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Lula superaria o Bolsonaro nas eleições de 2022 no Brasil, segundo pesquisas

Várias pesquisas revelam que as intenções de voto favorecem Lula da Silva. Foto: Jornal do Comércio.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), lideraria Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, segundo pesquisa. A pesquisa mostrou um avanço nas intenções de voto a favor de Lula, ao mesmo tempo em que há uma queda nas intenções de voto a favor do atual presidente de extrema direita.

De acordo com o resultado da pesquisa, divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas, Lula venceria as eleições de 2022 com 43,3% dos votos, ante 38,2% do Bolsonaro.

O estudo revelou que em termos de intenção de voto, o fundador do Partido dos Trabalhadores cresceu 3,1% em relação à última amostra da empresa, enquanto o Bolsonaro caiu 1,8%.

15% dos inquiridos não manifestaram preferência por nenhum dos dois políticos, enquanto 3,4% afirmaram não saber em quem votariam ou não responderam ao questionário.

Contratada pelo Partido Social Liberal, a pesquisa colocou à prova o nome do apresentador de televisão e rádio José Luiz Datena em uma possível disputa eleitoral. De acordo com os resultados, ficaria em terceiro lugar.

A investigação, com margem de erro de dois pontos percentuais, abrangeu mais de 2.000 pessoas entre os dias 24 e 28 de julho em 26 estados e no Distrito Federal.

Na quarta-feira, estudo divulgado pelo banco Modalmais e pelo Instituto de Inteligência do Futuro mostrou que o ex-dirigente sindical lidera as intenções de voto no primeiro e segundo turnos, em todos os cenários, caso as eleições tivessem ocorrido naquele dia.

Na pesquisa, em um cenário que reuniu o maior número de candidatos à presidência, 13 no total, Lula leva vantagem sobre o Bolsonaro: 33,8% ante 25,2%.

Em seguida, aparecem o político Ciro Gomes, com 6,6%, e o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro (6,3%). Os votos em branco são 7,9% e os indecisos 4,5%.

Em outros cenários com menos candidatos, quatro no total, o que levaria a uma concentração de votos, a vantagem de Lula passou de 8,6 pontos percentuais, para entre 12,1 e 12,7.

Na pesquisa espontânea, o ex-sindicalista tem 30,1% e o Bolsonaro, 24%. Os indecisos são 25,4% e os votos em branco 9,8%.

Na intenção de voto para o segundo turno, Lula também venceria todos os demais candidatos. Contra o Bolsonaro, ele teria 51,3%, com 32,9% para o presidente de extrema direita.

Entre os candidatos, Bolsonaro obteve o maior índice de rejeição. Dos entrevistados, 49,1%, que indicaram apenas um candidato, acreditam que não escolheriam o governante atual.

A impopularidade do ex-capitão do Exército coincidiu com o andamento dos trabalhos de uma comissão do Senado que investiga a gestão do governo diante da pandemia covid-19.

A intenção de voto de Lula se fortaleceu desde que ele recuperou seus direitos políticos em março, depois que um juiz do Supremo Tribunal Federal anulou todas as suas sentenças.

(Com informações da Prensa Latina)

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COVID-19 no mundo: Brasil ultrapassou a barreira de 550.000 mortes

O Brasil aparece como o segundo país do mundo com mais mortes por covid-19. Foto: PL.

O número de mortes por covid-19 no Brasil subiu para 550.502 na segunda-feira após a soma de 578 nas últimas 24 horas, informou o Ministério da Saúde.

O boletim diário da carteira também indicava que foram notificadas 18.999 infecções no mesmo período e o total subiu para 19 milhões de 707 662, desde que a primeira foi notificada em fevereiro de 2020.

A atualização também observou que o estado de São Paulo continua sendo o epicentro da pandemia no país, concentrando 137.273 vidas perdidas e quatro milhões de 3.549 infectados.

