Chefes de Estado e de Governo analisam segurança e integração.

#ÁfricaAustral #Angola #RDC #Mirex #Política

Garrido Fragoso

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, viajou, esta terça-feira para Kinshasa, República Democrática do Congo, onde representa, hoje, o Presidente da República, na 42ª cimeira ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), dedicada a questões relacionadas com a paz e segurança na região.

Ministro das Relações Exteriores, Téte António, sublinha empenho dos países da SADC © Fotografia por: João Gomes | Edições Novembro

Em declarações à imprensa, momentos antes de embarcar para a capital congolesa, o chefe da diplomacia angolana disse que a cimeira de Kinshasa vai abordar, ainda, questões que têm a ver com a implementação da agenda 20/63, integração económica e a vida financeira da organização.

Aos jornalistas, Téte António falou do contributo de Angola para a pacificação da região dos Grandes Lagos, destacando entre os “muitos desafios” na África Austral, a crise militar ainda vigente na República de Moçambique.

O ministro das Relações Exteriores informou que o evento também vai avaliar o desempenho da SADC em comparação com outras unidades económicas regionais, bem como testemunhar a passagem da presidência da organização regional do Malawi para a República Democrática do Congo.

O chefe da diplomacia angolana destacou, no quadro da passagem do testemunho, a formação do novo bureau, no qual Angola pode ocupar a vice-presidência.

Lembrou que a cimeira de Kinshasa decorre sob o lema “Promoção da Industrialização, através do Agro–Processamento e da Transformação de Recursos Minerais e do Desenvolvimento das Cadeias de Valor Regionais, em prol do Crescimento Económico, Inclusivo e Resiliente”, adiantando que este assunto também será discutido na cimeira da União Africana (UA), a decorrer em Novembro próximo, em Niamey.

Para o ministro das Relações Exteriores, a cimeira de Kinshasa tem uma “importância particular”, salientando que à margem da mesma serão homenageados os líderes africanos que fizeram da África Austral uma região  fiel aos seus princípios e numa das comunidades “mais fortes e coesas”, em termos de toma-da de posições  na arena internacional. Entre os vários líderes a serem condecorados na cimeira, destacou o primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, numa cerimónia que contará com a presença da viúva, Maria Eugénia Neto.

Sobre a conversa mantida com o secretário de Estado norte- americano, Teté António explicou que o contacto foi “positivo”,  por abordar assuntos ligados a alguns países africanos.

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) é uma organização inter-governamental criada em 1992 e dedicada à cooperação e integração sócio-económica, bem como à cooperação em matérias de política e segurança.

A promoção do crescimento e desenvolvimento económico, a diminuição da pobreza, o aumento da qualidade de vida da população, a paz e a segurança, o desenvolvimento sustentável, reforço e consolidação das afinidades culturais, históricas e sociais da região são, entre outros, os objectivos da organização, integrada pela África do Sul, Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Lesotho, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe e Seychelles.

Grupo Africano Diplomático expõe arte continental.

#Angola #GrupoAfricanoDiplomático #MIREX #DiaDeÁfrica

O Grupo Africano Diplomático, acreditado no Botswana e residente em Gaborone, realizou quarta-feira uma exposição para mostrar aos participantes a diversidade cultural do continente, nas comemorações do 25 de Maio, Dia de África.

© Fotografia por: DR

Durante a actividade, foram exibidas peças de arte, literatura, trajes, culinária/gastronomia, além de um espectáculo cultural, com música, dança, poesia, desfiles africanos dos países representados no Botswana. Angola exibiu o melhor da sua cultura e gastronomia.

Na qualidade de decana do Grupo Africano de Embaixadores e Altos Comissários em Gaborone, a embaixadora de Angola no Botswana, Beatriz de Morais, referiu que esta data oferece uma oportunidade para celebrar as conquistas sócio-económicas, culturais e patrimoniais do continente com base no espírito pan-africanista. 

