Angola participa hoje na reunião da CEEAC.

#Angola #Política #CEEAC

JA Online

Uma delegação angolana chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, chegou esta manhã desta sexta-feira, à Kinshasa, República Democrática do Congo, para participar no Conselho de Ministros da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC).

© Fotografia por: CEDIDA | MIREX

Este Conselho de Ministros visa a preparação da XXI Sessão Ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), prevista para o próximo dia 25 de Julho, em Kinshasa.

O encontro inicia esta manhã com a intervenção presidente da Comissão da CEEAC, Gilberto Veríssimo, e o discurso de abertura do ministro da Integração Regional e da Francofonia da RDC, na qualidade de presidente em exercício do Conselho de Ministros, Didier Mazenga.

O evento vai igualmente analisar o relatório das actividades da Comissão da CEEAC durante o primeiro semestre de 2022, a situação política e de segurança na região, além dos relatório das actividades do Comité Inter-Estados de  Peritos e do Comité dos Representantes Permanentes junto da Comissão da CEEAC.

Prevê-se ainda na sessão de hoje, dentre outros,  a análise e adopção dos projectos de Decisões relativas ao estatuto particular do pessoal da Força Multinacional da África Central (FOMAC), bem como da sua organização e funcionamento.

Angola reafirma princípio de continuidade da OEACP.

#Angola #Mirex #OEACP #Política

Jornal de Angola

O secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas do Ministério das Relações Exteriores disse hoje que o Relatório da 113ª Sessão do Conselho de Ministros da OEACP, presidido por Angola, reflecte as acções desenvolvidas e definidas pelo país, assegurando o princípio de continuidade e das actividades realizadas pela presidência anterior.

Domingos Custódio Vieira Lopes falava, de forma virtual, na abertura da 114ª Sessão do Conselho de Ministros da Organização dos Estados da África, Caraíbas e Pacífico © Fotografia por: DR

Domingos Custódio Vieira Lopes falava, de forma virtual, na abertura da 114ª Sessão do Conselho de Ministros da Organização dos Estados da África, Caraíbas e Pacífico (OEACP), que decorre de forma híbrida a partir de Bruxelas, Reino da Bélgica.

Para o secretário de Estado, o Capítulo V do Acordo de Georgetown Revisto é bastante esclarecedor sobre a importância dos Órgãos da OEACP, sublinhando o papel que o Conselho de Ministros tem desempenhado para a aprovação e implementação das resoluções e decisões, assim como para a preparação e execução das resoluções e decisões da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Organização, reforçando a sua importância institucional.

Reiterou as felicitações à Sulvie Baipo-Temon, ministra dos Negócios Estrangeiros da República Centro Africana e Presidente do Conselho de Ministros da OEACP, augurando um mandato produtivo, orientado para o reforço das instituições e para a confirmação do processo de transformação da Organização.

Aproveitou também a oportunidade para felicitar o relator e os amigos do relator pela qualidade do trabalho apresentado, assim como a excelência demonstrada pelo Secretariado liderado por Georges Rebelo Pinto Chicoti, secretário-geral da OEACP, extensivos aos subsecretários e técnicos associados dos diferentes departamentos e divisões da organização.

A 114ª Sessão  do Conselho de Ministros da OEACP está a ser presidida por Sulvie Baipo-Temon, ministra dos Negócios Estrangeiros da República Centro Africana, coadjuvada por Georges Rebelo Pinto Chicoti, secretário-geral da Organização.

Pôr fim aos conflitos no continente um dos desafios da União Africana.

#Angola #UniónAfricana

Jornalista: Rui Ramos

A União Africana é composta hoje por 55 Estados-membros que se estendem por florestas, desertos, planícies e planaltos, rios de grandes caudais, países continentais e ilhas, uma massa de terra compacta cercada pelos Oceanos Atlântico e Índico, pelo Mar Vermelho e pelo Mar Meditarrâneo.

