Ministro da Casa Civil autorizado por Bolsonaro a iniciar transição.

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JA Online

O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou hoje ter recebido autorização por parte do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, para iniciar o processo de transição da presidência.

© Fotografia por: Arthur Menescal/Bloomberg via Getty Images

“O Presidente Jair Bolsonaro me autorizou. Quando for provocado, com base na lei, nós iniciaremos o processo de transição”, disse Ciro Nogueira, no Palácio da Alvorada, depois de Jair Bolsonaro ter pedido aos apoiantes que parassem as manifestações, num discurso em que não cumprimentou Lula da Silva, vencedor das eleições de domingo.

“A presidente do PT [Partido dos Trabalhadores], segundo ela em nome do presidente Lula, disse que na quinta-feira será formalizado o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin. Aguardaremos que isso seja formalizado para cumprir a lei do nosso país”, concluiu Ciro Nogueira.

UE felicita Lula e solidez das instituições e democracia brasileiras

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A União Europeia felicitou hoje o novo Presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e considerou que as eleições deste domingo, “pacíficas e bem organizadas”, demonstraram “a solidez das instituições brasileiras e da sua democracia”.

© Fotografia por: DR | Arquivo

“A União Europeia elogia em particular o Tribunal Eleitoral pela forma eficaz e transparente como conduziu o seu mandato constitucional ao longo de todas as fases do processo eleitoral, demonstrando mais uma vez a solidez das instituições brasileiras e da sua democracia”, lê-se numa declaração escrita do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, divulgada após ser declarada a vitória de Lula da Silva nas presidenciais brasileiras deste domingo.

Lula da Silva é o novo Presidente do Brasil

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Bernardino Manje | Em Brasília

Com 99,45% das urnas escrutinadas até ao momento, o candidato do PT, Lula da Silva, foi eleito este domingo o novo Presidente do Brasil, com 50,87% dos votos, contra 49,13 de Jair Bolsonaro.

© Fotografia por: DR | Arquivo

Onze anos depois, Lula da Silva volta ao Palácio do Planalto como Chefe de Estado, devendo iniciar o mandato no dia 1 de Janeiro de 2023.

Por outro lado, Jair Bolsonaro entra para a história do Brasil como o Presidente da República que não consegue a reeleição. 

PERFIL DE LULA DA SILVA 

Luiz Inácio Lula da Silva tem 76 anos e foi Presidente do Brasil entre 2003 e 2011. Foi a sexta vez que se candidatou à Presidência.

A história de Lula da Silva começa numa das zonas mais pobres de Pernambuco. É o sétimo de oito filhos e deslocou-se para o litoral de São Paulo, onde vendia laranjas no cais, enquanto aprendia a ler, contra a vontade do pai. Conseguiu matricular-se aos 15 anos no ensino profissional.

Em 1964, ano em que se instituiu a ditadura militar, teve um acidente de trabalho em que perdeu um dedo, logo seguido de outra tragédia: a morte da mulher, no hospital. Ela estava grávida de 8 meses.

Politizado, Lula filiou-se no Sindicato dos Metalúrgicos, que veio a dirigir num clima de greves gerais e desobediência civil.

Preso, destituído do cargo e perseguido pela justiça brasileira, nasceu assim em Luiz Inácio Lula da Silva uma carreira política, com a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1989.

Concorreu pela primeira vez às primeiras eleições presidenciais, após o regresso da democracia. Perdeu e ainda viria a perder por mais duas vezes, para Fernando Henrique Cardoso, o homem que, em 2003, lhe entregou, finalmente, a faixa presidencial.

A história de Lula da Silva é de conquistas e derrotas, mas é o homem que muitos consideram ter tirado o Brasil da miséria nos anos em que chegou e saiu do cargo com uma popularidade de 80 por cento.

A maior descida foi no processo Lava Jato, que ainda lhe mancha a reputação.

As suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro arrastaram Lula da Silva para um longo processo judicial e impediram-no de se candidatar às eleições em 2018.

Sérgio Moro, que mais tarde foi nomeado ministro da Justiça, por Jair Bolsonaro, condenou Lula da Silva a 12 anos de prisão.

Lula entregou-se às autoridades, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, mas ficou preso durante um ano e meio.

