Posts Tagged With: Espionagem

#NSA espionou sede da #ONU em Nova York (#EUA #espionagem #snowden)

A Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, colocou microfones na sede das Nações Unidas em Nova York, segundo informou, neste domingo o semanário alemão Der Spiegel, citando documentos secretos divulgados pelo ex-trabalhador da agência, Edward Snowden. Continuar a ler

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Estados Unidos podem espionar quase tudo na #internet (#EUA #NSA #espionagem #CIA)

Documentos publicados nesta quarta-feira (31) pelo jornal britânico The Guardian lançaram nova luz sobre como a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) vasculha os dados colhidos em suas ações de espionagem ao redor do mundo e revelam que o órgão é capaz de captar praticamente qualquer coisa que uma pessoa faça na internet. Continuar a ler

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Rede de #espionagem dos #EUA atinge toda a América Latina (#américalatina #NSA #Snowden)

 

Os Estados Unidos têm programas de espionagem em vários países latino-americanos como a Argentina, Colômbia, Equador, México e Venezuela, para coletar informação de temas como energia e petróleo, segundo dados publicados na terça-feira pelo jornal brasileiro O Globo. Continuar a ler

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O império dos drones (2)

O BOSQUE EM FLOR

Artigo de Rui Peralta

As operações especiais

Com cada vez maior frequência as intervenções globais dos USA são executadas pelos grupos de operações especiais sob o comando do Almirante William McRaven. Em torno destes grupos cresce uma indústria florescente e uma mística patrioticamente comercial, bem visível na Conferência das Industrias para as Forças de Operações Especiais, anualmente realizada em Tampa, mas nunca tão frequentada como nos últimos dois anos, tendo na sua última realização a afluência de 8 mil visitantes, incluindo McRaven e Hillary Clinton (que visitou e discursou). É uma indústria muito lucrativa, que atravessa de forma incólume a crise mundial, produzindo armas, acessórios e equipamento para as forças especiais. É um mercado próspero e um excelente investimento. Basta ver que as operações especiais norte-americanas têm um budget de 2 mil milhões de USD por ano para compras de armas, munições, acessórios e equipamentos.

Interessante o breve discurso da dama Clinton nesta Conferência que, no meio dos sorridentes rapazes das operações especiais e sob o olhar atento de McRaven, falou sobre o importante papel destas forças na “diplomacia” (?) norte-americana (será que os diplomatas ianques deixarão de vir de Harvard e passarão a vir do curso de sargentos dos Navy Seal?).

A diplomacia drone

Na sua campanha para a reeleição do mandato presidencial, Obama relembra constantemente às audiências o seu êxito em retirar as forças norte-americanas do Iraque e promete fazer o mesmo no Afeganistão. Mas esta é apenas a ponta visível do icebergue. Por debaixo das águas ficam as guerras secretas realizadas pelas operações especiais.

O presidente Roosevelt durante a II Guerra Mundial transformou os bombardeiros no emblema do american way of war. O presidente Eisenhower desenvolveu a estratégia de Represália Massiva e converteu as bombas nucleares na peça central da política de segurança dos USA. O mesmo passa-se com a administração Obama e o uso das forças de operações especiais. O Comando de Operações Especiais dos USA (USSOCOM) com as suas forças operativas – Boinas Verdes, Rangers, Navy Seals, etc. – chegou ao pináculo da hierarquia militar norte-americana pela mão do prémio Nobel da Paz de 2009, Barack Obama. 

O malogrado presidente Kennedy ofereceu aos Boinas Verdes os seus gorros característicos. Foi um gesto simbólico e decorativo. Mas Obama não se ficou por actos simbólicos. Proveu á comunidade das operações especiais um status privilegiado que lhes outorga a máxima autonomia e um enorme orçamento. É possível que o Congresso exija ao Pentágono que faça alguns modestos cortes orçamentais, mas está impossibilitado de o fazer ao USSOCOM, que obtém o que necessitar e sem muitas perguntas.

