género de música e dança de salão angolana que demonstra a ginga dos cavalheiros e o adorno das damas vestidas de quimonos e panos à bessangana.

Dançada em pares, a partir de coreografias coordenadas pelo chefe da roda, na Rebita executam-se gestos de generosidades com as damas meneando com leveza, marcando o compasso do passo da massemba.

Há quem defenda que a massemba da Rebita, “dançada na rua, nas tardes de recreio, nos óbitos e nas noites de luar, enquanto ritmo emigrou para as guitarras virtuosas de Liceu Vieira Dias, José Maria, e, sobretudo, Nino Ndongo, por um processo de analogia da rítmica da percussão, dando origem ao Semba”.

Semba

O Semba, este sim, depois de viver um período menos bom, no pós-independência, asfixiada pela agressiva penetração de géneros musicais estrangeiros, sobretudo o zouk, regista um momento de regeneração e internacionalização, muito mais como dança.  

Mariana,nayol,tatiana p cultura angolana

A quase desassociação da dança da música vai levar os especialistas a tentar criar, a partir deste dia 8 de Janeiro, métodos para que as duas se elevem em paridade.

Hoje, a dança semba ganhou aceitação em quase todos os quadrantes do mundo, porém, nem sempre acompanhada pela música Semba.

O Semba é um género de música e de dança tradicional de Angola que se tornou popular nos anos 50. A palavra semba significa umbigada em kimbundo. Representa “o corpo do homem que entra em contato com o corpo da mulher ao nível do barriga”.

O Semba actual é resultado de um processo complexo de fusão e transposição, sobretudo da guitarra, de segmentos rítmicos diversos, assentes fundamentalmente na percussão, o elemento base das culturas africanas, defendem os críticos.

Em torno disto, nesse 8 de Janeiro, as autoridades culturais angolanas querem concluir o processo de elevação da dança e da música Semba como “Património Imaterial da humanidade”.

🇦🇴 Tradiciones y costumbres de Angola ▷ Cultura de los angoleños

O Dia da Cultura Nacional

O 8 de Janeiro, como dia da Cultura Nacional, foi adoptado tendo como referência o discurso do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, em 1979 na União dos Escritores Angolanos (UEA), na tomada de posse dos corpos sociais.

Na altura defendera que “desenvolver a cultura não significa submetê-la a outras”.

O poeta e político fizera uma abordagem sobre a Cultura Nacional, que passou a ser referência fundamental em todas as discussões sobre o assunto.

PEÇAS-2 - O Apostolado

O lema escolhido para as comemorações do dia Nacional da Cultura em 2020, “A cultura e a consolidação da nação Angola”, expressa a concretização do pensamento de Neto na consumação da nação angolana com a conservação dos seus usos e costumes.

De acordo com “Termos de referencia da realização do dia 8 de Janeiro”, do Ministério da Cultura, as comemorações do dia nacional da Cultura terão como palco o município do Cazenga, com manifestações de animação cultural no âmbito do projecto “Cultura no meu Bairro”, e “Simultâneas” seguida de batucadas do carnaval.

Constam das manifestações dos povos angolanos rituais como Chikumbi, um rito de iniciação feminina em Cabinda, os Akixe ou bailarinos mascarados, preparados pela Mukanda, a escola tradicional de iniciação masculina entre o povo Cokwe, a dança fundura, interpretada pelas jovens kwanyamas, na sua festa de puberdade.

Danças como a cabetula, o semba, varina, a cidralia, kazukuta e a Dizanda, executadas principalmente nos desfiles carnavalescos, claramente diferenciadas pelos seus ritmos, passos, coreografias e indumentárias próprias.

No repertório cultural angolano há a destacar nomes sonantes como do recém falecido Zé Kafala, um expoente da trova, os músicos Elias Diakimuezo, Rui Mingas   Bonga,Yola Semedo, entre outros, os artistas plásticos Tomás Ana “ Etona”,  Mawete Patrício, Ulófe Griof, Alberto Moma, Serafim  Serlon, Van e Ole.