O Supremo Tribunal Federal decidiu que a detenção era inconstitucional, anulou a pena e considerou que o juiz Sérgio Moro agiu com parcialidade. Assim, Lula da Silva recuperou os direitos políticos que lhe permititram candidatar-se à Presdiência este ano.

Os dois mandatos de Lula da Silva (entre 2003 e 2011) ficaram marcados por programas sociais como a “Bolsa Família” ou a “Fome zero”, que retiraram da pobreza mais de 30 milhões de brasileiros, mas também pelo compromisso com as grandes empresas.

Triplicou o Produto Interno Bruto (PIB) per capita e colocou o Brasil nos BRIC das potências emergentes de um futuro, que tem tardado a concretizar-se. O homem está de volta e a expectativa é que faça melhor do que já fez.

Lula e a desafiante situação brasileira. Por Ángel Guerra Cabrera.

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 LA PUPILA INSOMNE

A segunda volta das eleições brasileiras de 2 de Outubro é provavelmente o confronto eleitoral mais importante e amargo nas Américas desde a eleição de Hugo Chávez em 1998. Esta eleição vai mais longe do que decidir quem irá governar o gigante sul-americano durante os próximos cinco anos, a maior, mais populosa e mais importante economia da nossa região, oitava no mundo em termos de PIB. Nem só decidirá quem irá governar o país entre neoliberalismo e anti-neoliberalismo, porque no Brasil a primeira coisa em jogo é a defesa e reconquista dos direitos democráticos básicos, já muito diminuídos pelos direitos sociais e laborais de Temer e Bolsonaro, que o ex-militar ameaça derrubar juntamente com os políticos, a fim de satisfazer os empresários que o apoiam. Esta eleição também tem a ver – quanto – se o golpe de morte será dado ao que resta da floresta amazónica, os pulmões de oxigénio do planeta, como é o objectivo dos parceiros da capital do agronegócio Bolsonaro. É, ao mesmo tempo, um episódio chave na disputa pela nossa América entre as forças democráticas e progressistas, que lutam pela soberania nacional, a multipolaridade, a luta contra a desigualdade e a fome, e aqueles que defendem a entrega de tudo ao mercado e ao capital financeiro.

Lula foi autorizado a concorrer às eleições quando o Supremo Tribunal do Brasil o absolveu das falsas acusações apresentadas contra ele pelo juiz venal Sergio Moro e pelo seu procurador amigo Deltan Dallagnol. Mas isto não podia apagar a imagem do desempenho governamental corrupto do Lulismo no governo que tinha sido instalado em amplas camadas da população pela enorme campanha de mentiras desencadeada pelos meios de comunicação hegemónicos brasileiros e internacionais. Combinado com o avanço político do bolonarismo, Lula teve de criar uma grande coligação que inclui importantes sectores do centro-direita que anteriormente se lhe opunham, mas também os seus tradicionais aliados do centro-esquerda e os movimentos sociais mais combativos do Brasil, como fórmula para assegurar uma vitória convincente face à grave ameaça antidemocrática colocada pelo bolonarismo.

Moro e Dallkagnol fazem parte do programa do Departamento de Estado norte-americano, sob o pretexto de combater a corrupção, para implementar a lei na nossa região contra candidatos ou funcionários que defendem propostas contrárias ao neoliberalismo e a favor de causas populares, com o objectivo de os liquidar politicamente, uma espécie de morte civil. Tudo isto em perfeita articulação com o trabalho de desinformação e difamação da esmagadora rede de meios hegemónicos e novas estruturas de rede digital ao serviço do império. A lei também foi aplicada contra os ex-presidentes Manuel Zelaya, Fernando Lugo, Cristina Fernández, Rafael Correa, Evo Morales e vários dos seus seguidores. Foi também o instrumento utilizado para realizar o golpe de Estado contra Dilma Rousseff e para desqualificar Lula como candidato presidencial quando ele estava à frente em todas as sondagens, abrindo assim o caminho para Bolsonaro.