O orçamento do USSOCOM quadruplicou desde o 11 de Setembro de 2001, assim como o número de operações. Desde a mesma data duplicaram os quadros e os operacionais, tendo ao seu dispor actualmente 66 mil funcionários. Esta expansão teve início na administração Bush filho, que não teve, no entanto, a habilidade de criar os mecanismos legislativos que permitissem que estas forças assumissem o papel que desempenham actualmente. As operações especiais norte-americanas encontram-se, actualmente, em 120 países, realizando actividades que vão desde o reconhecimento, o contra terrorismo, a ajuda humanitária e a acçäo directa.

A substituição de forças convencionais por forças especiais como instrumento militar do imperialismo denota uma alteração cultura e politica nos USA de profundo alcance. Representa um fosso intransponível entre os militares e a sociedade, que será cada vez mais alargado, quanto mais especializadas forem as forças e secretas as operações. O povo norte-americano perdeu os mecanismos de controlo sobre as suas forças armadas, o que representa um golpe sem precedentes na democracia. Se até aqui as barreiras eram burocráticas e a informação permitia que as barricadas democráticas fossem erguidas sempre que as coisas saiam fora do controlo da soberania popular (caso das guerras do Vietnam e do Iraque), agora o controlo foi completamente abolido.

Acabou a responsabilização. A opinião pública só ficará a saber o que o estado decidir. Foi instaurado aquele que era um dos pesadelos dos pais fundadores dos USA. Este é o início de uma nova fase do imperialismo: A presidência imperial. A partir de agora qualquer presidente dos USA não necessita de prestar contas ao povo sobre a sua política externa, de segurança nacional e de defesa. Quando o presidente Clinton ordenou a intervenção na Bósnia e no Kosovo, ou quando Bush invadiu o Afeganistão e o Iraque, foram ao meios de comunicação social informar o povo e essas guerras foram seguidas pelos media. Tiveram de apresentar os seus planos ao Congresso, que decidiu da sua aprovação e serem supervisionados pelo Senado. Com Obama nada disso é necessário. Nem notificação, nem aprovação, nem supervisão, nem informar o povo. O presidente e seus acólitos ficam com as mãos livres.

A entrega da guerra a operadores especiais, a “especialistas”, rompe um vinculo – sempre ténue – entre a guerra e politica e converte esta em guerra. Recordam-se da guerra global contra o terror que Bush e Blair tentaram vender ao resto do mundo? Pois aqui está ela na versão aperfeiçoada pronta a servir. E Obama nem precisou de a vender…

A contagem das vitimas

Nos primeiros dias da “guerra contra o terrorismo” o general norte-americano Tommy Franks declarou que as suas tropas não faziam contagem de vitimas. O facto dos nomes das vitimas do 11 de Setembro de 2001 terem sido gravados numa pedra, faz com que seja surpreendente que a guerra empreendida em seu nome demonstre pouco interesse pelos mortos. Mais surpreendente é o facto de uma guerra que já fez uma década e que é uma guerra de invasão e ocupação, ainda não tenha produzido qualquer estudo sobre as vitimas directas e indirectas. Os mortos, feridos, desaparecidos e mutilados que não são norte-americanos nem da OTAN não fazem parte da equação imperialista e não entram nos custos da guerra.

Eis que a ONU e algumas ONG começaram, finalmente, a fazer este estudo, apesar de todos os obstáculos e dificuldades. E os números que já foram compilados são demonstrativos dos elevados níveis de destruição das actuais estratégias. Começando pelo Afeganistão, os estudos reunidos sobre a invasão de 2001 concluem que entre 4 a 8 mil civis afegãos morreram em consequência directa das operações militares. Não há dados para 2003 e 2005, mas em 2006 a Human Rights Watch (HRW) registou cerca de mil civis mortos em combates. Por sua vez no período entendido entre 2007 e Julho de 2011 a Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA) contabilizou cerca de 10 mil não combatentes mortos, directa ou indirectamente e já incluída o numero de feridos que morreram em consequência dos ferimentos.