De acordo com os governos estaduais, entre domingo e segunda-feira houve um ligeiro aumento no número de infecções (+ 4,28 por cento) e óbitos diários (21,4), em relação às 24 horas anteriores.

A média móvel de casos nos últimos sete dias foi de 45.117 infectados e 1.107 óbitos.

Após enfrentar uma segunda onda de contaminações pela doença no início do ano, as curvas de vencimento e os casos positivos no país apresentam tendência de queda há semanas, atribuída por especialistas e autoridades ao avanço da vacinação.

Estatísticas oficiais revelam que o Brasil aplicou 134,2 milhões de imunizantes, sendo 96,3 milhões na primeira dose e 37,9 milhões na segunda ou apenas uma.

Até o momento, o gigante sul-americano conseguiu imunizar 18% de seus habitantes com duas porções em um único pedido, que no total são cerca de 212 milhões.

Ainda no dia, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou definitivamente o estudo clínico da Covaxin, a vacina indiana anti-Covid-19, solicitada pela empresa nacional Precisa Medica, representante do laboratório indiano Bharat Biotech.

‘A decisão (de cancelamento) foi tomada após uma avaliação técnica de que o fim da autorização da empresa Precisa para representar a vacina no país inviabiliza o cumprimento da regulamentação quanto à realização de estudos clínicos’, relatou o órgão regulador.

A Bharat Biotech rompeu seu vínculo com o Precisa na semana passada, depois que o Ministério da Saúde informou que não tinha intenção de comprar a Covaxin porque as doses contratadas são suficientes para imunizar a população brasileira.

Atualmente o Brasil aparece como o segundo país do mundo com mais mortes por covid-19, atrás dos Estados Unidos, e o terceiro em infectados, atrás da nação do norte e da Índia.

(Com informações das agências)

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Brasil: circulação comunitária da variante Delta do #coronavírus detectada

Brasil presentaba un caso de variante Delta, pero era de un hombre llegado de India.  (Fuente: EFE)
O Brasil teve um caso de variante Delta, mas era de um homem da Índia. . Imagem: EFE

O Brasil detectou dois casos de circulação local da variante Delta do coronavírus em seu território. Eles são um homem de 30 anos e uma mulher de 22 anos, ambos do estado do Rio de Janeiro. Ambos contraíram a doença localmente, pois não viajaram para o exterior.

Os dois casos foram descobertos por sequenciamento genômico e confirmados nas cidades de Seropédica e São João de Meriti. Em São João de Meriti, é a paciente de 22 anos que, segundo a prefeitura, está “isolada em sua residência, onde recebe tratamento e fará novo exame sete dias depois”.

Segundo a Prefeitura de Seropédica, a descoberta foi feita por meio de sequenciamento genético feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A jovem já está curada, mas continua isolada em casa. Ele não tem histórico recente de viagens ao exterior e ainda não recebeu nenhuma das vacinas covid-19.

O paciente de São João de Meriti é um homem de 30 anos que não viajou para o exterior nem teve contato com viajantes. Ele também não recebeu nenhuma dose de antídotos para o vírus. A descoberta deste último caso ocorreu em um teste realizado no dia 4 de julho, que teve a amostra enviada para análise pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Governo do Estado Noel Nutels. Segundo a Câmara Municipal de São João de Meriti, o homem “está bem e já não transmite a doença”.

Até o momento, o estado do Rio de Janeiro tem três casos confirmados da variante Delta desde que a nova cepa chegou ao país, uma das mais atingidas pela pandemia. O terceiro caso é o de um homem de 35 anos, residente em Campos dos Goytacazes, que chegou da Índia e já está curado da doença.

O programa de monitoramento genômico, feito em parceria com diversos laboratórios, é o que tem permitido detectar as modificações do coronavírus e agir com rapidez.

No Brasil, foram registrados 22.703 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o número de infectados para 18.792.511. Por sua vez, conforme detalhado pelas autoridades sanitárias, foram registrados 695 óbitos em um único dia: desde o início da pandemia, foram registrados 525.112 óbitos.