Embora a emergência de Bolsonaro na arena política após décadas de desempenho cinzento e corrupto como congressista não se deva apenas a isso, ele removeu o formidável obstáculo que Lula tinha colocado no seu caminho. Sabemos agora que dois anos antes o ex-capitão tinha recebido luz verde do então comandante-chefe do exército, General Villas Boas, para concorrer à presidência. Ao mesmo tempo, é evidente que a crise das políticas neoliberais e o sucesso das políticas progressistas e redistributivas do PT tinham esgotado a hegemonia da elite brasileira, que precisava de um “outsider” como Bolsonaro: uma espécie de luz política, pouco iluminada, mas com um carisma inquestionável, vivacidade e capacidade de ligação a grandes sectores da sociedade brasileira caracterizados pela sua ignorância, obscurantismo e fanatismo religioso, ou pelas suas ligações ao crime organizado – como as famosas milícias -, ou com oficiais militares reformados cheios de ambições de poder e enriquecimento. Cerca de 6.000 destes foram dispersos por Bolsonaro por toda a administração pública, outro problema com o qual Lula teria de lidar.

Lula continua a travar uma luta heróica no caminho para o segundo round, face a forças muito difíceis e obstáculos a ultrapassar. Uma delas é como ele governaria com um bolonarista e uma maioria de direita no Congresso, que até tem os votos para o impugnar. A sua campanha tem sido de tal forma maciça que parece colocá-lo directamente no caminho para o Palácio de Alborada. Embora após os erros das sondagens na primeira volta, a vantagem de 5 pontos que agora lhe dão deixa espaço para dúvidas. Mais uma vez prefiro confiar no optimismo da vontade do que no pessimismo da razão.

Bolsonaro deve ser multado por desacreditar o sistema eleitoral.

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teleSUR

O Ministério Público Eleitoral pediu na quarta-feira para multar o actual presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, por ataques e declarações contra o sistema eleitoral e fazer avançar a propaganda antes das eleições presidenciais de Outubro próximo.

A 18 de Julho, o presidente brasileiro expressou as suas suspeitas sobre as urnas electrónicas e o processo eleitoral a um grupo de embaixadores e diplomatas na residência presidencial.

A 18 de Julho, o presidente brasileiro expressou as suas suspeitas sobre as urnas electrónicas e o processo eleitoral a um grupo de embaixadores. | Foto: @eixopolitico

As acusações de Bolsonaro sobre o sistema eleitoral foram negadas pelas autoridades eleitorais do país sul-americano.

Em resposta às observações do presidente brasileiro, o Ministério Público Eleitoral pediu ao Supremo Tribunal Eleitoral para multar Jair Bolsonaro e remover os vídeos nas redes sociais que mostram fragmentos do seu discurso aos embaixadores.

Segundo o procurador-geral adjunto eleitoral, Paulo Gonet, por Bolsonaro atacando o sistema de votação e posicionando-se como vítima, acabou, na prática, por pedir votos a seu favor.

“Certamente, o que aconteceu foi a revelação de hipóteses de propaganda inaceitáveis, tanto no próprio período como de antemão”, disse Gonet.

O órgão eleitoral assinalou igualmente que o encontro entre Bolsonaro e os diplomatas foi transmitido na televisão e na Internet e chegou ao público votante nas eleições de 2 de Outubro.

Anteriormente, os legisladores da oposição pediram ao STF para investigar Jair Bolsonaro, a quem acusam de cometer um crime de responsabilidade, um crime contra o Estado democrático, transgressão eleitoral, impropriedade administrativa e incitamento às forças armadas contra o TSE.

Os media brasileiros garantiram que Jair Bolsonaro não aceitaria o resultado eleitoral se fosse derrotado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo que procuraria mobilizar os seus apoiantes para tentar repetir no Brasil a invasão do Capitólio nos EUA por seguidores do ex-presidente norte-americano Donald Trump a 6 de Janeiro do ano passado.

O apoiante bolonaro assassinou um líder do partido de Lula.

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fotografia tirada da internet

Um polícia matou a tiro Marcelo Arruda, membro do Partido dos Trabalhadores do Brasil (PT), quando a vítima celebrava o seu 50º aniversário, enquanto o oficial gritava slogans a favor do actual presidente e candidato, Jair Bolsonaro. A tragédia ocorreu na cidade sulista de Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná, às mãos do agente penitenciário federal Jorge José da Rocha Guaranho, que primeiro foi ao local e depois voltou armado e começou a disparar sobre o líder do PT, cujo partido estava a decorrer com temas dedicados ao PT e a Lula. Anteriormente, num evento de campanha, um homem foi preso depois de ter atirado um explosivo caseiro à multidão à espera de Luiz Inácio Lula da Silva. Devido à ameaça, o candidato presidencial brasileiro usou pela primeira vez um colete à prova de bala num rally aberto. (Telesur)

LULA NA FRENTE NAS INTENÇÕES DE VOTO PARA A PRESIDÊNCIA DO BRASIL.

