Violência Doméstica

Antropólogo Rita Segato, especialista em violência de gênero.

Antropóloga Rita Segato

“O feminismo não pode e não deve construir os homens como seus inimigos naturais, o inimigo é a ordem patriarcal, que às vezes é incorporada pelas mulheres.”

“A notícia de uma agressão sexual é instalada como um espetáculo na mídia e isso tem que mudar”, diz a antropóloga Rita Segato, uma das grandes intelectuais latino-americanas, analisando o tratamento que ele teve na televisão a violação de Thelma Fardin contra Juan Darthés. Ele também chamou a atenção para o risco de um efeito de imitação que ocorre como com a notícia de suicídios e a necessidade de executar a atriz do lugar da vítima.

“Eu não quero apenas consolar uma vítima chorando. O ponto é como educamos a sociedade para entender o problema da violência sexual como um problema político e não moral ”, disse Segato. O autor de “A guerra contra as mulheres” (Madrid: Traficantes de Sueños, 2016), também está preocupado com o que ela tem chamado de “um feminismo inimigo”. “O feminismo não pode e não deve construir os homens como seus inimigos ‘naturais'”, disse ele. E por sua vez, questionou os “linchamentos” nas redes sociais para denunciar a violência sexista entre os pares, adolescentes. “Precisamos preparar nossos e nossos jovens para que possam processar seus relacionamentos com suas próprias palavras e com seus próprios gestos”, encorajou. E ele queria deixar como mensagem uma frase que lhe foi contada por um chefe de polícia em El Salvador, onde ele trabalhava durante grande parte deste ano: “Que a mulher do futuro, não seja o homem que estamos deixando para trás”. Continuar a ler

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Diga não à violência contra a mulher”

Daniel Nascimento sobre violência contra a mulher: “A luta não é só delas, é de todos”

Depois da edição do ZAP News desta segunda-feira (10), que reuniu distintos nomes da sociedade em torno da problemática da violência contra a mulher, Daniel Nascimento não cruzou os braços e decidiu dar continuidade à luta mesmo por detrás das câmaras.

Numa imagem publicada na sua conta oficial de Instagram, o respeitado apresentador voltou a despertar a atenção do público ao realçar que o dever moral de mudar as “regras do jogo” não é somente de responsabilidade de algumas pessoas mas sim de todo o indivíduo inserido na nossa sociedade.

“A luta não é apenas delas, é de todos. Diga não à violência contra a mulher”, apelou o profissional .

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“UMA PESSOA CAPAZ DE TIRAR A VIDA DE ALGUÉM NÃO MERECE VIVER”

Yola Semedo: “Uma pessoa capaz de tirar a vida de alguém não merece viver”
Nos últimos dias, e agora de forma mais intensificada, o país vive dentro e fora das redes sociais uma batalha em torno da violência de gênero, problemática que dominou a mais recente entrevista de Yola Semedo ao SAPO. A artista, que pondera até a pena de morte, acredita que se as sanções forem mais severas, as pessoas terão mais receio de cometer certos crimes.

“Eu gosto de ser honesta e às vezes a minha honestidade é mal percebida, mas eu prefiro dizer a verdade do que ir para casa com a consciência pesada porque menti”, começou por explicar com semblante aborrecido.

“Começo já pensar que o país devia pensar seriamente em introduzir a pena de morte. Porque um ser humano capaz de tirar a vida ao outro não tem o direito de viver, digo isto pelas famílias enlutadas, pela mãe que perdeu o filho porque foi violado e até mesmo pela menina de dois anos que foi violada por cinco homens. Sinceramente, um ser humano capaz de maltratar outro ser humano não merece espaço nenhum na terra”, desabafou.

Ainda durante a entrevista, a estrela que dá voz ao sucesso “Lá no Fundo” não deixou de tornar pública a sua visão para a “Nova Angola”, o país dos seus sonhos.

“Quero que Angola seja um país de alegria, de compaixão e de convivência entre pessoas que amam a vida com paixão”, perspectivou.

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Urgente, Lei contra a Violência Doméstica e o agravamento.

Mulheres parlamentares pedem agravamento de pena para violência doméstica.

O grupo de mulheres parlamentares angolanas apelou hoje ao agravamento das penas para os casos de violência doméstica, manifestando repúdio para os recentes assassínios e agressões de mulheres, em Luanda, pelos seus parceiros, por alegados motivos passionais.
Mulheres parlamentares pedem agravamento de pena para violência doméstica

A mensagem foi hoje lida na Assembleia Nacional pela presidente do grupo de mulheres parlamentares, Maria do Nascimento, antes do início da sessão legislativa, na qual apelou a uma revisão urgente da Lei contra a Violência Doméstica e o agravamento das penas para esses casos.

Em causa está a morte, na semana passada, de uma advogada, de 26 anos, alegadamente assassinada pelo marido, que para se livrar do cadáver o escondeu na fossa da sua residência, e a agressão de uma segunda mulher, também em Luanda, pelo seu ex-companheiro, que com recurso a uma faca a atacou.

Segundo Maria do Nascimento, como deputados, defensores dos mais altos anseios do povo e da sociedade angolana, devem repudiar “todos os actos de violência que têm sido praticados”, particularmente “os crimes hediondos, cujas vítimas são mulheres”.

“A sociedade angolana, nos últimos dias, testemunhou crimes bárbaros, onde mulheres foram assassinadas pelos maridos ou companheiros, traídas pelo amor que dedicavam”, disse Maria do Nascimento.

A presidente do grupo de mulheres parlamentares disse que os dados estatísticos sobre Luanda, capital do país, revelam a existência, este ano, de 5.270 queixas, das quais 4.060 são de violência contra a mulher, desde agressões físicas, homicídios e violações.

“Em Angola, a violência contra a mulher é o direito humano mais violado”, disse a deputada, apelando aos órgãos de justiça para que tomem medidas severas contra todo o tipo de violência contra as mulheres. Continuar a ler

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