Cultura angolana – KUP

Angola também conta com um leque de escritores que tem, através das suas obras, retratando ao mundo as vivencias dos povos residentes neste pais, com destaque para Wanhenga Xitu, Jofre Rocha, Manuel Rui Monteiro, Óscar Ribas, Frederico Cardoso, Fragata de Morais, sem esquecer o poeta maior, António Agostinho Neto.   

Os festejos do dia da Cultura Nacional decorrem de 7 a 31 de Janeiro, em todo o país. O “8 de Janeiro” foi aprovada pelo decreto nº 21 e publicado no Diário da República n.º 87, I Série, de Novembro de 1986, em homenagem ao discurso sobre a Cultura Nacional em 1979.

Fonte: Angop/BA

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Aerolinea do Catar inicia operações em Angola .

Luanda, 14 dez (Prensa Latina) A transportadora nacional do Catar inicia hoje operações com destino a Angola, que irá oferecer opções de viagens mais flexíveis para diferentes partes do mundo, anunciou a empresa em comunicado de imprensa.
Neste momento, a Qatar Airways vai realizar um único voo semanal Doha (Catar) / Luanda / Doha, disse a empresa, cujas operações incluem mais de 150 destinos internacionais.

Eleita a ‘Companhia Aérea do Ano’ em 2011 e 2012, a empresa afirma ter uma das frotas mais modernas do mundo, composta por 158 aeronaves que voam para vários locais na Europa, Oriente Médio, Ásia, América do Norte e América do Sul .

No Aeroporto Internacional 4 de Febrero, em Luanda, aguardam esta manhã a chegada do primeiro serviço Qatar Ariways, através de um Boeing 787 Dream, com 254 lugares, 22 na classe executiva e 232 na económica.

De acordo com a fonte, a ligação com a capital angolana oferece opções de viagens mais flexíveis ao resto do mundo, através do Aeroporto Internacional Hamad, em Doha, que tem ligações para mais de 85 destinos na Ásia-Pacífico, Europa, Médio Oriente e América do Norte.

Um relatório da agência noticiosa angolana (Angop) referia que a entrada aqui da Qatar Airways responde aos acordos de cooperação entre os governos dos dois países, assinados em setembro de 2019 durante uma visita do presidente João Lourenço àquela nação árabe.

Entre os seis acordos de colaboração está o estabelecimento de ligações aéreas entre as capitais dos dois estados, bem como o incremento das relações nas áreas marítima e portuária, técnica, comercial e económica, explicou a Angop.

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Eles prestam homenagem em Angola ao Comandante Raúl Díaz-Argüelles no 45º aniversário de sua morte.

Luanda, 11 de dezembro (Prensa Latina) Ao pé da sepultura do Comandante Raúl Díaz-Argüelles, no cemitério aqui no Alto de las Cruces, prestaram homenagem hoje aos internacionalistas cubanos mortos em combate em Angola.

Sob as condições restritivas da Covid-19, apenas um pequeno grupo de gerentes e trabalhadores da corporação Antex e diplomatas daquele país caribenho pôde participar da reunião em nome dos mais de mil compatriotas que atualmente fornecem ajuda neste país africano .

Conhecido aqui em tempos de guerra como Domingo da Silva, Díaz-Argüelles perdeu a vida na madrugada de 11 de dezembro de 1975 na comuna de Hengo, província de Cuanza Sur, durante a Batalha de Ebo.

Esse confronto épico foi decisivo e a vitória ficou a dever-se principalmente a Díaz-Argüelles, que “se tornou uma lenda na história moderna de Angola”, disse o então Ministro da Defesa deste país, Iko Carreira.

Na placa colocada no cemitério do Alto de las Cruces, em Luanda, consta também o nome do chefe militar cubano, cujos restos mortais foram transferidos anos depois para o solo nacional.

Uma jovem integrante do grupo Antex, Ariadna Rendón, encarrega-se desta vez de relembrar esses acontecimentos, expressão da solidariedade e do altruísmo de um povo que não hesitou em responder ao pedido de ajuda militar feito em 1975 pelo primeiro presidente do Angola, António Agostinho Neto.