A chefe da missão diplomática de Angola realçou, também, no âmbito do tema da União Africana para este ano “Líderes Africanos para a Iniciativa Nutricional”, que é necessário que os Estados-membros adoptem uma estratégia nutricional sólida e um compromisso político ao mais alto nível para facilitar a nutrição, de modo a garantir que as crianças possam sobreviver, crescer e participar activamente na edificação de um futuro próspero.

O evento contou com a participação do ministro de Estado para a Presidência do Botswana, Neale Sechele Morwaeng, em representação do Governo tswanês. Na intervenção, o governante felicitou os chefes das missões diplomáticas africanas pela iniciativa do evento, que se realizou pela primeira vez no país.

Estiveram ainda presentes o mayor da cidade de Gaborone, Father Maphongo, os chefes das missões diplomáticas, consulares e organizações internacionais acreditados no Botswana e outras individualidades.

Angola participa da preparação da cimeira de Chefes de Estado.

#Angola #UniónAfricana

Jornal de Angola

Angola participa desde esta segunda-feira, 23, em Malabo, Guiné-Equatorial, duas reuniões de peritos para a preparação das Cimeiras Extraordinárias de Chefes de Estado e de Governo da União Africana sobre a situação humanitária e outra relacionada com o Terrorismo e Mudanças Inconstitucionais de Governo em África.

© Fotografia por: DR | MIREX

Para as reuniões de peritos, a delegação angolana é chefiada pelo embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Angola na Etiópia e Representante Permanente junto da União Africana e da Comissão Económica das Nações Unidas, Francisco da Cruz.

Integram também a comitiva, entre outros, o embaixador de Angola na República da Guiné Equatorial, António Luvualu de Carvalho, e o director do Gabinete da Ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Inácio José.

Na terça-feira, os peritos vão se reunir na Quarta Sessão Ordinária do Comité Técnico Especializado da União Africana (CTE) de Migração, Refugiados e Deslocados Internos, onde haverá uma intervenção do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, no Painel de discussão sobre Alterações Climáticas, Calamidades e Deslocamentos Forçados em África.

Téte António aborda resiliência angolana na construção da paz.

#Angola #Egipto #ConstruçãoEManutençãoDaPaz #Minrex #TéteAntónio

Jornal de Angola.

O ministro das Relações exterior, Téte António, destacou quinta-feira, no Egipto, o histórico do conflito em Angola, como base da experiência nacional para a resolução de conflitos a nível regional e continental.

O chefe da diplomacia angolana que dissertava, na cidade do Cairo, sobre “Resiliência Angolana na Construção e Manutenção da Paz”, fez uma retrospectiva das diferentes etapas do processo histórico angolano, desde os meandros da Luta de Libertação Nacional, o Acordo de Alvor,   até a proclamação da Independência Nacional.

O ministro falava no Instituto de Estudos Diplomáticos da República Árabe do Egipto perante diplomatas, especialistas de Relações Internacionais e Académicos das diferentes Universidades de Cairo, a margem da sua visita oficial de 72 horas a convite das autoridades daquele país.

A ocasião serviu, igualmente, para o titular da pasta das Relações Exteriores estender a sua abordagem ao período de conflito armado, com a invasão de forças estrangeiras, e aos Acordos de Bicesse, instrumento criado para o pôr fim a guerra civil e viabilizar a democratização do país, com a realização das primeiras eleições multipartidárias, em 1992.

Durante a sua dissertação, Téte António fez também referência a outros desenvolvimentos que culminaram com a conquista da paz definitiva, em Abril de 2002, feito que encerrou um longo, conturbado e, particularmente, violento conflito em Angola.

Outras experiências nacionais foram mencionadas, incluindo a batalha do Cuito Cuanavale, momento decisivo para o fim do apartheid na África do Sul, Independência da Namíbia e Libertação da África Austral.