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Bolsonaro em queda livre, para cortes internacionais: análise de Cuba

Canal Caribe.- No Brasil pretendem levar o presidente Jair Bolsonaro aos tribunais internacionais. O anúncio foi feito pelo advogado Ariel de Castro Alves, que dirige o Grupo Tortura Nunca Mais e afirmou que também apóia todas as ações que visam a destituição do presidente brasileiro.

Bolsonaro em queda livre

As maiores manifestações deste fim de semana aconteceram em São Paulo – a cidade mais populosa do país e a mais atingida pela pandemia -, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte e também em Brasília, onde o protesto se concentrou em frente ao sede do Congresso, para reforçar a pressão por um impeachment contra Bolsonaro

Elson Concepcion Perez

Granma

O clamor popular de Out with Bolsonaro! ouve-se da garganta de centenas de milhares de brasileiros, nas ruas de cidades e vilas, exigir a renúncia do governante ultradireitista, envolvido em escândalos de corrupção, responsável pelo péssimo manejo da pandemia COVID-19, que já custou a seu país a morte de 520.000 pessoas e, recentemente, ele foi denunciado por um deputado governamental sobre irregularidades em uma suposta compra de vacinas pelas quais o país pagaria 320 milhões de dólares a uma empresa que não apareceu no contrato.

As maiores manifestações deste fim de semana aconteceram em São Paulo – a cidade mais populosa do país e a mais atingida pela pandemia -, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte e também em Brasília, onde o protesto se concentrou em frente ao sede do Congresso, para reforçar a pressão por um impeachment contra Bolsonaro, de acordo com um relatório da EFE.

O último de Bolsonaro …

Em meio a uma situação tão crítica, o Supremo Tribunal Federal autorizou a Procuradoria-Geral da República a abrir uma investigação criminal contra o presidente.

Em relação ao escândalo da suposta compra de vacinas, foi divulgada a confissão do cabo policial Luiz Dominguetti, admirador do Bolsonaro, que disse ter tentado vender ao governo 400 milhões de doses da vacina Astrazeneca, mas que finalmente ele suspendeu o negócio quando um diretor do Ministério da Saúde lhe pediu comissões equivalentes a um dólar por unidade.

Um cenário tão eticamente e politicamente comprometido, onde a corrupção está cada vez mais presente, tem feito com que o nível de aceitação de Bolsonaro caia em queda livre, e a ordem de impeachment aumenta a cada dia.

Como uma resposta de Trump ao seu declínio, o presidente descreveu as pesquisas como “mentiras”, e chegou até a “alertar” seus seguidores de que uma “fraude” está em andamento para removê-lo do poder nas eleições de 2022.

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Brasil merece desculpas

Por: Emir Sader

Mais de três mil pessoas morrem todos os dias da pandemia, muitas outras morrem anonimamente de fome, muitas mais da violência de milícias e traficantes de drogas. Você morre mais do que nasceu no Brasil. Foto: Arquivo.

O Brasil está imerso em uma catástrofe humanitária. O país, que há pouco mais de cinco anos foi um exemplo de combate à pobreza, de combate às desigualdades, de democracia distributiva de renda, em pouco tempo virou um inferno, para os brasileiros e para o mundo.

Mais de três mil pessoas morrem todos os dias da pandemia, muitas outras morrem anonimamente de fome, muitas mais da violência de milícias e traficantes de drogas. Você morre mais do que nasceu no Brasil.

De um presidente exemplar para o mundo, o Brasil passou a ter um presidente genocida. De ter um presidente do qual o Brasil se orgulhava no mundo, agora existe um presidente que envergonha os brasileiros no mundo.