O The Guardian, numa excelente reportagem sobre a guerra no Afeganistão, calcula que pelo menos 20 mil pessoas morreram no primeiro ano de guerra, englobando aqui os mortos devido aos combates, as mortes indirectas, os feridos mortos posteriormente em consequência dos ferimentos, os que morreram pela fome e pelas doenças causadas pela destruição das infraestruturas sanitárias. Por sua vez a Amnistia Internacional (AI), refere que 250 mil pessoas refugiaram-se em países vizinhos, em 2001 e que pelo menos 500 mil estão desalojadas, deambulando pelo país, desde o inicio dos combates.

No Iraque, o projecto Iraq Body Count (IBC) calcula 115 mil civis mortos entre 2003 e Agosto de 2011, mortes provocadas pelos combates. A OMS fala numa cifra de 150 mil civis mortos nos três primeiros anos da ocupação. A revista The Lancet adicionou a estes números da OMS e da IBC os mortos indirectos e calcula 600 mil mortos civis nos primeiros 3 anos. Enquanto isso a Opinion Research Business (ORB) calculava que desde 2007 existiram cerca de 1 milhão de mortes violentas e o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados refere 2 milhões de iraquianos refugiados noutros países e outros 2 milhões de desalojados internos, desde 2007.

Para além destes dois Estados, que se encontram ocupados, após serem invadidos, a “guerra contra o terrorismo” estende-se a vários países, como o Paquistão, Iémen e Somália. É uma guerra em que se emprega drones e forças especiais, CIA e as forças armadas governamentais dos países em causa. Aqui a contagem das vitimas é dificultada pelo segredo das operações e pela sua natureza extrajudicial. A Oficina de Jornalismo de Investigação informa que entre 2004 e 2012 realizaram-se 357 ataques ao Paquistão (sendo mais de 300 os efectuados durante a administração Obama), o que originou a morte de cerca de duas mil e quinhentas pessoas. O Washington Post refere 38 ataques no Iémen, que mataram 241 pessoas. Não há cifras na Somália mas o New York Times confirma a existência de operações desde 2007.

Juntando todas estes dados dispersos a cifra mínima de civis não norte-americanos ou da OTAN supera as 140 mil mortes e a máxima chega facilmente a um milhão de pessoas, o que significa entre 14 mil a 100 mil mortes por ano. Para podermos ter uma dimensão mais exacta destes dados, o numero de civis mortos pelo Blitz nazi sobre a Grã-Bretanha, durante a II Guerra Mundial, foram de 40 mil.

Talvez agora se compreenda porque é que o general Franks não queria contabilizar as vitimas. É que se começarmos a contar perdemos noção de quem é terrorista…

Quando a História torna-se no inimigo

Ao longo do rio Mekong o espectáculo é de desolação. As florestas foram petrificadas, o silencio da morte perdura e a presença humana é constituída por pequenas mutações. No hospital pediátrico Tu Du em Saigão existem filas de garrafas com fetos grotescos. São os efeitos do Agente Laranja, um herbicida desfolhante que as tropas norte-americanas lançaram nas florestas e aldeias do Vietnam.

Em finais de Maio o presidente Obama nega tudo isto – o agente laranja, os massacres, as consequências nocivas da guerra para os combatentes norte-americanos, etc. – pela voz de Hopey Changey e considera que a “participação dos USA na guerra do Vietnam foi (…) um acto de bravura (…) nos anais da história militar (…).” Fica limpa a História. Quando não interessa altera-se e transformam-se derrotas em vitórias.

