Revolução Angola Y Portugal

Luanda: História e características

Luanda é a capital administrativa e política de Angola, país localizado na porção ocidental do continente africano. É a maior cidade do país, com uma população contabilizada em 8 milhões e 200 mil habitantes. Além disto, é a maior capital lusófona e a terceira maior cidade dentro desta comunidade de países, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, ambas localizadas no Brasil.

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História de Luanda

O território onde hoje se encontra Luanda foi, em 1500 d. C., parte do Reino de Ndogo. Em 3 de maio de 1560, atendendo ao pedido do rei Ndambi a Ngola, chegou à barra do Kwanza a primeira missão portuguesa

Esta primeira expedição foi recebida com hostilidade, pois o novo rei de Ndongo, Ngola Kiluanje Kia Ndambi, entendeu a presença portuguesa como uma ação preparada pelo rei do Kongo. Desta maneira, a primeira missão portuguesa foi feita prisioneira

Após os devidos esclarecimentos e, como era de interesse do novo rei um acordo diplomático com Portugal, parte dos integrantes da expedição tiveram permissão para regressar.

Em fevereiro de 1575, Paulo Dias de Jesus chegou à Ilha de Luanda, onde se estabeleceu o primeiro núcleo de colonos portugueses. Acrescenta-se ainda à esta expedição dois padres da Companhia de Jesus, com a missão de evangelizar os povos nativos.

Em 25 de fevereiro foi fundada a vila de São Paulo de Loanda, na porção continental da região. A pedra fundamental da cidade foi dedicada a São Sebastião e utilizada para a construção de uma igreja católica em sua devoção.

Muitos foram os motivos que tornaram esta região a escolhida para a fundação da cidade. Sua posição geográfica, de frente para a baía, mas protegida por uma ilha, tornava possível a construção de um forte que protegeria a cidade e permitiria o comércio via mar. A existência de fonte de água doce potável também foi um fator que permitiu a permanência dos colonos portugueses no local.

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Luanda foi invadida pelos holandeses em 1641 e retomada pelos portugueses em 1648. Deste período em diante, a cidade de Luanda e o país de Angola manteve-se sob a dominação portuguesa até 1975, quando o Movimento pela libertação de Angola (MPLA) proclamou a independência do país. Após a proclamação da independência, Angola mergulhou em uma longa e sangrenta guerra civil. A paz foi declarada em 2002, mas não sem deixar marcas profundas no país e em sua capital, Luanda, que precisou ser  reconstruida.

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Características geográficas de Luanda

A cidade (e também município) de Luanda está dividida em 13 distritos. A região central é dividida por Cidade Alta e Cidade Baixa. A Cidade baixa é a região mais próxima ao porto, em frente a baía de Luanda e a ilha de Luanda. Ao sul da região deste baixo centro, há ainda a baía do Mossulo.

O clima da cidade é seco e úmido, com temperaturas elevadas, mas que, à noite, podem chegar a 16°C, devido à corrente fria de Benguela. A umidade relativa do ar é em torno de 77 por cento.

Características sócio-culturais.

O grupo étnico dominante na cidade são os Bantus mas a população original é da etnia Ambundu. Há poucos caucasianos, mesmo com a longa dominação portuguesa e muitos mestiços.

Por tratar-se de uma sociedade que aos poucos se reconstrói de uma longa guerra civil, definir como estão organizadas as relações de poder e classes dentro deste contexto ainda estão por serem estudadas.

A religião predominante é a católica, seguida dos fies das igrejas Batista e Luterana. O número de islâmicos, hindus e de praticantes de outras religiões não cristãs é bastante pequeno e em geral está associado à grupos de imigrantes do norte da África e da Ásia.

Características econômicas e educacionais

Luanda é o principal centro econômico de Angola, de modo que é a cidade sede de grandes empresas angolanas, com a Angola Telecom e a Linhas Aéreas Angola. Além das refinarias de petróleo existentes na cidade, há ainda a indústria transformadora de bens de consumo e a indústria da construção civil, que exerce um papel importante em um país em reconstrução.

