Posts Tagged With: Intervenção na Siria

Entrevista a Bashar Al-Assad, Presidente da Síria / Video de Actualidad RT

Em uma entrevista exclusiva com a RT, Bashar al Assad, presidente da Síria, falou sobre o papel desestabilizador que desempenha no conflito sírio  Ocidente,revela por que razão alguns países estão com medo de declarar o seu apoio ao Governo, em que condições pode alcançar a paz e o que deve acontecer no caso de uma intervenção externa.

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A Síria defende-se da agressão imperialista

Resisitir.info

NOVA YORK – Durante os últimos 19 meses de guerra civil caótica na Síria, com rebeldes da oposição armados pelos EUA, pela NATO e pelas monarquias do Golfo através da Turquia, já alguma vez ouviu representantes do governo sírio a defenderem a posição do seu governo a respeito do combate no seu país?

Se vive nos EUA imperialista ou na Europa, a sua resposta provavelmente é “nunca”. Por que? As estações da televisão síria estão proibidas por sanções e as televisões de propriedade corporativa dificilmente alguma vez oferecem declarações do “inimigo”. Mesmo em outros países de língua árabe, a posição síria tem sido abafada pela propaganda anti-síria do Qatar e da Arábia Saudita.

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Os países do Golfo não são o cérebro do que está acontecendo, são simplesmente ferramentas.

Ao participar no décimo nono período extraordinário de sessões do Conselho dos Direitos Humanos na ONU,  intitulada “deterioração da situação dos direitos humanos na República Árabe da Síria e o recente massacre em Houlah” o representante de Cuba em Genebra Rododolfo Reyes alertou: “Uma guerra civil na Síria ou uma intervenção externa pode tornar-se numa maior destruição, seria multiplicar as mortes e teriam graves consequências para os povos do Médio Oriente” disse Reyes.

Cuba manifestou a sua solidariedade para com as vítimas e suas famílias nos factos do al-Houlah, no entanto, acrescentou, que o mais elementar sentido de justiça deve evitar responsabilidades que lhe foram atribuídas com base em meras alegações das partes interessadas para promover a desestabilização e intervenção militar estrangeira na Síria.

Reyes lembrou que os países da NATO consagram recursos consideráveis sobre o financiamento e armam uma oposição para validar seus anseios de uma mudança de governo no país.

Expressou sua preocupação para os chamados aqueles que apostam no uso da força, a violência e a intervenção militar estrangeira na Síria e constatou que há necessidade de um maior diálogo e uma verdadeira disponibilidade para negociar.

“É, por conseguinte, a nossa posição firme que a investigação sobre o massacre de al-Houlah tem de ser sério, credível, transparente e imparcial, e não deve ser maculada por motivações políticas. Esta será a única maneira de ser conhecido a verdade”, disse ele.

Infelizmente, a violência na Síria cresce e o recente massacre em Houla é uma prova dramática do presente. O Ocidente insiste por detrás de todos estes factos estão  as forças de Bashar Al Assad. No entanto, a informação oficial de Damasco revelam que os culpados são os grupos armados de oposição, que recebem apoio de fora do país.
Precisamente Arábia Saudita, Catar e juntamente com alguns outros países do Golfo Pérsico, introduzem armas na Síria por multimilionárias quantidades de dinheiro  . Enquanto na U. S. Estados dizem que vendem na região apenas o equipamento para trabalho de inteligência e dispositivos de comando e controle que não considerados perigosos.

Um primeir inquérito feito na presença dos observadores da ONU no-Houlah por uma comissão especial do governo sírio, divulgada na véspera, revelou que o hediondo massacre na pequena vila rural da província centrald Homs foi cometido por um grande grupo armado terrorista envolvendo mercenários estrangeiros e são apoiados por fora

O professor de Direito  Internacional da  Universidade de GeorgetownDauod Khairallah,

Explicando os verdadeiros motivos para a posição de Washington no conflito Sírio , ele observa que os Estados Unidos  pretendem alterar o papel de Síria na região. Assim, por exemplo, salienta que “o regime sírio tem um papel importante no apoio à resistência palestiniana e isso não é algo que posa gostar a Israel, e os EUA  nunca iria dizer não aos desejos de Israel. Porque eles pensam: ‘se não podemos alterarmos o rol  da Síria, então vamos destruir-la  para que não têm nenhuma rol”,  e resume:

“Os países do Golfo não são o cérebro do que está acontecendo, são simplesmente ferramentas. O cérebro podemos encontrar em nos Estados Unidos , Israel e alguns outros países”

Artigo elaborado com informções de Cubadebate, Cubainformacion.

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Teerão via Damasco

Artigo de Rui Fernando Peralta Reis 

Torna-se por demasiado evidente a fantochada trágica que desenrola-se na Síria. Tentar apresentar como combatentes da liberdade os grupos de mercenários, treinados e apoiados no estrangeiro, que conduzem uma violenta e sanguinária tomada de poder é de facto um malabarismo propagandístico á altura das técnicas de propaganda do senhor Goebles, durante a ascensão nazi, ou dos truques de ilusionismo do senhor Estaline, que apagava da Historia quem e o que não lhe interessava que lá estivesse.