Pouco tempo depois o New York Times publicou um artigo onde documentava a forma como são selecionadas as vitimas dos ataques drones. Segundo este jornal, a coisa é feita á terça-feira num ritual de morte, em que são visionadas centenas de fotografias e de registos de identificação. Depois os alvos são escolhidos e as operações executadas. Em Las Vegas os operadores sentados frente aos écrans de computador direcionam os drones que chegados às suas posições disparam os Hellfire, que sugam o ar dos pulmões das vitimas e as explodem aos bocados. Curiosamente este revelador e excelente artigo não foi uma fuga de informação ou trabalho de exaustiva investigação. Foi uma operação de relações públicas, onde a administração Obama demonstrava tão seguros os norte-americanos podem ficar, enquanto Obama estiver no poder. A marca Obama é um dos produtos mais solicitados dos últimos tempos. Protector da riqueza, perseguidor dos que dizem verdades, ameaçador de países, propagador de vírus informáticos e agora assassino às terças-feiras.

Enquanto isso as ameaças contra a Síria, coordenadas entre Washington e Londres, atingem novos picos de hipocrisia. O jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung identifica os responsáveis pelo massacre de Houla como sendo os próprios rebeldes, sendo as suas fontes…os rebeldes. Pois…foi uma operação psicológica (psy-ops como se diz na terminologia da especialidade) considerada brilhante e aperfeiçoada em relação às que foram cometidas na Líbia, Iraque e Afeganistão. Mas existem várias psy-ops (algumas implicam limpezas de memória histórica, como a da negação do agente laranja) e de vários níveis. Por exemplo: a promoção de Alastair Campbell, o colaborador de Tony Blair na invasão do Iraque. Nos seus diários, publicados no Guardian, a figura de Blair e dos media liberais mais respeitáveis são colocadas a salvo (mesmo limpando a memoria histórica) fazendo cair as culpas sobre o “demoníaco” Murdoch (como já está queimado…).

É uma realidade virtual esta que nos querem impor. Composta por amnésia histórica, mentira, omissão, transferência de dados e corrupção dos mesmos. Até os significantes e os significados são alterados…Sistemas políticos que prometiam justiça social foram substituídos pelo terror da austeridade. É uma guerra sem tréguas feita á democracia, onde os governos eleitos e sufragados pela soberania popular são manipulados pelos governos invisíveis das elites financeiras e económicas. É a total virtualização da realidade, um mundo psicopata…ou pelo menos querem dar connosco em doidos.

Fontes

Andrew Bacevich; The Short American Century; Harvard University Press.

Tom Engelhardt; America as a Shining Drone Upon a Hillhttp://www.tomdispatch.com

Andrew Bacevich; Unleashed: Globalizing the Global War on Terror; http://www.tomdispatch.co

M. Reza Pirbhai; Body counts; http://www.counterpunch.org

John Pilger; History is the enemy as brilliant psy-ops became the news; http://www.johnpilger.com

http://www.lewrockwell.com

http://www.americanempireproject.com

http://www.rebelion.org

http://www.csmonitor.com

http://latimesblogs.latimes.com

http://www.tampabay.com

http://www.abcactionnews.com

http://resistir.info

The New York Times; 2012/02/19; 2012/05/29

The Nation; 2012/04/22

The Washington Post, 2012/05/03

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Ciberguerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão

Os Estados Unidos e o Israel crearon conjuntamente el complejo vírus informático FLAME (1) para recabar datos com vistas um un cibersabotaje dirigido contra Irão.

O vírus  controlado os computadores dos funcionários iranianos, enviando um fluxo constante de informações a fim de preparar o terreno para uma guerra cibernética. O esforço conjunto da Agência de Segurança Nacional (NSA) norteamericana, a CIA e os representantes militares de Israel, enfoca o uso de software destrutivo, como o vírus Stuxnet para causar falhas no equipamento de enriquecimento de urânio de Irã.

‘Está a preparar o campo de batalha para outra ação secreta’, disse um antigo sênior de U.S. intelligence services ao The Washington Post.

FLAME veio à luz última, após irão detectar uma série de ataques cibernéticos em sua indústria de óleo. O transtorno foi orquestrado por Israel no âmbito de uma operação unilateral que, aparentemente, pegou de surpresa a seu aliado, os Estados Unidos. UU.