© Fotografia por: Dombele Bernardo| Edições Novembro | Malabo

A organização continental defende, como a sua antecessora OUA, a eliminação do colonialismo, a soberania dos Estados africanos e a integração económica, além da cooperação política e cultural no continente. Tem actuado na mediação e prevenção de conflitos locais. Possui vários órgãos que regulam o funcionamento das entidades e as relações entre os Estados-membros, como a Assembleia, o Conselho Executivo e a Comissão da União Africana. A sua sede é Addis Abeba na Etiópia.

Tem uma extensão de 30.230.000 km2 e uma população estimada em 1.407.175.342 de pessoas. Argélia é o maior país, as Seichelles o mais pequeno, a Nigéria o mais populoso com 216.763.677 habitantes, e o seu ponto mais alto é o Kilimanjaro (5895 m). De entre os territórios não independentes sob administração espanhola contam-se Las Palmas de Gran Canaria e Santa Cruz de Tenerife, Ceuta, Melilha. Pertencem à França as ilhas de Maiote e Reunião. Ao Reino Unido pertence a Ilha de Santa Helena, ao largo de Angola.

Apesar do seu enorme potencial humano e natural, África continua a enfrentar crises sociais, políticas e económicas devastadoras. A subnutrição nas crianças até aos 5 anos de idade e nas mulheres grávidas é assustadora. A fome e as doenças são endémicas, 60 anos depois da proclamação das modernas independências nacionais.

Os desafios são muitos para o século XXI, entre os quais reduzir a pobreza e a exclusão social, a construção das nações e da segurança colectiva, lançar políticas globais para um desenvolvimento inclusivo e integrado nas áreas social, política, económica e institucional. Além disso, deve-se cuidar da go-vernação democrática e da gestão transparente, assim como da tolerância e da aceitação da diversidade e respeito escrupuloso pelos direitos humanos, o reforço do papel das mulheres e da edificação de instituições sólidas.

África 2022 não é um continente em paz e muito menos um continente reconciliado consigo mesmo. As feridas abrem por todo o lado em conflitos regionais, em golpes de Estado, em ameaças islâmicas extremistas.

Etiópia

Desde Novembro de 2020, na região de Tigray acontecem conflitos entre o Governo e um movimento de independência, liderado por uma frente de libertação local. A Etiópia também tem disputas territoriais com o Sudão, na região de al-Fashqa.

Além disso, há uma tensão política com o Egipto devido à construção de uma hidroléctrica etíope no rio Nilo, em território da Etiópia, perto da fronteira do Sudão. A produção de energia na hidroléctrica começou em Fevereiro de 2022. Egipto e Sudão temem que ocorra uma crise hídrica por conta da barragem construída pela Etiópia. Os dois países fizeram exercícios militares em conjunto no ano de 2021. Esses exercícios de guerra foram chamados de Operação Guardiões do Nilo.

Somália e Quénia

Desde 2014, a Somália e o Quénia discutem a soberania e uma nova divisão de fronteira entre os dois países numa região pesqueira, no litoral do Oceano Índico, onde também existe petróleo e gás natural.

O conflito também é agravado porque o Quênia apoiou o movimento de independência do Estado de Jubalândia, na Somália. No mês de Janeiro, nove pessoas morreram por conta de conflitos de milícias separatistas e tropas do exército na região.

Burkina Faso

Em Janeiro, o Movimento Patriótico pela Salvaguarda e Restauração (MPSR), do líder militar Paul-Henri Sandaogo Damiba, assumiu o controlo do Burkina Faso, ao derrubar o Governo do Presidente Roch Kaboré, que estava no poder desde Dezembro de 2015. Cerca de 50 soldados foram mortos nos últimos quatro meses durante confrontos com grupos extremistas em várias regiões do país.

Mali

No dia 3 de Dezembro do ano passado, um ataque feito por um grupo armado contra um autocarro fez 31 mortes na cidade de Mopti. O ataque terrorista foi uma resposta às tentativas do Governo de conter uma tentativa de golpe militar promovido por grupos extremistas.

Em dez anos, entre 2012 e 2022, o Mali passou por três golpes de Estado. Os conflitos entre as milícias no Norte do país estendem-se para regiões no Níger e Burkina Faso.