Promovido postumamente ao posto de Brigadeiro General em 2 de dezembro de 1976, Díaz-Argüelles também foi homenageado com o título honorário de Herói da República de Cuba e em 2019 foi condecorado post mortem com a Ordem Agostinho Neto, a maior distinção que concedida ao Estado angolano.

O legado desses internacionalistas, disse o representante da Antex, inspira os atuais colaboradores cubanos, que prestam seus serviços na construção, saúde, educação e outras áreas socioeconômicas.

Profissionais das maiores das Antilhas participam hoje na luta contra as doenças, na alfabetização de crianças, mulheres e homens, na educação universitária e de nível médio, na formação de quadros do setor saúde, ‘para que a pátria de Neto continuar a avançar como uma referência social e económica para África ”, sublinhou.

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Papai .

Por: Natasha Díaz-Argüelles

Havana, 11 de dezembro de 2020

Há cinco anos, graças ao convite do governo angolano e com o apoio da embaixadora de Cuba em Angola, Gisela García, pude realizar um sonho que durante 40 anos se guardou no meu coração: ir ao lugar onde estava uma mina O antitanque interrompeu a vida de meu pai, Raúl Díaz-Arguelles García em 11 de dezembro de 1975.

Cuba: Raúl Díaz Argüelles

Na ocasião, escrevi uma crônica de viagem, para que todos pudessem saber, em primeira mão, como foi a viagem até aquele lugar remoto no meio da selva; e como soube o que aconteceu naquele acidente fatídico que acabou com a vida dele.

Hoje, 45 anos depois de sua morte, gostaria de relembrar aqueles momentos que vivi viajando para o desconhecido.

Angola, 11 de dezembro de 2015.

Estamos no Sumbe, sairemos daqui a algumas horas ao encontro da História. Passaram 40 anos desde a morte de Raúl Jaime Díaz-Arguelles García, Domingo da Silva pelos angolanos, general de brigada e Herói da República de Cuba; Pretendo realizar o meu sonho e compromisso de ir ao seu encontro, refazer os seus passos e conhecer as suas últimas horas no meio da selva, lutando ao lado dos camaradas angolanos, onde uma mina antitanque destruiu a sua artéria femoral e ele morreu horas depois.

Cubainformacion - Artículo: Angola: Ebo rinde tributo a Díaz Argüelles a 40  años de su caída en combate

Levantamos cedo no acampamento dos colaboradores cubanos naquela cidade, o grupo de expedicionários formado por funcionários da Embaixada de Cuba e alguns colaboradores selecionados. Preparamo-nos para sair às 5:30 da manhã. Tempo úmido, previsão de chuva para a cidade de EBO, nosso destino final.

Chegamos primeiro ao Palácio do Governo e já nos esperava o general Eusebio de Brito Texeiras, governador da província de Cuanza Sul. Depois de visitar o governo, nos preparamos para partir. O general Eusebio deu as instruções do percurso e a caravana partiu às 6 da manhã. Estaria presente nesta aventura uma delegação muito numerosa, generais angolanos que lutaram com o meu pai, representantes da província do Cuanza Sul e dirigentes governamentais. Nosso jipe ​​coincidentemente estava em 4º em ordem.

A viagem foi longa, tínhamos que chegar ao município de Ebo e seguir até a aldeia de Hengo, onde faleceu, e onde foi construído um pequeno obelisco de pedra, feito pelos construtores da UNECA. O percurso do Sumbe a Condé foi bom, conseguimos avançar sem problemas, o asfalto facilitou o andamento. Pudemos apreciar a grandeza da natureza africana, suas paisagens deslumbrantes, vegetação, rios caudalosos, cachoeiras. Eles me disseram que os moradores locais enterraram seus chefes no topo das montanhas, em tumbas circulares feitas de pedras, e os fizeram sentar. Quanto mais alta a tumba, mais alta é a classificação dentro da aldeia. Que tradição!