Todos estão se perguntando como isso foi possível. Muitos se desculpam por tornar essa catástrofe possível, seja por meio de ação ou inação. O Judiciário reconhece que Lula sempre teve razão em rejeitar as denúncias, em parecer que foi preso injustamente. A dignidade de Lula em enfrentar tudo isso é reconhecida por cada vez mais pessoas, que se sentem representadas nele, em seu drama, em sua resistência e em sua vitória. Muita gente pede desculpas a Lula por ter sido um carrasco contra eles, por ser um agente do antipetismo, do ódio que tanto estragou no Brasil.

Lula tem o direito de exigir perdão de quem o ofendeu, de quem ofendeu sua família, de quem denegriu sua imagem, de quem não acredita que ele seja absolutamente inocente. Muitos deles mudaram de campo e tiveram a honestidade de admitir que estavam errados.

Mas, além de tudo isso, há um país, há um povo que foi lançado na miséria e no abandono. A quem é negado pão e vacinas. Existe um Brasil maltratado, que virou a vergonha do mundo, que é visto como o pior de todos os mundos.

Quem foi o responsável por tudo isso? Que permitiu, por ação ou omissão, que a democracia fosse destruída pelo golpe contra Dilma. Quem reconhece que errou do lado errado deve começar por reconhecer que errou, principalmente naquela época, que não sabia defender a democracia, mandato de um presidente reeleito pelo voto popular. Quem cometeu um erro ou foi levado de má-fé a acreditar que um governo com o qual não concordava deveria ser deposto por impeachment sem fundamento constitucional.

Quem aceitou que Lula foi preso, processado, impedido de ganhar as eleições de 2018, sem provas, só por causa das condenações de um juiz que hoje é o que mais rejeitou no Brasil, porque foi desmascarado. Quem pensou que o Brasil poderia seguir em frente sem Lula, como se o Brasil pudesse deixar de lado o que tem de melhor.

O Brasil merece desculpas a todos aqueles que contribuíram para esta catástrofe humanitária que vive. Em primeiro lugar, pela imprensa, que foi a agente pública do anti-petetismo, das acusações contra Dilma e Lula, sem qualquer prova. A mídia que divulgou a imagem de Lava Jato como redentora da política brasileira e a corrupção do Partido dos Trabalhadores (PT) como um slogan que levaria à morte da esquerda. Isso promoveu o antipetismo como símbolo do mal, escondendo que o PT fez os melhores governos para o Brasil. A mídia deve pedir desculpas ao Brasil pelo papel deletério que desempenhou, pois foi ela a agente da monstruosa operação que levou o Brasil às mãos de um genocídio.

O Judiciário deve desculpas ao Brasil, por ter promovido a maior farsa judicial da história, por meio da Lava Jato, que violou todas as regras do Estado de Direito. O Poder Judiciário, que não cumpriu seu papel de impedir o impeachment de Dilma, sem qualquer fundamento legal. Isso permitiu a prisão de Lula, sua condenação e o impedimento de ter sido eleito presidente do Brasil em 2018. Isso permitiu a vitória do genocídio por meio de uma farsa, que violou todas as regras do processo eleitoral.

Os grandes empresários, que só pensam no lucro fácil, por conta da especulação financeira, sem crescimento econômico, nem distribuição de renda, nem geração de empregos. Que preferem qualquer um, até o genocídio, desde que o PT não volte a reinar para todos os brasileiros, principalmente para os mais necessitados. Que financiem as piores campanhas, os piores candidatos, desde que privatizem empresas, que não limitem o poder econômico dos bancos privados e que as desigualdades continuem aumentando no Brasil.

Demoraria muito para alinhar todos aqueles que, por ação ou omissão, permitiram ao Brasil chegar à catástrofe humanitária que vive hoje. O Brasil nunca foi um paraíso, mas se tornou o melhor de todos os purgatórios possíveis e agora está transformado no inferno.

Vão pedir desculpas ao Brasil e, para mostrar que lamentam muito ter conduzido o país a este desastre humanitário, trabalhar com todas as suas forças para que, todos unidos, possam tirar o Brasil da lama em que se encontra?

