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“Lula é o principal preso político do mundo”, diz Noam Chomsky 

Aos 90 anos, Noam Chomsky, o pensador dissidente mais longevo do Ocidente, analisa as novas armas do imperialismo usadas contra Venezuela, Cuba, Irã e Brasil. Em entrevista ao Jacobin Brasil, o intelectual marxista compara Bolsonaro a Mussolini ao recordar da célebre frase escrita por Karl Marx em 18 Brumário.    x

Aos 90 anos, Noam Chomsky é o decano da intelectualidade socialista do Ocidente e autor de mais de cem livros traduzidos em diversas línguas 
 
Aos 90 anos, Noam Chomsky é o decano da intelectualidade socialista do Ocidente e autor de mais de cem livros traduzidos em diversas línguas 
Há 50 anos, Noam Chomsky publicou seu primeiro livro político, O Poder Americano e os Novos Mandarins. Nele, denunciou a crueldade da Guerra do Vietnã e a complacência dos intelectuais com o projeto imperialista. Hoje, aos 90 anos, ele é o decano da intelectualidade socialista do Ocidente e autor de mais de cem livros traduzidos em diversas línguas. É também é professor emérito de linguística no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e leciona na Universidade do Arizona.

A contundência das análises de Noam Chomsky impulsionou suas ideias para além dos círculos acadêmicos, fazendo com que bandas como Rage Against the Machine levassem seus livros às turnês. O cantor e ativista Bono Vox, do U2, chegou a comentar que “se o trabalho de um rebelde é derrubar o velho e preparar o novo, então este é Chomsky, um rebelde sem pausas, o Elvis da Academia… Como o rock’n’roll após os anos 1990 tem sido atado pelas mãos, é irônico que um homem da idade dele tenha o real espírito rebelde”. Suas falas também foram remixadas em músicas da banda grunge Pearl Jam.

Embora seja pop e uma das maiores referências do pensamento anticapitalista, é difícil encontrá-lo publicamente. Nessa passagem quase secreta pelo nosso país, Chomsky concedeu uma entrevista exclusiva à Jacobin Brasil, na qual analisou as novas fases e métodos da guerra imperialista contra Brasil, Cuba, Venezuela e Irã. A entrevista aconteceu na PUC-SP, um dos berços desta jovem e cambaleante democracia brasileira.

JB: Na disputa das últimas eleições entre Haddad e Bolsonaro, testemunhamos novas formas políticas para fabricação de consensos, sobretudo pela maneira como as redes sociais, Whatsapp em destaque, intervieram no processo. Como isso pode ser comparado com o modelo do século passado, com a imprensa de massas, que você analisou tão profundamente em seu livro Consenso Fabricado publicado em 1988? Continuar a ler

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