Raúl Díaz Argüelles | Cubadebate

Ao chegarmos a Condé, paramos onde era o posto de comando das tropas cubanas e angolanas, naquela casa, hoje posto policial, foi traçada a estratégia do Combate EBO, operação que Domingo da Silva dirigiu com muita habilidade e onde o inimigo ele foi repelido com sucesso, sofrendo uma derrota esmagadora. A partir desse momento, como todos os estudiosos do conflito africano da década de 1970 reconheceram, o curso da guerra na Frente Sul mudou. Foi uma vitória decisiva nessa circunstância. As tropas revolucionárias foram fortalecidas em força e meios e preparadas para desenvolver algumas ações ofensivas que criariam as condições para posteriormente passar para uma ofensiva geral.

Iko Carreira, Ministro da Defesa angolano em 1975, escreveu: “A Batalha de Ebo foi decisiva e a vitória deveu-se sobretudo a Díaz-Argüelles, que se tornou uma lenda na história moderna de Angola.”

Continuamos a caminho de Ebo, pelo caminho pude ver o cenário da batalha, as pontes destruídas, onde se situavam as emboscadas das tropas cubanas / angolanas que fizeram o funil às tropas sul-africanas e as fecharam com fogo de artilharia; Pude viver aquele momento ouvindo as palavras de Jorge Crespo, marido da Embaixadora de Cuba, Gisela García, contando-me a história. Jorge, pôde dar-me todos estes esclarecimentos pelas visitas anteriores que fez ao local e pelos seus encontros na fase de preparação do dia, com os generais angolanos Luís Fasceira, M´Beto Traça, Coronel Trocado e outros combatentes que foram companheiros de luta. do meu pai. A partir daqui, as condições da estrada tornaram-se mais difíceis. A chuva tornou quase inacessível a passagem por esses lugares, mas a determinação e a vontade de chegar tornaram essa façanha possível.

Raúl Díaz Argüelles | Cubadebate

A viagem durou cerca de uma hora, os carros tinham que andar devagar, encontramos lagoas lamacentas a cada passo. Passamos por muitos vilarejos onde seus habitantes ficavam na beira da estrada para se despedir. Um caminho construído dias antes para tornar mais viável a chegada. Então pensei, como teria sido há 40 anos essa estrada intransitável que aqueles bravos soldados tiveram que percorrer em BTR e a pé.

Chegamos ao município de Ebo e continuamos em direção a Hengo, a cada minuto que passava meu coração batia mais forte. Muito menos estar no mesmo território onde ocorreu a explosão da mina antitanque.

Em seguida, passamos por uma ponte feita de troncos de árvores, e alguns metros acima de uma colina chegamos ao local onde há 40 anos a coluna de veículos blindados automotores, BTRs, estava pronta para ir ao resgate de um grupo de cubanos presos no fogo. dos sul-africanos. Num local isolado, ladeado por montanhas de aspecto muito estranho, por se tratarem de pedras gigantescas quase lisas, foi erguido um modesto obelisco que lembra a passagem do herói.

Não tenho palavras para descrever aquele momento em que meus olhos viram este lugar mítico, um lugar que por tantos anos tentei imaginar. Mais de cem habitantes de Ebo, 400 quilómetros a sul de Luanda, reuniram-se para o homenagear.

Na descida, os sobas da região (autoridades religiosas) deram-nos as boas-vindas, passaram uma pomada verde-amarelada nas nossas mãos, abençoaram-nos por chegar lá. De repente, eu estava na frente do obelisco, e comecei a imaginar aqueles momentos em que a coluna começou sua jornada, o momento da explosão da mina blackmore americana, reforçou o poder da explosão com um ou dois projéteis de morteiro de 60 mm, como eles tiraram meu pai do BTR destruído, como eles trataram o resto dos companheiros feridos, como apesar de seus ferimentos fatais ele continuou a dar instruções, como eles o carregaram, o colocaram em um jipe ​​e em toda a velocidade que aquele carro permitia, eles o levaram para o posto médico.

Não pude suportar tanta dor e emoção: as lágrimas começaram a escorrer, eu queria contê-las mas não pude, 40 anos de dor no coração, 40 anos de angústia, de repente desatadas. Fui até o obelisco e coloquei 9 rosas vermelhas nele e disse: “Papai, estou aqui, descanse em paz.”