Ou continuarão a lamentar que o país seja entregue a um genocídio e suas milícias, como se eles não fossem os responsáveis ​​por isso?

Quem vai pedir desculpas ao Brasil?

(Retirado da página 12)

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Os EUA criaram e manipularam Lava Jato no Brasil

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil passou a investir na formação de um grupo de especialistas locais relacionados aos seus interesses e dispostos a aprender seus métodos, “sem parecer peões” em um jogo.

Autor: Redacción Internacional

Diario Francés Le Monde

A Operação Lava Jato acabou sendo uma estratégia bem-sucedida dos EUA para minar a autonomia geopolítica do Brasil e proteger seus próprios interesses, denunciou o jornal francês Le Monde.

A reportagem, escrita pelos jornalistas Nicolas Bourcier e Gaspard Estrada, diretor executivo do Observatório Político da América Latina e do Caribe da Universidade Sciences Po de Paris, explica que tudo começou em 2007, durante o governo George W. Bush, quando o As autoridades americanas ficaram chateadas com a falta de cooperação de diplomatas brasileiros em seu programa de contraterrorismo.

Denuncia também que, para evitar o desinteresse oficial, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil passou a investir na criação de um grupo de especialistas locais relacionados aos seus interesses e dispostos a aprender seus métodos, “sem parecer peões” em um jogo, segundo telegrama. do Embaixador Clifford Sobel, ao qual o Le Monde teve acesso.

Por outro lado, naquele ano, o então juiz Sérgio Moro foi convidado a participar de uma reunião, financiada pelo Departamento de Estado, e para aproveitar a vantagem, os Estados Unidos criaram o cargo de “assessor jurídico” na embaixada brasileira, Ocupada por Karine Moreno-Taxman, especialista na luta contra a lavagem de dinheiro e o terrorismo, detalha a publicação do Le Monde.

Por meio do chamado Projeto Pontes, o governo dos Estados Unidos garantiu a disseminação de seus métodos, que consistem na criação de grupos de trabalho anticorrupção, na aplicação de sua doutrina jurídica (recompensa para denunciantes) e na “troca informal” de informações sobre casos, isto é, fora dos canais oficiais.

Desmontada pelo Ministério Público do Brasil a operação judicial Lava Jato

Qualquer semelhança com Lava Jato não é mera coincidência, observa a publicação.

Em 2009, dois anos depois, Moreno-Taxman foi convidado para a conferência de agentes da Polícia Federal do Brasil em Fortaleza, capital do estado do Ceará (nordeste).

Diante de mais de 500 profissionais, o americano ensinou os brasileiros a fazerem o que os Estados Unidos desejavam: “Nos casos de corrupção, persiga o ‘rei’ de forma sistemática e constante para derrubá-lo”, lembrou Le Monde.

“Para o Judiciário condenar alguém por corrupção, o povo deve odiar essa pessoa”, disse Moreno-Taxman, acrescentando, para não deixar dúvidas, que “a sociedade deve sentir que ele realmente abusou de sua posição e exigir sua condenação”.

O nome do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi citado, mas, segundo os autores do relatório, o escândalo da compra de votos do Mensalão passou pela cabeça de todos os presentes.

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Bolsonaro defende um criminoso da ditadura: tratou os presos políticos com dignidade

O presidente Jair Bolsonaro – um admirador da ditadura que governou o Brasil entre 1964 e 1985 – disse neste sábado que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe de um centro de detenção e tortura do regime militar, tratou “com toda dignidade “aos presos políticos.

“Não eram presos políticos, não, [os] terroristas eram tratados no DOI-CODI [centro de detenção da ditadura] de São Paulo, tratados pelo homem com toda dignidade, inclusive presas grávidas”, disse em um entrevista realizada por seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, no YouTube.