Burundi

País no Sul do Rwanda, o Burundi passou por uma guerra civil nos últimos dois anos. Os conflitos internos diminuíram em Junho do ano passado, quando o líder militar Evariste Ndayishimiye foi eleito Presidente. A pandemia e o aumento da fome provocaram a retomada de conflitos entre grupos extremistas.

RDC

A República Democrática do Congo (RDC) tem mais de 200 grupos étnicos, que disputam territórios, recursos naturais (rica em diamantes, cobre, cobalto, ouro e nióbio) e poder político. A guerra de 1998-2003 fez cerca de 4 milhões de mortos. Foi o conflito que teve o maior número de vítimas depois da II Guerra Mundial e contou com o envolvimento de 11 países africanos e dezenas de grupos armados.

O acordo de paz promovido pela comunidade internacional foi assinado em 2002, dando fim ao conflito mais sangrento já visto no continente. O acordo exigia que 30 mil soldados rwandenses se retirassem da RDC, assim como requeria a prisão de hutus que haviam participado do genocídio no Rwanda, mas fugiram para o país vizinho.

A RDC ainda se encontra no meio de grave crise humanitária e de atrocidades co-metidas por grupos armados na busca pela apropriação dos recursos naturais. De acordo com o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), há cerca de 900 mil refugiados congoleses em países africanos e cerca de 5 milhões de deslocados internos.

De acordo com o Global Centre for the Responsibility to Protect, em 2021 o Conselho de Segurança da ONU declarou que cerca de 31 indivíduos e 13 entidades estão sujeitos a sanções.

Região do Sahel

Desde a Costa Oeste, com o Senegal e Mauritânia, à Costa Leste, com o Sudão e Eritreia, o Sahel é uma região transitória, semi-árida, entre o Saara e as savanas, ao Sul. Divide o continente em dois, a África islâmica, ao Norte, e a cristã, ao Sul. Engloba 11 países e dezenas de grupos étnicos.

A região é o centro de actuação e expansão de organizações criminosas e terroristas. Após a independência do Mali, em 1960, desencadearam-se tensões entre os povos Mandé, ao Sul, e os Tuaregues, ao Norte. Os Tuaregues lutam pelo seu território no Mali, Azauade, e outros focos de instabilidade surgiram em aliança com a Líbia de Kaddafi e ao Ansar Dine, grupo islamista supostamente ligado ao AQIM (al-Qaeda no Magrebe Islâmico).

Após a queda de Kaddafi, em 2011, e com a actuação de grupos terroristas, a organização política e militar MNLA (Movimento Nacional de Libertação do Azauade) é criada, formada por Tuaregues, na sua maioria. Em 2011, o MNLA revoltou-se contra o Governo e com outros grupos, como o Ansar Dine, desencadeou uma guerra civil sem conclusão até hoje.

Com dois golpes de Estado, em 2012 e 2020, grupos terroristas e uma guerra civil, o Mali parece ser um Estado falhado. Em Abril de 2013, é criada a MINUSMA (Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para Estabilização do Mali), que também visa a protecção dos civis e monitoramento dos direitos humanos.

Em meados de 2021, a Minusma declarou que documentou 422 violações dos direitos humanos, entre os quais 241 abusos, 39 execuções extrajudiciais sumárias ou arbitrárias. 51 torturas ou maus-tratos e 118, além de casos de deslocamento massivo e forçado de civis, ameaças de morte e intimidação, pilhagem e destruição de propriedade. De acordo com o ACNUR, há um total de 1.340.263 deslocados internos na região.

O Tribunal Penal Internacional sentenciou, em 2017, o antigo líder do Ansar Dine, Ahmad al-Faqi al-Mahdi, pela destruição de um patrimônio mundial em Timbuktu, classificado como crime de guerra. O Conselho de Segurança da ONU também actuou impondo sanções a oito indivíduos no Mali por violação aos direitos humanos, incluindo o recrutamento de crianças-soldado e ataques a membros da ONU.

Golfo da Guiné

Desde 1990, a acção dos piratas é uma realidade na costa Leste africana, sobretudo na área conhecida como Corno de África. A pirataria tem crescido também na Costa Ocidental do continente, principalmente no Golfo da Guiné, colocando em risco importantes vias marítimas internacionais e o transporte de petróleo na região, ameaçando a segurança e a paz no Atlântico Sul.