Como consequência, Luanda abriga as maiores universidades de Angola, como Universidade Agostinho Neto, única universidade pública com 83 cursos de graduação, além de mestrados e doutorados. Há universidades particulares também, como a Universidade Católica de Angola, a maioria fundada após o fim da guerra civil.

A importância econômica e política de Luanda ficam claras ao ser referencia para realização de eventos internacionais no continente africano, como o Campeonato Africano de Nações 2010, um campeonato futebolístico no qual a cidade foi sede.

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Muamba de galinha
Prato tradicional da gastronomia angolana, a muamba de galinha (ou Moamba de galinha) é uma iguaria que pode satisfazer aqueles que amam os sabores intensos da tradição. Feito usando, bem como claramente frango, vários ingredientes que acentuam o sabor, como cebola grande, tomate fresco, alho, folha de louro, abobrinha e mais, e, finalmente, a muamba de galinha é coberto com creme de amendoim que enriquecem o sabor concebendo assim um único e do prato de alta qualidade.

Espero que, assim, eles se sintam mais identificados com esta cidade de paisagens incríveis que oferece hospitalidade a seus visitantes.

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“Marquem a data da visita a Angola que eu vou já”

O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, prometeu visitar Angola “na primeira ocasião” em que surgir um convite, numa entrevista em que não escondeu que “adoraria ser o convidado” do homólogo João Lourenço.

“Marquem a data que eu vou já!”, assegurou o chefe de Estado português numa entrevista à Rádio Nacional de Angola, difundida hoje, por ocasião da visita que o Presidente angolano, João Lourenço, fará a Portugal entre os dias 22 e 24.

Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que “adoraria” ser convidado por João Lourenço, escusando-se a abordar a possibilidade, colocada pelo jornalista, de a visita de Estado se realizar já no início de 2019.

“Na primeira ocasião em que haja a oportunidade de ser convidado para ir a Angola – porque, como sabe, a casamentos e batizados não se vai se não convidado –, ir a Angola para mim era ao mesmo tempo um grande casamento, um grande batizado, era uma grande festa. Mal seja convidado, a minha resposta, como é evidente, é: marquem a data que eu vou já”, acentuou.

O Presidente português recordou, porém, que “quem tem de decidir” e fazer o convite é João Lourenço para, logo a seguir, admitir: “Eu adoraria ser o convidado dele em Angola”. Continuar a ler

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“Normalização completa” das relações com Portugal.

Ministro fala da discussão de áreas obrigatórias
O ministro da Comunicação Social disse sábado que a visita que o Presidente da República, João Lourenço, efectua de 22 a 24 deste mês a Portugal significa a “normalização completa” das relações bilaterais.

Em declarações à Lusa, João Melo salientou que essa normalização “é, certamente”, uma das “condições para que as relações entre os dois países continuem a aprofundar-se”.
“Certamente que é uma boa notícia. Significa a normalização completa das relações institucionais entre Angola e Portugal e certamente que é uma condição para que as relações a outros níveis – económico, social, etc – continuem a aprofundar-se”, destacou.
Indicando desconhecer ainda a agenda da visita de João Lourenço, a primeira de um Chefe de Estado angolano a Portugal desde a efectuada em 2009 pelo então Presidente José Eduardo dos Santos, o ministro da Comunicação Social adiantou, porém, que há “temas obrigatórios”. Continuar a ler

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João Lourenço Mestre de xadrez.

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É a primeira grande entrevista nas vésperas da chegada a Lisboa. Exímio xadrezista, o Presidente angolano é tão cauteloso como cáustico. Fala dos traidores à pátria, de José Eduardo dos Santos e dos filhos, do repatriamento de capitais e do caso Manuel Vicente. Mas não esquece Portugal: a Galp, o BCP, o investimento. E abre a porta a professores, médicos e enfermeiros portugueses. Por Gustavo Costa em Luanda

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