O chefe de Estado – ex-capitão do Exército – referiu-se a Ustra, chefe da repressão na metrópole no início dos anos 1970 e a quem são atribuídos cerca de 70 mortes e desaparecimentos, segundo dados da Comissão Nacional da Verdade (CNV ) Bolsonaro elogiou a figura de Ustra, a quem chamou de “herói nacional” e desta vez considerado “um grande brasileiro”, ao recomendar o livro A Verdade Sufocada, do falecido militar.

“Não tem como escapar disso aqui [o que foi narrado no livro], de como nos livramos do comunismo naquela época, não devemos ter vergonha disso. É história com H, não é uma historinha contada de esquerda, deveria ser leitura obrigatória” disse o presidente.

Ustra, falecido em 2015, foi chefe dos serviços de inteligência e repressão do Exército entre 1970 e 1974. Um tribunal reconheceu -em 2008- a responsabilidade civil (passível de indenização) dos ex-militares em casos de sequestro e tortura. No entanto, negou responsabilidade criminal, em nome da Lei de Anistia de 1979 que impedia o julgamento no Brasil de envolvidos na perseguição de opositores e personalidades suspeitas de “subversão” comunista durante as duas décadas de ditadura.

De acordo com o relatório da CNV publicado em 2014, os “anos de chumbo” deixaram pelo menos 434 mortos e desaparecidos, um número de vítimas consideravelmente menor do que em outros países latino-americanos como Chile (3.200) ou Argentina (30.000, segundo organizações do sociedade civil). Mas esse balanço não inclui centenas de vítimas de milícias contratadas para suprimir conflitos agrários ou massacres de indígenas no avanço da ocupação do território pelo Estado.

Em países vizinhos, muitos dos autores de atrocidades foram sentados no banco dos réus e condenados a penas de prisão. Bolsonaro reivindica a herança repressiva e lamenta que o número de mortes tenha se limitado aos 434 oficialmente reconhecidos.

(Retirado de DW)

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Brasil. O Tribunal de Haia aceitou uma acusação contra Bolsonaro por genocídio indígena

Por Dario Pignotti. Resumo da América Latina, 18 de dezembro de 2020.

Jair Bolsonaro é o primeiro presidente brasileiro em exercício a ser investigado no Tribunal Penal Internacional de Haia. “Eu entendo que não é fácil para o Gabinete do Procurador-Geral da TPI concordar em iniciar investigações, acredito que noventa por cento das reclamações recebidas as descartam, e é ainda mais difícil para eles aceitar qualquer uma contra um presidente em exercício”, explicou ele à Página 12. advogado Belisário dos Santos Junior, membro da Comissão Paulo Evaristo Arns.

Em novembro do ano passado, este órgão de direitos humanos acusou o presidente perante o TPI de incitar o “genocídio” dos povos indígenas.

-A que atribui a aceitação da reclamação?

-Em parte ao fato de que uma apresentação consistente foi preparada pela Comissão Arns em conjunto com o Coletivo de Advogados pelos Direitos Humanos e também ao fato de haver uma sensibilidade internacional muito negativa sobre Bolsonaro quando ele ainda não cumpriu dois anos no cargo, é um caso marcante.

-Do que o acusaram?

-Centralmente de incitar o genocídio dos povos indígenas, é uma acusação grave e por isso é importante que a Procuradoria do TPI concorde em recebê-la e depois comece a examiná-la. Na denúncia, são citados atos governamentais hostis aos direitos indígenas, fornecemos documentos e selecionamos depoimentos solicitando que as reservas sejam invadidas, que os minerais sejam explorados nesses territórios. Você conhece a força da palavra de um presidente.

A Comissão da Verdade sobre a Ditadura, criada durante o governo Dilma Rousseff, formou um grupo especializado para investigar a política indígena. O relatório final revelou que milhares de membros de coletivos tradicionais morreram em conseqüência da violência, deslocamento ou condições de vida impostas pelo regime.

-Bolsonaro parece ter se inspirado na ditadura.