De acordo com especialistas, Flame é um dos programas ‘mais sofisticados e subversivos’ projetados para replicar as redes de informação, mesmo de alta segurança e controlar as funções cotidianas de um computador, enviando as informações para seus criadores.

“A maioria dos pesquisadores de segurança não tem habilidades ou recursos para fazer algo como isso,” disse Tom Parker, diretor de tecnologia da Ironsx, uma empresa de segurança especializada em simulação de ataques cibernéticos patrocinado pelo Estado.

Artigo original: RT

Flame  (1) (em português: chama), também conhecido como Flamer, sKyWIper e Skywiper,é um malware modular descoberto em 2012[ e que ataca computadores que executam o sistema operacional Microsoft Windows. O programa vem sendo utilizado para espionagem cibernética em países do Oriente Médio. A sua descoberta foi anunciada em 28 de maio de 2012 pela MAHER (Equipe de Resposta ante Emergências Informáticas do Irã) (CSIRT),Kaspersky Labe CrySyS Lab. da Universidade de Tecnologia e Economia de Budapeste

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Empreiteiros realizam missões de espionagem dos Estados Unidos na África

Quatro aviões de passageiros brancos e pequenos estão esperando lá fora num hangar sob um sol escaldante, não tem narcas por fora dos Estados Unidos, com excepção de números de matrícula pintados nas caudas.

Alguns homens corpulentos com cabelos curtos e óculos de aviador, olham em silêncio em torno das asas e o trem de pouso.
Os planos são turbo hélice Pilatus PC-12, escolhidos pelas forças de operações especiais dos EUA para missões de stealth, precisamente por causa de sua aparência agradável.

Não há nenhuma indicação de que tenham sensores de alta tecnologia ou câmeras que podem atirar em alvos do tamanho de um homem de cerca de dez quilômetros de distância.

Para ocultar ainda mais a missão, as forças armadas dos Estados Unidos deu mais um passo incomum: em grande parte tenha subcontratado a operação de espionagem para empreiteiros privados.

Os contratantes fornecem as aeronaves, bem como os pilotos, mecânicos e outros agentes de inteligência para ajudar a processos eletrônicos coletados do espaço aéreo de Uganda, Congo, sul do Sudão e a República Centro-Africana.

Em outubro, o Presidente Obama enviou cerca de 100 soldados das tropas de elite dos Estados Unidos para a África Central, com a missão de campo de pesquisa para Joseph Kony, o líder de um grupo rebelde ugandense. No entanto, empreiteiros U.S. tem procurado secretamente a Kony do céu muito antes , pelo menos desde o ano de 2009, em um projeto com o nome de areia-Tusker, de acordo com documentos e pessoas que estão familiarizadas com a operação.

A Prática não declarada anteriormente da contração das empresas privadas para espiar em grandes extensões de território africano tem sido uma pedra angular das atividades secretas dos militares dos EUA no continente.

Ao contrário das tropas uniformizadas, vestidos de civis empreiteiros vai mais despercebidos. Mas, devido as disposiões decorrentes dos canais tradicionais, no há praticamente qualquer tipo de controle público ou supervisão. E se algo der errado, o governo dos Estados Unidos e seus parceiros reconhecem que os contratantes são por conta própria.

O comando África dos Estados Unidos da América, que supervisiona as operações militares no continente, se recusou a falar sobre as missões específicas ou suas razões para a recolha de informações.

Em resposta a perguntas escritas feitas pelo Washington Post, o comando disse que os empreiteiros não recebem tratamento especial em caso de acidente. Ao contrário, “recevem a mesma ajuda que qualquer cidadão  americano do governo dos Estados Unidos.”UU. que esteja em perigo.”

