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“APOCALIPSE NOW”! – V.

Martinho Junior / Luanda, Angola

“Cessem os egoísmos, cessem as hegemonias, cessem a insensibilidade, a irresponsabilidade e o engano. Amanhã será tarde demais para fazer aquilo que devíamos ter feito há muito tempo”

Discurso de Fidel Castro na Conferência da ONU para Meio Ambiente – ECO-92, há 20 anos!

11 – O meridiano que passa sobre a costa oeste do golfo de Sirtre, na Líbia, em direcção à Itália, define sensivelmente o meio do Mediterrâneo, pelo que o Mediterrâneo Oriental fica automaticamente definido.

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“APOCALIPSE NOW”! – IV.

Martinho Junior / Luanda

“Cessem os egoísmos, cessem as hegemonias, cessem a insensibilidade, a irresponsabilidade e o engano. Amanhã será tarde demais para fazer aquilo que devíamos ter feito há muito tempo”

Discurso de Fidel Castro na Conferência da ONU para Meio Ambiente – ECO-92, há 20 anos!

7 – Conforme disse, a situação está a deteriorar-se mais e mais, a um nível que se aproxima aos momentos mais críticos do período da “Guerra Fria”, mas com um grau de imprevisibilidade maior e com potencialidades ainda mais catastróficas… (“Obama eleva as apostas militares: confrontação nas fronteiras com a China e a Rússia” – – James Petras – Pravda – http://port.pravda.ru/science/26-12-2011/32665-obama_confrontacoes-0/).

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“APOCALIPSE NOW”! (II)

Mundo Acopalíptico – criado por Vladimir Manyhuin.

Martinho Júnior / Luanda / 1 de Agosto de 2012

“Cessem os egoísmos, cessem as hegemonias, cessem a insensibilidade, a irresponsabilidade e o engano. Amanhã será tarde demais para fazer aquilo que devimos ter feito há muito tempo”

Discurso de Fidel Castro na Conferência da ONU para Meio Ambiente – ECO-92, há 20 anos!

3 – O beco sem saída está a atingir as sociedades e as instituições das próprias potências capitalistas que têm conduzido todo o processo de desastre conforme à “globalização” (à constituição dum império), começando por minar as suas periferias, mas contaminando pouco a pouco os fulcros mais decisivos: a ditadura do capital torna-se num pesado fardo para os povos e os riscos de colapso, com todas as consequências imprevisíveis, avolumam-se no horizonte, ano após ano.

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“Amanhã será tarde demais para fazer aquilo que devimos ter feito há muito tempo”: Fidel castro Ruz 20 anos atrás.

Discurso de Fidel Castro na Conferência da ONU para Meio Ambiente – ECO-92
Sr. Presidente do Brasil, Fernando Collor de Mello;
Sr. Secretário Geral das Nações Unidas, Butros Ghali;

Excelências:

Uma importante espécie biológica está em perigo de desaparecer devido à rápida, progressiva liquidação de suas condições naturais de vida: o homem. Agora estamos cientes deste problema, quando quase é tarde para impedi-lo.

É preciso salientar que as sociedades de consumo são as principais responsáveis pela atroz destruição do meio ambiente. Elas nasceram das antigas metrópoles coloniais e de políticas imperiais que, pela sua vez, engendraram o atraso e a pobreza que hoje açoitam a imensa maioria da humanidade. Com apenas 20% da população mundial, elas consomem as duas terceiras partes dos metais e as três quartas partes da energia que é produzida no mundo. Envenenaram mares e rios, contaminaram o ar, enfraqueceram e perfuraram a camada de ozônio, saturaram a atmosfera de gases que alteram as condições climáticas com efeitos catastróficos que já começamos a padecer.

As florestas desaparecem, os desertos estendem-se, bilhões de toneladas de terra fértil vão parar ao mar cada ano. Numerosas espécies se extinguem. A pressão populacional e a pobreza conduzem a esforços desesperados para ainda sobreviver à custa da natureza. É impossível culpar disto os países do Terceiro Mundo, colônias ontem, nações exploradas e saqueadas hoje, por uma ordem econômica mundial injusta.

A solução não pode ser impedir o desenvolvimento aos que mais o necessitam. O real é que todo o que contribua atualmente para o subdesenvolvimento e a pobreza constitui uma violação flagrante da ecologia. Dezenas de milhões de homens, mulheres e crianças morrem todos os anos no Terceiro Mundo a conseqüência disto, mais do que em cada uma das duas guerras mundiais. O intercâmbio desigual, o protecionismo e a dívida externa agridem a ecologia e propiciam a destruição do meio ambiente.

Se quisermos salvar a humanidade dessa autodestruição, teremos que fazer uma melhor distribuição das riquezas e das tecnologias disponíveis no planeta. Menos luxo e menos esbanjamento nuns poucos países para que haja menos pobreza e menos fome em grande parte da Terra. Não mais transferências ao Terceiro Mundo de estilos de vida e de hábitos de consumo que arruínam o meio ambiente. Faça-se mais racional a vida humana. Aplique-se uma ordem econômica internacional justa. Utilize-se toda a ciência necessária para um desenvolvimento sustentável sem contaminação. Pague-se a dívida ecológica e não a dívida externa. Desapareça a fome e não o homem.

Quando as supostas ameaças do comunismo têm desaparecido e já não há pretextos para guerras frias, corridas armamentistas e gastos
militares, o que é o que impede dedicar de imediato esses recursos na promoção do desenvolvimento do Terceiro Mundo e combater a ameaça de destruição ecológica do planeta?

Cessem os egoísmos, cessem as hegemonias, cessem a insensibilidade, a irresponsabilidade e o engano. Amanhã será tarde demais para fazer aquilo que devimos ter feito há muito tempo.

Obrigado, Fidel Castro.

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