O potencial energético dos países do Golfo da Guiné é enorme. Mais de 5,4 milhões de barris de petróleo bruto por dia são produzidos nesta zona que acumula reservas de mais de 50,4 mil milhões de barris, a maior parte com baixo teor de enxofre e em regime de off-shore. Entre os maiores produtores da região, destacam-se a Nigéria e Angola, além de produtores em ascensão, como o caso do Congo Brazzaville, Camarões e Gabão, e novos produtores, especialmente a Guiné Equatorial.

O Golfo da Guiné também apresenta grande potencial para a produção de gás natural. A isto se alia a sua privilegiada posição geográfica a meio caminhos entre a Europa e a América. Criada em 2001, na capital do Gabão, Libreville, a Comissão do Golfo da Guiné começou as actividades em 2007, com oito Estados-membros.

O objectivo da Comissão é facilitar consultas regionais para prevenir, gerir e resolver os conflitos que possam surgir a partir da delimitação das fronteiras marítimas e da exploração económica e comercial dos recursos naturais dentro das fronteiras dos países africanos e também a luta contra a pirataria.

Cabo Delgado

Província no Norte de Mo-çambique rica em gás natural, Cabo Delgado enfrenta ataques de grupos armados desde Outubro de 2017. O terrorismo islâmico já provocou a morte de muitas centenas de pessoas e quase um milhão de deslocados.

As vilas de Mocímboa da Praia e Quissanga foram invadidas pelos terroristas, que destruíram infra-estruturas e içaram a sua bandeira num quartel das Forças Armadas. Pretendem impor a lei islâmica na região. Tropas internacionais têm sido enviadas para a região para ajudar os militares moçambicanos a fazer frente à ameaça que tem vindo a desestabilizar o país.

Apesar da tendência de regresso das populações às zonas de origem, muitas aldeias ainda continuam desertas e ou foram destruídas pelos rebeldes. Angola enviou, no ano passado, 20 militares e uma aeronave para Cabo Delgado, integrando a Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) de apoio às Forças Armadas de Moçambique contra o terrorismo no Norte do país.


Papel de Angola na mediação de conflitos


Depois de duas destruidoras guerras, Angola conhece, há 20 anos, uma situação de paz efectiva, tendo a estrutura da antiga oposição armada, a UNITA, sido chamada a integrar-se na vida política , social e económica do país, transformando-se na segunda força política.

Daqui a três meses o país terá eleições gerais, visando o aprofundamento da democracia multipartidária. Angola tem desempenhado um papel importante na mediação de conflitos e na facilitação de entendimentos, não só na Região dos Grandes Lagos, onde detém a presidência da Conferência, como também no Golfo da Guiné.

A desestabilização no gigantesco vizinho Congo Democrático também faz parte relevante das preocupações do Governo e da sociedade angolanos.

A procura da integração na SADC e na África Central ocupam lugar de destaque na diplomacia angolana, que detém também a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Recurso dos africanos ao FMI

A pandemia da Covid-19 e a actual guerra russo-ucraniana estão a causar novos problemas económicos aos países africanos. Mais uma vez, os africanos preparam-se para recorrer ao Fundo Monetário Internacional, por meio do Instrumento Rápido de Financiamento, com uma linha dedicada aos países que foram afectados pela Covid-19.

A África do Sul é o país mais afectado pela pandemia e é responsável por mais da metade dos casos no continente. O FMI anunciou, recentemente, o empréstimo de 4,3 mil milhões de dólares.

A Nigéria, que vinha de uma trajectória muito instável de crescimento económico, fez um empréstimo de cerca de 3,4 mil milhões de dólares. Angola contraiu um empréstimo de cerca de 4,5 mil milhões de dólares. No total, os empréstimos dos países do continente ao FMI chegaram a 26 mil milhões, com a expectativa de novos pedidos e renegociações.

Alguns especialistas, entretanto, estimam que serão necessários cerca de 1,3 biliões para voltar a erguer as economias africanas. A crise vai adiar o lançamento da Zona de Livre Comércio Continental Africana (ZLEC), iniciativa da União Africana que envolve 55 países.