Tal como é um autentico espectáculo circense de segunda a hipócrita indignação da euro-nomenklatura, expressa nos palacetes e luxuoso centros de conferencia das ilhotas artificiais dos estados do golfo e nos mais importantes órgãos de comunicação social multinacionais (agora diz-se globalizadores), sobre a forma como os cidadãos sírios morrem a protestar contra a injustiça, escondendo o facto de que estes cidadãos são de facto barbaramente assassinados mas pelos bandos armados dos apelidados “defensores da liberdade e da democracia”.

 O modus operandi

 O último referendo, realizado sob a pressão e a ameaça á soberania popular e nacional síria, foi um exemplo de resistência. Milhões de cidadãos sírios referendaram a nova Constituição e legitimaram os esforços de consenso, desafiando o boicote imposto pelos bandos terroristas e pelo imperialismo e seus agentes da Liga Árabe. Este referendo revelou a vontade do povo sírio numa solução pacífica e constitucional, própria de um estado democrático.

 O Conselho Nacional Sírio apoiado pela OTAN e o Exercito Livre Sírio, armado pelos turcos e Estados do Golfo, recusam a solução pacífica indicada pelo povo sírio, tal como rejeitam os apelos para o diálogo e negociações apresentados pela Rússia e China. A OTAN, os sionistas e os autocratas do golfo optaram pela mudança de regime, de forma violenta, imposta que já provocou a morte de milhares de cidadãos sírios.

 As sanções económicas arruínam a economia e desestabilizam a sociedade síria, originando o caos e o empobrecimento, esperando que com as situações criadas por estas medidas o povo sírio baixe os braços e deixe de apoiar o Presidente Assad e o governo legítimo.

A Santíssima Trindade

Armas, treino e dinheiro não faltam neste assalto á soberania nacional e popular da Síria. Com a lição bem ensinada, com solidas bases teóricas e experimentadas desde a Alemanha nazi e da Rússia estalinista, aos últimos cenários de invasão e encenação no seculo XXI, passando pela escola de Pinochet e dos regimes militares sul-americanos, a encenação montada para demonizar o Estado Sírio e o seu legítimo governo tem como objectivo impor um regime fantoche, agenciado, que fortaleça o controlo das oligarquias financeiras ocidentais no Medio Oriente.

 Esta enorme e luxuriosa campanha contra o povo Sírio e o Presidente Assad, está inserida na operação de controlo dos movimentos pró democracia e governos independentes, muitas vezes legitimados pela soberania popular, ou dela dependentes, desde a Africa Ocidental ao Golfo Pérsico. Veja-se o exemplo do Egipto. A resposta da nomenklatura financeira do Ocidente ao movimento democrático e popular que derrubou o regime agenciado de Mubarak foi apoiar a ascensão ao poder da Junta Militar. Perante os movimentos democráticos de massas nos estados autocráticos do Bahrain, EAU, Iémen, Arabia Saudita e Koweit, sócios dos oligarcas ocidentais, a nomenklatura politico-financeira ajuda esses regimes ditatoriais a esmagarem os respectivos levantamentos nacionais.

 A implantação da barbárie, que foi testada no Iraque, destruindo por completo as infraestruturas deste país e levando-o a um recuo da sua capacidade económica nacional sendo o cenário testado na Líbia, através da utilização de bandos mercenários armados e “cirurgicamente” apoiados pela forças da OTAN, destruindo a economia e a sociedade Líbia, mutilando, aprisionando, torturando e eliminando, numa operação sistemática de aniquilação, os apoiantes e menos apoiantes de Kadhafi e os funcionários civis do governo líbio    , é o “caminho libertador” que os oligarcas e os sheiks e emires do golfo autocrático deixam aos povos           que se recusam em seguir as ordens dos novos senhores.

 Este é o modelo que a Santíssima Trindade dos autocratas do Golfo, a OTAN e os sionistas querem impor ao povo Sírio. Criar condições para um levantamento dos fundamentalistas islâmicos (a vertente islâmica do fascismo na europa dos anos 30 e 40 do seculo passado) treinados pelos mercenários, financeira e logisticamente suportados pela OTAN e pelas ditaduras do golfo.

 Objectivo Teerão

 O objectivo da OTAN é chegar a Teerão, via Damasco. Não porque esse seja o caminho mais curto, mas porque a Síria é o principal aliado do Irão no Medio Oriente. Por isso há que destruir a Síria. Os estados autocráticos do Golfo por sua vez querem instaurar uma ditadura teocrática, dócil ao Ocidente. Os turcos pretendem fazer da Síria um protectorado de Ancara. A Al Qaeda pretende impor um regime teocrático sunita, expulsando os alauitas e os cristãos e dominar os xiitas, Por fim Israel pretende uma Síria dividida e enfraquecida, forma de assegurar o seu domínio na região.

 No curto prazo isolar o Irão e depois de isolado desferir o golpe final e estender a barbárie do petróleo, do gás e das matérias-primas. O Homem, esse alien indígena não pertence a esse mundo…Nem ao outro.

Artigo em relação:

Da Síria e do desespero, por Rui Fernando Peralta Reis  em Pagina Global http://paginaglobal.blogspot.com/2012/05/ampla-cidade_26.html

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