O ato de memória começou e de repente, eles me dariam um presente, os habitantes de EBO me declararam “Embaixador de Ebo em Cuba e no mundo”. Foi uma cerimônia muito bonita, eles me vestiram com suas roupas de gala, colocaram uma cesta com frutas e milho na minha cabeça. A partir daquele momento ela seria filha daquela terra, e meu pai soube então que ela era “o homem branco de óculos escuros que veio de longe para ajudá-los”. Em seguida, canções, discursos e por volta das 12h30 do dia terminaram em meio a um grande aguaceiro. Segundo os nativos tinha que chover, era uma homenagem de seus deuses ao meu pai.

Depois, o retorno, para voltar da mesma forma que chegamos a este lugar inóspito. Comece a volta, com a chuva sobre nós, mas satisfeito com o dever cumprido. Chegamos ao Sumbe depois de duas horas de estrada, lá no aeroporto militar um helicóptero esperava por nós para nos levar para Luanda. Subimos e começámos a subida, para podermos apreciar as maravilhosas terras angolanas de cima, foi sem dúvida uma grande oportunidade, um espectáculo impressionante. Decorrida uma hora e 20 minutos, aterrámos no aeroporto de Luanda, onde nos esperava o General Francisco Lopes Gonçalves Afonso “Hanga”, Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica Angolana.

Assim terminou esta bela odisseia, indo ao encontro do meu pai, e refazendo o seu último dia de vida no meio da selva angolana. O meu coração sangra de dor, mas da mesma forma, com a mesma intensidade, orgulho-me de ter realizado este sonho, que durante 40 anos viveu em mim: regressar por esses caminhos, pelos seus passos, à procura dele e da História , assim, com letras maiúsculas.

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Agora, se eles estão na cara, todos clamam por uma invasão armada contra Cuba..

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Homenagem e continuidade.

Autor: Eduardo Palomares Calderón | internet@granma.cu

Autor: Yisel González Fuentes | yisefuentes@gmail.com

Autor: Alfredo Herrera Sánchez | internet@granma.cu

Cuba reverenciou ontem o retorno, há 31 anos, dos restos mortais de seus filhos mortos em missões internacionalistas; o 86º aniversário do nascimento de Frank País García e o 124º aniversário da morte em combate de Antonio Maceo.

O Titã de Bronze encarna o patriotismo viril com a frase que semeou na idiossincrasia ideológica de nosso povo: “Não queremos paz sem independência.” De Frank, o General do Exército Raúl Castro disse: «Com pouco mais de 20 anos, tinha a estatura de um verdadeiro político, a maturidade de um lutador experiente, a ferocidade combativa de um veterano, a tenacidade de um homem convicto e coragem pessoal. de um combatente da linha de frente. ‘

Los caídos en misión internacionalista recibieron el tributo de la dirección el país y del pueblo de Cuba.

Os mortos em missão internacionalista receberam a homenagem da liderança do país e do povo cubano. Foto: Eduardo Palomares

Como se fosse hoje, Fidel afirmava: «Um excelente exemplo são as mães, filhos, irmãos e esposas dos nossos irmãos falecidos. Sem exceção, eles viveram até o sacrifício supremo da pessoa amada. Eles souberam transformar sua dor profunda, que abalou todos os cantos de Cuba durante a Operação Homenagem, em mais amor à pátria, em maior fidelidade e respeito pela causa pela qual o ente querido deu a vida conscientemente. Um povo capaz dessa façanha, o que não faria se chegasse a hora de defender sua própria terra! ‘

As oferendas de flores do general do Exército Raúl Castro, do presidente Miguel Díaz-Canel, do chefe da Assembleia Nacional do Poder Popular, Esteban Lazo, da Associação dos Combatentes da Revolução, do povo e dos parentes dos internacionalistas, no cemitério de Santa Ifigenia; A voz da pequena pioneira, em Cacahual, feliz “por viver numa Cuba livre, soberana e segura, onde todos os direitos são respeitados”, e dos cadetes, sentindo-se seus herdeiros, são uma profunda convicção de continuidade.