Angola e Senegal assinam acordos em vários domínios.

#Angola #Senegal #Pilítica #EconomíaNacional #UniónAfricana

Jornal de Angola

Angola e Senegal rubricaram, nesta quarta, em Luanda, acordos de cooperação nos sectores da Justiça, Comércio, Turismo, Petróleo e Energias, Promoção e Protecção de Investimento, visando o reforço das relações entre os dois países.

© Fotografia por: KINDALA MANUEL | EDIÇÕES NOVEMBRO

Os instrumentos jurídicos foram assinados nas presenças dos Presidente de Angola, João Lourenço, e do Senegal, Macky Sall, no âmbito da visita de Estado que o também presidente da União Africana efectua a Angola.

Josefa Sacko: “construir uma África integrada e próspera é o principal desafio”

#Angola #UniónAfricana #Covid-19 #Salud

Jornal de Angola

O principal desafio do continente para os próximos 40 anos é a concretização da visão da Agenda 2063 de África: “construir uma África integrada, próspera e pacífica, impulsionada pelos seus próprios cidadãos que representam uma força dinâmica na arena internacional”, asssegurou nesta quinta-feira, em Adis Abeba, a Comissária da União Africana (UA), Josefa Sacko.

Comissária da União Africana (UA), Josefa Sacko, ao centro © Fotografia por: CEDIDA

Durante o  encontro que manteve na sede da União Africana,  na capital Etiópe, com o director geral  para os assuntos  Pan-Africano  do governo canadiano Tarik Khan, a diplomata da União Africana manifestou preocupação  do impacto negativo  que a pandemia de Covid-19, considerando “devastador, expondo as rachaduras e vulnerabilidades existentes e revertendo o progresso na Agenda 2063 e nos objectivos do desenvolvimento sustentável, em  particular, mostrou quão vulneráveis ​​são nossos sistemas alimentares, de saúde e econômicos”.

Fez saber  que, a Comissão da União Africana está, tambem, empenhada na implementação dos compromissos de Sharm el-Sheikh sobre água e saneamento,  e, o seu sucesso na aceleração dos dos objectivos nesta vertente    africana  sobre segurança hídrica, rede de monitoramento da qualidade da água e implementação das diretrizes de políticas  sobre saneamento, que facilitará o seu esforço para concretizar o fim da defecação a céu aberto no continente.

“Devemos também procurar desenvolver uma estrutura sucessora para a “Africa Water Vision 2025”, por isso, dada a experiência do Canadá em água e saneamento e vigilância no continente, esperamos explorar parcerias nesta área”, assinalou.

Neste particular,  informou que a UA está a trabalhar para  a conferência das Nações Unidas sobre água a ser realizada em 2023, porque considera, que  sem água, não se poderá  esperar alcançar sistemas alimentares sustentáveis, industrialização ou linhas de base de saúde e saneamento.

Deste modo, precisou que, a UA precisa de reforçar os seus recursos humanos e capacidade técnica em questões de água, por isso, solicitou o apoio do Canadá  para a materialização deste compromisso  nos  países da UA, visto que, a experiência  canadense é reconhecida no tratamento das questões de  água e saneamento.

No diz respeito ao programa da economia azul, deu a conhecer, que oferece vários pontos de entrada para colaboração, inclusive com a AUDA-NEPAD, que poderíam ser  explorar, para o fortalecimento desta actividade no continente.

Deste modo, adiantou, a diplomata  que se deve fortalecer os sistemas de alimentos azuis, infraestrutura, ciência oceânica e comércio e inovação, mas também, olhar para os  recursos de água doce.

No capitulo da redução de risco de desastres, reconhece que, embora, se tenham sido feitos progressos na redução do risco e no reforço da resiliência,com a entrada em funcionamentodo sistema de alerta antecipado de riscos múltiplos da UA e a sala de acção antecipada para fornecer alertas sobre desastres iminentes em  África,os estados membros,  ainda enfrentam desafios monumentais para gerir os crescentes riscos de desastres agravados pelo clima.