 Pilatus PC-12

Fonte: CUBADEBATE

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Realidade Virtual nas mãos erradas (II)

A objectiva realidade virtual

A AMPLA CIDADE

ARTIGO DE RUI PERALTA

Existe uma nova arma no ciberespaço: o Flame. É uma arma inovadora e eficaz. Apodera-se das imagens nos écrans dos computadores e regista o sinal áudio dos ordenadores infectados. Peritos em segurança informática são unanimes em reconhecer que o Flame é o software malicioso mais completo de sempre. O Flame foi descoberto pelos laboratórios Kaspersky, uma empresa de segurança informática, que está na fase inicial de análise do software e que até agora só compreende algumas funções do Flame. Parece que serão necessários alguns anos até que se possa saber o que o programa pode fazer, tal é o seu volume e complexidade.

O que se sabe até ao momento é que o Flame pode propagar-se através de um dispositivo USB, Bluetooth ou outros dispositivos conectados a uma rede. Nas máquinas infectadas o Flame aguarda pela activação de programas determinados, controlar as imagens dos écrans e activar o microfone interno, permitindo registar conversas e interceptar correio eletrónico, chats ou restante tráfico na rede. Pode, ainda, comprimir estes dados, encriptá-los e reemiti-los aos ordenadores que estejam designados como postos de comando e controlo, independentemente da sua posição geográfica.

Alexander Gostev, chefe da equipa de análise e investigação da Kaspersky, considera que o Flame redefine o conceito de guerra e espionagem informática. A Kaspersky afirma que o Flame vive nas redes informáticas há pelo menos dois anos, sendo o Próximo Oriente o foco da sua atenção, embora possa ser encontrado a nível mundial. Segundo os peritos este software só poderia ser criado por um Estado e só existem 5 candidatos com conhecimentos técnicos e práticos para o fazer: USA, Israel, Rússia, China e India.

É um programa incrivelmente sofisticado, com 20 megas, 20 vezes mais volumoso que o Stuxnet, a arma digital que infectou o programa de enriquecimento de uranio do Irão em 2009. Tal como o Stuxnet o Flame foi depositado em milhares de ordenadores do Próximo Oriente, mas ao contrário do Stuxnet, o Flame está programado para evitar a propagação de forma indiscriminada, atacando os seus alvos com precisão. A Symantec, outra empresa de segurança informática, referiu ter detectado o Flame na Áustria, Rússia, Hong Kong e Emiratos Árabes Unidos. Segundo os seus peritos o carácter modular deste software leva a considerar que os seus criadores têm a intenção de manter o projecto durante um largo período de tempo. Além do mais foi observado que o Flame retira-se por si dos bancos de dados depois de controlados, como se deixassem de ter interesse, mantendo-se noutros. Propaga-se sem necessidade de intervenção humana, criando canais clandestinos e desactivando-os, sem qualquer intervenção que não seja a da sua prévia programação. Para a Symantec o Flame permite aos seus autores modificarem a funcionalidade e a conduta de um elemento, sem terem com que se preocupar com a adaptação.

O Flame foi descoberto pelos laboratórios Kaspersky, quando estes faziam averiguações na Ásia Ocidental, a pedido da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Por sua vez a CrySysLab, empresa assessora da UIT, com sede na Universidade de Tecnologia e Economia de Budapeste, Hungria, publicou um relatório em que suporta a hipótese de que o Flame foi desenvolvido por um organismo governamental, atendendo á sua complexidade e forma de actuação. Considera-o um aperfeiçoamento sofisticadíssimo do Stuxnet e do Duqu, outro célebre software malicioso, que segundo os peritos foi desenvolvido pela mesma equipa do Stuxnet.

No entanto a ONU iniciou investigações sobre o Flame e pelo que parece aponta o dedo á Agencia Nacional de Segurança (NSA) norte-americana, pelo menos se forem observados os pedidos de inquérito e as chamadas á Comissão Internacional de inquérito feitas a especialistas da NSA, cujo nome já estava ligado ao Stuxnet e ao Duqu. O chefe da equipa de segurança informática e combate á ciberespionagem da ONU, Marco Obiso, considera que, apesar da actual fase de investigação ser ainda indefinida, os dados recolhidos até agora pela sua equipa e pela UIT, Symantec e Kaspersky (que estão a fornecer dados á ONU, inseridas que foram na investigação internacional em curso) implicam de alguma forma a NSA e o governo norte-americano.