-Tenho certeza que sim, ele tem um discurso paternalista sobre os indígenas que vem do passado militar, é uma concepção autoritária de progresso, evangelizador, recentemente o Bolsonaro nomeou um pastor para executar políticas com comunidades isoladas na Amazônia que nunca tiveram contato com ele. homem branco. Estamos voltando a 1500, quando chegaram os conquistadores, este é o primeiro presidente que se declara contra as reservas indígenas, lembremo-nos dos povos indígenas, que sempre foram muito maltratados. Se a pandemia é tão grave para a população em geral, para as comunidades é muito pior e este governo cortou a assistência médica.Os comportamentos de Bolsonaro se assemelham muito aos da ditadura.

-E isso não se limita aos indígenas

-Claro que não, ele um nostálgico da ditadura como modelo, recebeu no Palácio do Planalto a viúva do coronel (Carlos Brilhante) Ustra, ele foi um dos piores repressores, isso está documentado pela Comissão da Verdade. Bolsonaro fala com saudade do Ato Institucional nº 5, quando a ditadura entrou em sua fase mais repressiva.

Você acha que Bolsonaro será condenado no TPI?

  • Não sei, esses processos duram anos e são permeáveis ​​à conjuntura política internacional. Nesse sentido, o presidente é malvisto na comunidade internacional, está completamente isolado, e a vitória de Joe Biden, que traz uma agenda ambiental e de direitos humanos, vai isolá-lo ainda mais.

Vírus geopolítico

Para Bolsonaro, o coronavírus é uma batalha dentro de seu confronto com a China – como parte de sua subordinação a Donald Trump – e da disputa unilateral contra a Argentina. Apesar de Buenos Aires não parecer interessada em questionar a supremacia brasileira na região. Esta concepção milionária explica porque decapitou o Ministério da Saúde, deixando médicos e cientistas desempregados, para substituí-los por elementos das Forças Armadas. Indicou o General Eduardo Pazuello como chefe dessa pasta e o Coronel Elcio Filho como Secretário Executivo. Nenhum deles tem formação em medicina, nem Jorge Luiz Kormann, tenente-coronel por ele nomeado diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão técnico dedicado a certificar a eficácia de uma vacina contra o covid-19.

A Anvisa informou nesta semana que se baseou em motivos “geopolíticos” antes de dar luz verde a um medicamento contra o vírus, argumento que visa questionar a vacina chinesa Coronavac fabricada no Instituto Butantan, em São Paulo, a mesma que está em negociações para exportar o produto para a Argentina.

Por fim, diante do avanço incontrolável da pandemia que contaminou 7 milhões de brasileiros e custou a vida de 183 mil, o governo não teve outra escolha a não ser comprar os chineses, ou o patido comunista chinês, como dizem os mais eufóricos Bolsonaritas. Desta forma, será feita uma tentativa de conter a propagação do vírus e, segundo consta, pretende-se evitar uma “derrota” contra Argantina numa suposta corrida pela vacinação.

O canal CNN-Brasil informou nesta quinta-feira que nos corredores do Palácio do Planalto há funcionários “preocupados” com a possibilidade de a Argentina começar a se imunizar em janeiro e por isso foi ordenada a tomar as medidas necessárias para que o Brasil não fique para trás. “O governo brasileiro quer ser o primeiro na América do Sul”, noticiou a CNN.

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Brasil. Desmatamento na Amazônia em novembro foi o maior dos últimos 10 anos

Resumo da América Latina, 18 de dezembro de 2020.

Só no mês passado, mais de 480 km² de floresta foram destruídos, de acordo com uma pesquisa.

Durante o mês de novembro, a pior taxa de desmatamento foi registrada na Amazônia nos últimos 10 anos. A análise foi realizada com dados do Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon (SAD), que apontou mais de 480 km² de floresta destruída.

O número é 23% maior do que no mesmo período do ano passado, quando 393 km² foram desmatados. Entre os estados que compõem a Amazônia Legal, o Pará responde por quase metade (48%) de todo o desmatamento na região. São Félix do Xingu, Pacajá e Altamira, todos paraenses, ocupam os primeiros lugares no ranking dos municípios.