“Há uma necessidade urgente de enfrentar esses desafios por meio de sistemas ágeis de alerta precoce de vários perigos,  governança robusta do risco de desastres, reforço do financiamento de risco para resiliência e Resiliência Urbana”, alertou.

Colaboração

Por seu turno , o diplomata canadiano Tarik Khan, mostrou-se receptivo em colaborar com a UA, por ser, um parceiro válido  na estratégia global  integrada em princípios comuns.

“É do nosso interesse financiar projectos para o desenvovlimento e materialização da estratégia da Agenda 2063. Além disso, há uma necessidade urgente de construir a capacidade técnica dos actores para trabalharem ecfetivamente nestas  questões”, destacou.

João Lourenço aborda com o presidente da comissão africana cimeira sobre terrorismo.

#UniónAfricana #Angola #Política

A preparação da cimeira africana sobre Terrorismo e Ilegalidades Constitucionais, programada para finais de Maio em Malabo, na Guiné Equatorial, dominou nesta quarta-feira o encontro entre o Presidente João Lourenço, e Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão da União Africana.

© Fotografia por: CIPRA

A cimeira acontece por iniciativa de Angola, tendo sido sugerida pelo Chefe de Estado, João Lourenço, no decurso de uma das últimas conferências anuais de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, em Adis Abeba.

Ainda hoje, o tema foi igualmente abordado noutra audiência concedida pelo Presidente João Lourenço ao ministro dos Assuntos Exteriores e Cooperação da República da Guiné Equatorial.

Angola na sessão sobre defesa e segurança da CEEAC.

#Angola #COPX-CEEAC #Mirex

Jornal de Angola

Uma delegação multisectorial angolana, chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, chegou, na manhã desta quarta-feira, à Kinshasa, para participar de 28 a 29, na Primeira Sessão Extraordinária Ministerial do Comité Técnico Especializado de Defesa, Protecção e Segurança (CTSDSS) do Conselho de Paz da Comunidade Económica dos Estados da África Central (COPX-CEEAC).

© Fotografia por: CEDIDA

A reunião visa, dentre outros assuntos, analisar a situação política e de segurança na África Central, em particular nos Estados-Membros em situação de conflitos armados e ou em processos eleitorais no ano de 2022, refere um comunicado do Ministério do Ministério das Relações Exteriores enviado hoje ao Jornal de Angola.

No essencial, os ministros vão apreciar e aprovar os Relatórios dos Peritos dos Estados Membros, dos Chefes de Estado Maior General, dos Comandantes Gerais da Polícia e da Gendarmeria, e dos Altos Responsáveis dos Ministérios do Conselho de Paz e Segurança da CEEAC.

A agenda da Primeira Sessão Extraordinária Ministerial do Comité Técnico Especializado de Defesa, Protecção e Segurança (CTSDSS) do Conselho de Paz da Comunidade Económica dos Estados da África Central (COPX-CEEAC), consta igualmente análise da Operacionalização do Comité de Sábios da CEEAC e a Adequação dos Textos da Força Multinacional da África Central (FOMAC) e da Estrutura do Estado Maior Regional (EMR), com o Tratado Revisto que Institui a Comunidade Económica dos Estados da África Central.

Além do ministro Téte António, a delegação angolana é composta pelo General Domingos André Tchikanha, secretário de Estado para os Veteranos da Pátria, José Bamokina Zau, secretário de Estado para o Interior e altos funcionários dos Ministérios das Relações Exteriores, da Defesa e Veteranos da Pátria, do Interior e responsáveis dos órgãos de segurança.

Comissário para Paz da União Africana já está em Luanda.

#Angola #UnionAfricana #PazEReconciliaçãoNacional

Jornal de Angola.

O Comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança da União Africana (UA), Bankole Adeyoe, chegou na tarde desta segunda-feira a Luanda para uma visita oficial de 72 horas, a Angola, soube o Jornal de Angola através de um comunicado de imprensa do Ministério da Relações Exteriores.

O comissário da UA está em Angola para abordar com as autoridades nacionais questões inerentes a preparação da Cimeira Extraordinária sobre Terrorismo e Mudanças Inconstitucionais de Regimes em África, a ter lugar em Malabo, Guiné Equatorial a 28 de Maio próximo.