Também este é o parecer de Roger Cressey, actualmente um especialista independente, mas que foi o chefe do staff da Equipa de Protecção às Infraestruturas Presidenciais Criticas, durante a presidência de George W. Bush, que afirmou recentemente que apenas os USA têm capacidade para desenvolver tal software, talvez com algum apetrechamento israelita e indiano, mas que nem a Rússia, China, India ou Israel, sozinhos, conseguiriam desenvolver esta arma.

As suspeitas sobre os USA agravaram-se depois do New York Times ter publicado um trabalho do seu correspondente David Sanger, que forneceu provas confirmativas que o Stuxnet foi usado pela administração Obama no ataque cibernético ao projecto nuclear do Irão. A operação secreta foi denominada Jogos Olímpicos e que foram realizados vários ataques cibernéticos á central iraniana de Natanz. O último ataque deixou 5 mil centrifugadoras para o enriquecimento de uranio fora de serviço. O Irão minimizou os estragos, oficialmente, embora tenha reconhecido que foi vítima de uma ataque cibernético. O que é um facto é que na central de Natanz a Siemens continua a substituir as centrifugadoras a reequipar a unidade. O Stuxnet foi criado ainda durante a administração Bush, mas o seu desenvolvimento só foi completado durante a actual administração.

Bom, vou interromper aqui o tema, para dar continuidade ao tal pergaminho que descobri dentro de uma garrafa que encontrei na praia, intitulado “Ausência”. A segunda folha estava assim:

“É bom despertar de um sono profundo, ter um sonho para contar ao mundo. É bom sentir teu corpo nu, sensual e a tua alma despir num beijo matinal. Ter um sonho para contar ao mundo…É bom… Luther King teve um sonho, JFK teve um sonho, Malcom X teve um sonho (e muitos pesadelos) até o Estaline, Papá dos povos, sonhava e o Adolfo e o Mussolini, Franco, Salazar, Pinochet, Mugabe, todos sonham.

Mas acordar sozinho, não estar lá o corpo com que sonhámos, os beijos com que nos deliciámos…Sonhos de pele e carne sempre deliciosos mas dolorosos despertares…O outro não está… Então levantamo-nos e urinamos longamente. Passamos água pelos olhos e se fumarmos fumamos um cigarro. E se a maré estiver cheia, ficamos por ali, fumando, a apreciar o verde da outra margem e o verde circundante, as flores, os sons do rio, do mar do outro lado da foz… Sentirmos o rio a passar… Respirar fundo e beber café. Olhar o rio mergulhando nele com pensamentos e recordar bons momentos.

Parou de escrever e mergulhou o olhar no rio, ficando absorto nos seus pensamentos durante longos momentos. Gostava daquela esplanada, junto ao rio, no meio de um verde luxuriante, relaxante. Bebeu mais um café e continuou a escrever.”

Interessante este pergaminho. Mas vou voltar ao tema de hoje. As redes de espionagem já não são aquilo que foram. Da fatalmente sedutora Mata Hari (Margaretha Geertruida Zelle), até ao pedido de extradição de Julian Assange (WikiLeaks), passou um século. A sedução deixou de ser uma arma eficaz para roubar informação e passou a ser uma estratégia de encarceramento de periodistas incómodos.

Surgiu recentemente no FBI uma unidade que intercepta comunicações on line, inclusive as conversações realizadas por sistema de voz IP, tipo Skype, por exemplo. A unidade denomina-se Domestic Communications Assistance Center (DCAC) e vigia mensagens consideradas suspeitas. Por outro lado a NSA desenvolveu um sistema de vigilância que obedece a palavras determinadas (terrorismo, comunismo, fundamentalismo) e suas variantes, utilizadas nas redes, nos correios eletrónicos, telemóveis e sistemas de voz.

