Posts Tagged With: UNASUR

Receita feita nos EUA para mudanças políticas na América Latina

Nos últimos anos, os ideólogos ianques executam uma receita para provocar mudanças políticas nos países com governos de esquerda, levados ao poder por meio de eleições populares.

Brasil experimentou campanhas de mídia com informações falsas para formar uma matriz de opinião negativa contra a presidente Dilma Rousseff, juntamente com o recrutamento e compra de deputados e juízes para tirá-la da presidência sem um teste legal. A receita funcionou e, portanto, poderia subir ao verdadeiro servo corrupto, mas leal dos Estados Unidos, Michel Temer, que conseguiu iniciar rapidamente o desmantelamento de benefícios sociais para as pessoas que, desde a presidência de Luis Ignacio Lula, tinham sido estabelecidos. Continuar a ler

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Unasur: a traição de baixar as bandeiras

UNASUR

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Quando a 23 maio de 2008 os líderes dos 12 países sul-americanos deram o passo integracionista plausível de criação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), ar limpo de impurezas e traições, olhou-enfim atender os anseios de Bolívar, San Martín e Martí, entre muitos outros, e caminham em direção ao essencial: a união. Continuar a ler

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O RESGATE DOS MONANGAMBAS – I.

Obra do jovem pintor haitiano Jean Walgens Pierre Jean, que faz parte do grupo “Folie ouverte” (que se inspira na reconstrução nacional), exposta no Museu do Panteão Nacional em Porto Príncipe.

Monangamba

Naquela roça que não tem chuva
é o suor do meu rosto que rega as plantações;

Naquela roça grande tem café maduro
e aquele vermelho-cereja
são gotas do meu sangue feitas seiva.

O café vai ser torrado,
pisado, torturado,
vai ficar negro, negro da cor do contratado!

Negro da cor do contratado!

Perguntem às aves que cantam,
aos regatos de alegre serpentear
e ao vento forte do sertão:

Quem se levanta cedo? quem vai à tonga?
Quem trás pela estrada longa
a tipóia ou o cacho de déndén?
Quem capina e em paga recebe desdém
fubá podre, peixe podre,
panos ruins, cinqüenta angolares
porrada se refilares?

Quem?

Quem faz o milho crescer
e os laranjais florescer
— Quem?

Quem dá dinheiro para o patrão comprar
máquinas, carros, senhoras
e cabeças de pretos para os motores?

Quem faz o branco prosperar,
ter a barriga grande — ter dinheiro?
— Quem?

E as aves que cantam,
os regatos de alegre serpentear
e o vento forte do sertão
responderão:
— Monangambéée…

Ah! Deixem-me ao menos subir às palmeiras
Deixem-me beber maruvo, maruvo
e esquecer diluído nas minhas bebedeiras
— Monangambéée…

 

Poema de António Jacinto, musicado e cantado por Rui Mingas.

 Martinho Júnior / Luanda / 18 de Julho de 2012. 

1 – Na década de 70, em especial durante o parto sangrento da independência de Angola, o poema de António Jacinto, musicado e cantado pelo trovador Rui Mingas, ressoava em todas as mentes e corações que haviam embarcado na saga da luta de libertação em Angola.

O seu trovão sobrepunha-se ao troar dos canhões e enchia o éter, numa época grávida das mais contraditórias emoções.

Era como um grito misto de renúncia e de esperança, um segundo hino com identidade nacional, forte na sua expressão e pleno de energia, que interiorizado por tantos, impelia aqueles que seguraram as armas a partir para os campos de batalha da pátria nascente.

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