A eleição, em duas ocasiões, a Membro Não -Permanente do Conselho de Segurança da ONU, a participação activa e determinante na Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, a realização da Bienal de Luanda,   e a participação na Missão da SADC para a estabilização do Lesoto e Moçambique, constituem entre outros indicadores para relevar a resiliência de Angola na construção e manutenção de paz.

Angola defende representação feminina nas operações de paz.

#MulherAngolana #ONU #PazMundial #UniãoAfricana

Jornal de Angola.

A representante permanente de Angola junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Maria Ferreira, defendeu a necessidade de maior representatividade feminina nas operações de manutenção de paz no mundo.

A diplomata fez este pronunciamento, terça-feira, na abertura da reunião do Comité Africano de Conselheiros Militares e de Polícia (AMPAC), na qualidade de anfitriã neste mês (Março). Maria Ferreira indicou que existem 12 operações de paz da ONU implantadas em três regiões, das quais seis em África (50%), três no Médio Oriente, duas na Europa e uma na Ásia.

A embaixadora referiu que as mulheres representam 30% dos civis, 10% da polícia e 3% dos militares de manutenção da paz, sublinhando que três lideram missões de paz no Chipre, Médio Oriente e República Democrática do Congo, “o que representa um número muito reduzido da liderança feminina nas operações de manutenção de Paz”.

Na intervenção, referiu-se à celebração especial do 8 de Março, data que homenageia as conquistas sociais, económicas, culturais e políticas das mulheres, e aproveitou para evocar a Resolução 1325 do Conselho de Segurança da ONU, adoptada a 31 de Outubro de 2000, que reafirma o importante papel das mulheres na prevenção e resolução de conflitos, negociações, consolidação e manutenção da paz, resposta humanitária e reconstrução pós-conflito e enfatiza a participação igualitária e pleno envolvimento em todos os esforços para a manutenção e promoção da paz e da segurança.  

Destacou, também, o papel que o Comité Africano de Conselheiros Militares e de Polícia (AMPAC) pode desempenhar na ONU, especialmente na Comissão de Consolidação da Paz, partilhando experiências e recolhendo informações que possam ser úteis na busca de soluções dos problemas africanos.

O encontro visou traçar estratégias de ligações a serem estabelecidas entre a AMPAC e a sua congénere da União Africana – Fórum de Adidos de Defesa Africanos, no sentido de intensificar o avanço de África nos interesses comuns e racionalização de género no quadro da Paz e Segurança.

A reunião foi prestigiada pela representante permanente da Missão de Observadores da UA junto da ONU, Fatima Mohammed, e contou com a presença dos conselheiros militares e de polícia dos países africanos acreditados nas Nações Unidas.

PR fala com Paul Kagame sobre reforço de relações.

#Angola #UniónAfricana #Ruanda

Os Presidentes João Lourenço, de Angola, e Paul Kagame, do Ruanda, mantiveram nesta quinta-feira um contacto, por vídeo-conferência, durante o qual abordaram o reforço das relações entre os dois países.

Segundo uma nota da Secretaria para os Assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa do Presidente da República a que o Jornal de Angola teve acesso, os dois Chefes de Estado falaram sobre as relações que ligam ambos os países, na perspectiva do seu reforço e aprofundamento.

O Presidente angolano recebeu o chefe de agência africana.

#Angola #UnionAfricana #JoãoLourenço

Luanda, Jan (Prensa Latina) O Presidente de Angola, João Lourenço, realizou uma reunião com o director executivo da Agência de Desenvolvimento da União Africana (Auda-Nepad), Ibrahim Assane Mayaki, que está a fazer uma breve visita oficial.

No final da audiência no Palácio de Ciudad Alta, o diplomata nigeriano disse à imprensa que a conversa abordava vários aspectos relacionados com os projectos de investimento da entidade, entre eles, os inerentes às soluções hidráulicas no continente.