No fundo estamos em presença de uma guerra pluridimensional que começa entre a nossa liberdade como indivíduos versus o Controlo dos estados, que engloba os nossos direitos colectivos contra as forças que nos querem explorar e que pretende sujeitar as nações que habitamos a uma pretensa Nova Ordem Internacional. É este o significado da nova guerra no ciberespaço: um combate pela individualidade, uma guerra de classes e uma luta pela soberania. Só nos resta combater, resistir e vencer. Na Terra, no Mar, no Céu, no Espaço Sideral, no Ciberespaço, seja onde for, em qualquer ponto do espaço e do tempo, cientes da continuidade da luta e armados com a certeza da vitória. Sempre!

 

Fontes

Mark Clayton; Beyond Stuxnet. Massively complex Flame malware upsante for cyberwar.http://www.csmonitor.com

http://www.rebelion.org

http://www.lewrockwell.com

Miguel Jorge; Obama ordeno el ataque de Stuxnet contra Iran http://alt1040.com

Agenda Digital; La seguridad en Internet. Ciberespionaje, libertad y control.www.agendadigital.telam.com.ar

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Realidade Virtual nas mãos erradas (I)

“Washington constrói uma central gigante para ciberguerra”

A Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, “em secreto” cosntrui no Estado de Utah, uma planta com sofisticada tecnologia para monitorar a Internet e outros meios de comunicação. 

Em uma comunidade pequena e sonolenta de West Estados Unidos, onde a maioria dos seus habitantes são mórmons, a comunidade de inteligência está levantando o centro de espionagem maior que o mundo já conheceu até agora.

A cidade, Bulffdale, escolhida para o enclave possui 7.000 habitantes.

 “O Ciberespaço tornou-se um novo campo de batalha. Ele adquiriu uma importância semelhante aos outros, terra, mar, ar e espaço. Claramente temos de defendê-lo e fazelo operativo” Carroll f. Pollett, director da Agência de Defesa, Sistemas de Informação (DISA).

No jargão militar, o ciberespaço é chamado “quinto campo de batalha”. O centro vai abrigar a mais recente tecnologia projetada para interceptar, armazenar, decodificar e analisar a complexa rede de comunicações do globo. O segredo construtivo veio à luz por uma investigação do jornalista James Bamford, especialista em inteligência, de Threat Level.

A Agência Nacional para a segurança dos Estados Unidos Estados Unidos especializada em comunicações e criptoanálise, tem por mais de três décadas de espionagem a controversa rede Echelon, baseada em satélites ao redor do planeta. A monstruosidade custou quase US $ 2 bilhões e esperado este concluída em 2013.

A Central tomará informações coletadas por satélites – particularmente a rede Echelon-dados das agências no exterior e de comunicações interceptadas em observatórios do mundo, para, em seguida, depurar, analisar e determinar o que seja relevante para a NSA com sede em Maryland. O projeto tem suas origens numa iniciativa que empurrou para o NSA durante o governo de George w. Bush, após 11/S, que ficou conhecido como “Vento estelar”

Esta actividade de espionagem foi tão controversa e perigosa para os próprios americanos que o Parlamento  acabou cancelando-la naquele momento.

Além dos controles para manter a segurança interna, os serviços de inteligência norteamericanos agora apontam para acabar com os contínuos Cyber ataques chinêses que sofreram agências do governo e empresas, militares e comerciais.

Hoje, nesta grande guerra tecnológica implantada pelas potências, onde o roubo industrial tornou-se um feito diário os grandes inimigos  para EE.UU.  são a China e a Rússia e em menor medida, Coreia do Norte e Irã.

Para os  especialistas, la batalha no  ciberespacio esta numa nova e perigrosa  fase, onde o desenvolvimento tecnológico vai ser fonte de  fuente de poder e control.

“Estamos a uma pequenha distancia do total Estado”, disse o ex integrante da  NSA William Binney. E as suas palavras fazem-nos pensar em que  não comprendemos em tempo o que naquele momento disse  Ray Bradbury: “Não prtendo descrever o futuro; tento preverlo”.

Fonte: Aucaencayohueso

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