Há também uma análise da degradação florestal, que cresceu 114% no bioma, diz a entidade, somando 1.206 km².

O Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) ainda não divulgou o número de novembro registrado pelos satélites DETER, que acompanha diariamente.

No início deste mês, dados de outro sistema de análise, o PRODES, confirmaram as expectativas de um agravamento da devastação no bioma e registraram mais de 11 mil km² desmatados em 2020, o maior índice em 12 anos.

Fonte: Carta Capital

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Brasil. Com mais de 300 mil infectados em sete dias, o país volta ao pior patamar da crise de saúde

Por Nara Lacerda. Resumo da América Latina, 16 de dezembro de 2020.

Com o número total de casos de COVID-19 crescendo sem parar por seis semanas, o Brasil reconfirmou mais de 300.000 novas infecções em sete dias. O país só havia ultrapassado a marca de 300 mil quatro vezes em julho, quando o número de confirmações covid-19 atingiu os piores níveis.

Segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), o total de novos pacientes na última semana, até sábado (12), chegou a 302.950. O número pode ser ainda mais expressivo, já que faltam os dados mais recentes de Goiás por motivos técnicos. Como resultado, a média móvel de pessoas infectadas (a soma de todos os casos dos últimos sete dias, dividida por sete) ainda é superior a 43.000. Este é o pior nível em quatro meses.

No último domingo (13), mais 21.825 novos casos do covid-19 foram confirmados no Brasil. O número de pessoas infectadas desde o registro do primeiro caso é de 6.901.952. O número de mortes chegou a 181.402. Em 24 horas, foram registrados 279 óbitos.

Plano de imunização

Menos de 24 horas após ser apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o planejamento da Campanha Nacional de Imunização contra o Coronavírus apresentado pelo governo de Jair Bolsonaro já havia sido criticado pelos especialistas citados no documento. Um grupo de 36 pesquisadores publicou nota na qual explicam que, embora seus nomes apareçam no texto, não receberam a versão final e não aprovaram as decisões. O Ministério da Saúde respondeu que os cientistas “não têm poder de decisão para formalizar o plano”.

A confusão começou no sábado (12), quando os especialistas explicitaram suas divergências em relação ao plano. O grupo reiterou que todas as populações vulneráveis ​​devem ser incluídas como prioridade na imunização, incluindo povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pessoas privadas de liberdade e pessoas com deficiência. O planejamento governamental inclui apenas profissionais de saúde e pessoas com mais de 60 anos de idade.

Um dia depois, também em nota, o Ministério da Saúde declarou que “os profissionais mencionados pelo Executivo no Plano de Imunizações contra a Covid-19 são técnicos eleitos como convidados” e que sua participação tem um “caráter de opinião”. De acordo com o arquivo, o grupo não tem prerrogativa de definir a versão final do plano.

Em que se baseia o plano?

O documento entregue ao STF, após pressões de partidos, entidades e sociedade civil, prevê 108,3 milhões de doses e imunização de cerca de 51 milhões de pessoas de grupos prioritários. Não há data para o início da campanha de vacinação. De acordo com o Ministério da Saúde, essa decisão só será tomada após a aprovação da vacina. Mesmo assim, o planejamento prevê a imunização dos grupos considerados prioritários no primeiro semestre de 2021.

No último domingo (13), o Supremo Tribunal Federal definiu um prazo de 48 horas para o ministro da Saúde Eduardo Pazuello comunicar as datas de início e término da campanha de vacinação. O magistrado Ricardo Lewandowski convocou o general para esclarecer e detalhar as etapas da imunização.

Fonte: Brasil de Fato

Foto: Vista aérea da área destinada à morte de Covid no cemitério de Manaus. Novembro de 2020. Crédito: Michel Dantas (AFP)

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