Os contactos com as autoridades angolanas, afirmou, destinam-se a continuar a explorar possíveis áreas de apoio.

De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a presença de Assane Mayaki aqui foi em resposta ao seu interesse em fornecer informações relevantes sobre o processo de selecção do novo director executivo da Auda-Nepad.

A selecção terá lugar durante a próxima cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), agendada para 5-6 de Fevereiro em Adis Abeba, Etiópia, explicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado de imprensa.

Como agência especializada, Auda-Nepad pretende contribuir para erradicar a pobreza, impulsionar o crescimento e o desenvolvimento sustentável, promover a integração de África na economia global e acelerar o empoderamento das mulheres.

A agência coordena e implementa projectos prioritários regionais e continentais em conformidade com os objectivos da Agenda 2063 da UA sobre desenvolvimento sustentável, adoptada a 31 de Janeiro de 2015.

Mais solidariedade para o continente africano na distribuição das vacinas da Covid-19 .

#Covid-19 #SaludMundial #Africa

César Esteves

Jornalista

Nas entrelinhas, defendeu que os líderes africanos devem fazer ouvir a sua voz para a necessidade de justiça na distribuição de vacinas. “Temos estado a notar que África tem sido dos continentes mais prejudicados no que diz respeito à distribuição da vacina”, disse.

Jeremias Agostinho, médico angolano especialista em saúde pública, também acredita que o assunto sobre a Covid-19, nomeadamente a distribuição das vacinas em África, seja um dos assuntos a serem discutidos na tribuna mundial.

Lembrou que a OMS lançou, nos últimos dias, um alerta em como os países africanos, com excepção para a África do Sul, Tunísia e Marrocos, não tinham atingindo a meta de vacinação, que passa por vacinar 10 por cento da população elegível até ao final deste mês. Esta meta, disse, está longe de acontecer por causa do fraco fornecimento das vacinas em África.

“Com certeza que se irá apelar, neste encontro, à solidariedade dos países com potencial para ajudarem o continente africano”, salientou. Jeremias Agostinho espera que os países do G7 e G20 se comprometam em ajudar o continente africano a atingir, “pelo menos”, 30 por cento da população adulta elegível contra a Covid-19, até ao final do ano. “Isto seria fantástico, porque, sozinhos, nós não vamos conseguir. É muito dinheiro que se precisa para esta operação”, frisou. 

O médico defende uma moção de compromisso para ajudar o continente africano na distribuição de vacinas, a ser assinado pelos países do G7 e G20. Disse que constituiria um bom sinal para o combate à pandemia no continente. Salientou não haver, neste momento, outra forma de combate à doença que não passe pela vacinação. 

O médico alertou que deixar África de fora do processo de vacinação contra a Covid-19 é permitir que a região seja o novo foco de infecção para os demais países do mundo, por causa da rápida mobilidade do vírus. 

“Basta olhar para a forma como a variante identificada na África do Sul espalhou-se rapidamente pelo mundo”, lembrou o médico, para quem os países com capacidade para ajudar o continente não devem ignorar este cenário. “Isto significa que os países de todo o mundo estão no mesmo barco”, sublinhou. 

Para o especialista em saúde pública, enquanto ainda houver focos activos da doença em várias partes do mundo, não faz sentido avançar-se já para a terceira dose da vacinação. Referiu que tal cenário só se colocaria se toda a população mundial estivesse tomado, pelo menos, uma dose da vacina. 

Enquanto houver um continente, como a África, que só vacinou 4 por cento da sua população e Europa e América acima dos 60 por cento, será difícil erradicar a doença do mundo, concluiu Jeremias Agostinho. 

O que eles estão dizendo de diferentes partes do 🌏 sobre a Brigada Henry Reeve? 🤔

#PremioNobelDeLaPaz #BrigadaHenryReeve #MedicosCubanos #EEUUBloquea #CubaPorLaSalud

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