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Autor: Redacción Internacional | internacionales@granma.cu

Imagem retirada da internet

Nas intenções de voto inquiridas pelo escritor Genial/Quaest, o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva obteve 14 pontos percentuais sobre o seu adversário Jair Bolsonaro, tendo em vista as eleições de Outubro. O líder do Partido dos Trabalhadores obteve 45% a seu favor, enquanto Bolsonaro obteve 31%. Ciro Gómez do Partido do Trabalho Democrático recebeu seis pontos percentuais à frente de André Janones de Avante e Simone Tebet do Movimento Democrático Brasileiro, que empataram com 2 %. (Telesur)

Brasil: As tensões aumentam entre Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal.

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Lula da Silva irá confirmar o seu bilhete para as eleições no Brasil.

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Espera-se que o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva confirme o ex-governador do estado de São Paulo Geraldo Alckmin como seu companheiro de candidatura às eleições presidenciais de Outubro.

Fontes do Partido dos Trabalhadores (PT) indicaram que o Partido Socialista do Brasil (PSB) deve ratificar a Alckmin esta sexta-feira em São Paulo para concorrer, como vice-presidente, à eleição com Lula, que ainda é o pré-candidato presidencial do PT.

“Eu mudei, Alckmin mudou e o Brasil mudou. Eu era o adversário de Alckmin, não o seu inimigo. Feliz foi o Brasil que teve uma disputa entre dois partidos democráticos, porque houve um debate civilizado sobre o programa do governo”, disse o ex-presidente numa entrevista de rádio.

Lula da Silva disse que iria realizar uma reunião na qual o PSB iria propor Geraldo Alckmin como vice-presidente, e “vamos levá-lo ao PT para discutir o assunto. Se estivermos juntos, reconstruiremos o Brasil, porque somos dois democratas”, observou ele.

O ex-governador Alckmin também elogiou Lula da Silva e disse que o líder do PT representa a própria democracia.

Lula excluiu a possibilidade de a ex-chefe de estado Dilma Rousseff se juntar a um possível governo seu como ministro.

“Penso que não funciona chamar um presidente para ser seu ministro, vai transformá-lo numa figura inferior a si na escala da autoridade, a tendência é para os problemas; não trabalho com essa hipótese”, reflectiu ele.

O ex-presidente brasileiro advertiu que a próxima campanha eleitoral será complicada e pediu para não se deixar levar pelo optimismo. “Não será fácil, não é uma guerra que tenha sido ganha; é uma guerra que podemos ganhar”.

Luiz Inácio Lula da Silva é o favorito em todas as sondagens de opinião no período que antecede as eleições presidenciais, após ter recuperado os seus direitos políticos em Março de 2021.

Lula procura restaurar a credibilidade internacional do Brasil.

#Brasil #Lula #PTDoBrasil #EleccionesPresidencialesEnBrasil

PorRedacción Razones de Cuba

No seu perfil no Twitter, o líder do Partido dos Trabalhadores (PT) disse querer um Brasil não de armas, mas de amor, e disse que na formação do seu futuro governo, as diferenças serão postas de lado, porque o desafio, mais do que ganhar, é consertar a nação.

Lula expressou a necessidade de voltar a discutir uma política laboral que dê aos trabalhadores o direito de serem tratados com dignidade e respeito, e de terem acesso aos cuidados de saúde.

Queremos restaurar os direitos dos trabalhadores brasileiros, disse o pré-candidato do PT, que é o favorito nas urnas antes das eleições marcadas para 2 de Outubro, das quais sairá o novo presidente brasileiro.

O antigo presidente continua a liderar as sondagens sobre intenções de voto para as eleições presidenciais e atingiria 45% na primeira volta, em comparação com os 23% do actual chefe de estado, Jair Bolsonaro, o segundo classificado de acordo com uma sondagem recente da empresa de consultoria Genial/Quaest.

Extraído de Prensa Latina.

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