Posts Tagged With: AFRICOM

O TRIUNFO NEOCOLONIAL (#França #NATO #Obama #AlQaeda #Mali #Sahel #AFRICOM #)

Martinho Júnior, Luanda
1 – O desfile militar do 14 de Julho de 2013 em Paris é um testemunho mais confirmando a continuidade das políticas de domínio dirigidas a África e ao ocidente asiático do tandem Sarkozy – Hollande, correspondendo à saga visando a exploração de matérias-primas baratas, ainda que com recurso às armas e em conformidade com a estrita cartilha ocidental de âmbito NATO! Continuar a ler
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O FARDO DA HEGEMONIA

Os interesses regionais do AFRICOM: desestabilizado o norte, onde o império tem saído reforçado com as transformações na Tunísia, na Líbia e no Egipto, a espiral de crise abrange a África do Oeste, a Central e a Oriental/Corno de África!

Martinho Junior, Luanda

1 – África é o continente que mais precisa duma atmosfera alargada de consensos e de paz para se voltar sobre si próprio e tornar-se determinante na sua vontade de renascimento, resgatando seus povos do subdesenvolvimento crónico que subsiste apesar das independências de bandeira há já meio século.

Essa atmosfera tarda em conseguir-se, por que o fardo da hegemonia, beneficiando da lógica capitalista dominante, expressa desde os impactos da globalização neo liberal até à expressão dos interesses das potências, quantas vezes interesses promotores dos seus agentes em direcção aos poderes dos vulneráveis estados, tolhem as aspirações de liberdade, de justiça, de democracia e de sustentável desenvolvimento. 

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O RESGATE DOS MONANGAMBAS – I.

Obra do jovem pintor haitiano Jean Walgens Pierre Jean, que faz parte do grupo “Folie ouverte” (que se inspira na reconstrução nacional), exposta no Museu do Panteão Nacional em Porto Príncipe.

Monangamba

Naquela roça que não tem chuva
é o suor do meu rosto que rega as plantações;

Naquela roça grande tem café maduro
e aquele vermelho-cereja
são gotas do meu sangue feitas seiva.

O café vai ser torrado,
pisado, torturado,
vai ficar negro, negro da cor do contratado!

Negro da cor do contratado!

Perguntem às aves que cantam,
aos regatos de alegre serpentear
e ao vento forte do sertão:

Quem se levanta cedo? quem vai à tonga?
Quem trás pela estrada longa
a tipóia ou o cacho de déndén?
Quem capina e em paga recebe desdém
fubá podre, peixe podre,
panos ruins, cinqüenta angolares
porrada se refilares?

Quem?

Quem faz o milho crescer
e os laranjais florescer
— Quem?

Quem dá dinheiro para o patrão comprar
máquinas, carros, senhoras
e cabeças de pretos para os motores?

Quem faz o branco prosperar,
ter a barriga grande — ter dinheiro?
— Quem?

E as aves que cantam,
os regatos de alegre serpentear
e o vento forte do sertão
responderão:
— Monangambéée…

Ah! Deixem-me ao menos subir às palmeiras
Deixem-me beber maruvo, maruvo
e esquecer diluído nas minhas bebedeiras
— Monangambéée…

 

Poema de António Jacinto, musicado e cantado por Rui Mingas.

 Martinho Júnior / Luanda / 18 de Julho de 2012. 

1 – Na década de 70, em especial durante o parto sangrento da independência de Angola, o poema de António Jacinto, musicado e cantado pelo trovador Rui Mingas, ressoava em todas as mentes e corações que haviam embarcado na saga da luta de libertação em Angola.

O seu trovão sobrepunha-se ao troar dos canhões e enchia o éter, numa época grávida das mais contraditórias emoções.

Era como um grito misto de renúncia e de esperança, um segundo hino com identidade nacional, forte na sua expressão e pleno de energia, que interiorizado por tantos, impelia aqueles que seguraram as armas a partir para os campos de batalha da pátria nascente.

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