Presididos: General do Corpo de Exército Álvaro López Miera, Vice-Ministro das FAR e Luis Antonio Torres Iríbar, Primeiro Secretário do Comitê Provincial do Partido em Havana, durante o 124º aniversário da queda em combate do General-de-Brigada Antonio Maceo Grajales, seu assistente Panchito Gómez Toro, e 31 anos da Operação Homenagem. Foto: Ariel Cecilio Lemus

Como se fosse hoje, Fidel afirmava: «Um excelente exemplo são as mães, filhos, irmãos e esposas dos nossos irmãos falecidos. Sem exceção, eles viveram até o sacrifício supremo da pessoa amada. Eles souberam transformar sua dor profunda, que abalou todos os cantos de Cuba durante a Operação Homenagem, em mais amor à pátria, em maior fidelidade e respeito pela causa pela qual o ente querido deu a vida conscientemente. Um povo capaz dessa façanha, o que não faria se chegasse a hora de defender sua própria terra! ‘

As oferendas de flores do general do Exército Raúl Castro, do presidente Miguel Díaz-Canel, do chefe da Assembleia Nacional do Poder Popular, Esteban Lazo, da Associação dos Combatentes da Revolução, do povo e dos parentes dos internacionalistas, no cemitério de Santa Ifigenia; A voz da pequena pioneira, em Cacahual, feliz “por viver numa Cuba livre, soberana e segura, onde todos os direitos são respeitados”, e dos cadetes, sentindo-se seus herdeiros, são uma profunda convicção de continuidade.

presidiu: General Exército Alvaro López Miera, vice-ministro das FAR e Luis Antonio Torres Iribar, primeiro secretário do Comitê Provincial do Partido em Havana, durante o 124º aniversário da morte em combate do Major General Antonio Maceo Grajales, seu assistente Panchito Gómez Toro e o 31º aniversário da Operação Homenagem. Foto: Ariel Cecilio Lemus

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Com a força de Maceo, Cuba acompanhou a África para se libertar do apartheid .

Autor: José LLamos Camejo | internet@granma.cu

Uma bala o atravessou em San Pedro, em 7 de dezembro de 1896, mas não o deteve ali, onde a pátria o acolhe; O general Antonio cavalga irredutível em sua ilha. Aquela “tempestade a cavalo” que nosso apóstolo viu no Titã de Bronze, mais do que uma bela e bela metáfora, foi uma premonição.

O herói de Duaba, Mântua, Baraguá, Peralejo, açoitou viril em Santiago, quando Fidel explicou os motivos que o levaram a atacar o Moncada, e avisou, perante os que o julgavam, que primeiro a ilha afundaria no mar antes de consentirmos não sejam escravos de ninguém. O Chefe da Revolução invocou “o exemplo glorioso de nossos heróis e mártires” e os sintetizou em cinco nomes: Céspedes, Agramonte, Maceo, Gómez e Martí.

ANTONIO MACEO bARAGUA

Seu facão e sua armadura de Titã foram o que Cuba ergueu nas pastagens da África. O seu espírito e ideais emancipatórios erradicaram, daquele continente, o vergonhoso regime do apartheid, para que Angola, Namíbia, Etiópia e outras geografias ficassem livres da morte e da segregação imposta pelo regime neocolonial.

Cuba, que carrega o sangue africano nas veias, teve o privilégio de lutar e construir, junto com as nações daquele continente, uma nova ordem de convivência, unida na busca da felicidade, da igualdade e do bem-estar de todos os seus filhos, superar as consequências do colonialismo, da escravidão e do ódio às raças. Não poderia ser de outra forma, quando nossa nação surgiu na luta pela independência e pela abolição da escravidão e teve em homens como Maceo essa inspiração e força.

Hoje os zanjoneros estão se agitando novamente, tentando dividir e confundir. Mas novamente Maceo, com tanta força em sua mente quanto em seu braço, levanta-se aos milhões. E com ele Panchito Gómez, no Trillo ou em qualquer outro parque, universidade ou lugar de Cuba.

Maceo permeou o espírito e o corpo desta ilha, que hoje se levanta contra o ambicioso inimigo. Eles não podem mais nos vencer. Qualquer dia de dezembro, de qualquer ano, reiteraremos aos zanjoneros e seus mentores: Não nos entendemos!

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