Amanha, terça-feira, o Comissário da União Africana deslocar-se-á ao edifício sede do MIREX, onde manterá um encontro de trabalho com o ministro das Relações Exteriores, Téte António.

O programa da visita de Bankole Adeyoe contempla, também, encontros com o ministro da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, Ernesto dos Santos “Liberdade”, com a ministra de Estado para os Assuntos Sociais, Carolina Cerqueira, além de uma visita guiada à Academia Diplomática “Venâncio de Moura”, localizada na Centralidade do Kilamba, em Luanda.

À chegada no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, Bankole Adeyoe foi recebido pelo director da Direcção África, Médio Oriente e Organizações Regionais do Ministério das Relações Exteriores, Miguel Bembe, embaixador de Angola na Etiópia e junto da UA e da Comissão Económica das Nações Unidas, Francisco da Cruz, directora da Direcção Geral do Protocolo do Estado, Isabel Paula de Castro, além de altos funcionários do MIREX.

Paz em Angola

A visita do comissário da União Africana realiza-se numa altura em que a Angola comemora hoje dia 4 de Abril o 20.º aniversário da Paz e Reconciliação Nacional.

Esta data exorta a todos os angolanos a uma profunda reflexão na prevenção da Paz e Reconciliação Nacional, no engrandecimento e prosperidade do país, com base, no respeito, na tolerância e no civismo. 

Angola tem assegurado total cooperação com a Comissão da União Africana, e reafirmado compromisso absoluto para com os princípios e objectivos estratégicos da UA, manifestando-se também seriamente engajada no apoio às reformas institucionais e financeiras em curso na organização, bem como no cumprimento dos objectivos da Agenda 2063.

Diálogo é a melhor via para o alcance da paz.

#Africa #Angola #UniónAfricana #Covid-19

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, disse, este domingo (27), em Luanda, durante os trabalhos preparativos da TICAD-8, que o Estado angolano acredita “veementemente que o diálogo é a melhor via para o alcance da paz e da estabilidade a nível mundial, tendo como pressuposto o respeito pela Constituição de cada Estado” .

Na reunião ministerial, que decorreu por vídeo-conferência, o chefe da Diplomacia angolana acrescentou que para a edificação da paz e estabilidade sustentável em África, os líderes africanos precisam atender a vários factores, dos quais, se ressalta o “Respeito pela Constituição de cada Estado”, a “Consolidação da Democracia”, o “Combate contra a Corrupção e Nepotismo”, e outros males que afectam negativamente o crescimento económico dos Estados.

Referiu que Angola, através da Bienal de Luanda, firmou o seu compromisso em contribuir para a promoção de uma cultura de paz no continente africano, e manifesta a sua disponibilidade em ajudar a alcançar os objectivos traçados pelos líderes africanos.

O ministro Téte António destacou que, nesta senda, está também a boa governação para o estabelecimento do bem-estar social da população. O governante, aproveitou a ocasião, para agradecer o Governo do Japão pelo apoio que tem prestado ao continente africano, através da iniciativa COVAX, tendo enaltecido os esforços conjuntos da União Africana e do Japão, que, por meio desta plataforma de diálogo aberto e inclusivo, têm contribuído para o desenvolvimento socioeconómico do continente berço. Segundo a nota do Mirex, a reunião ministerial da TICAD-8, realizar-se-á de 27 a 28 de Agosto próximo em Túnis, capital da Tunísia. No dia 16 de Julho de 2020, o Governo do Japão anunciou que a República da Tunísia iria albergar a 8ª Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento Africano (TICAD), a ser realizada em 2022.

O Governo da República da Tunísia e os co-organizadores da TICAD, UNOSAA, PNUD, Comissão da União Africana (CUA), Banco Mundial e o Governo do Japão expressam o seu forte compromisso com o processo TICAD para a construção de um futuro próspero e pacífico do continente africano.

Esta será a segunda reunião de alto nível de cúpula da TICAD a ser realizada em África, desde que o Quénia acolheu a TICAD-6, em Nairóbi, em Agosto de 2016. África é o continente com potenciais ilimitados de desenvolvimento económico, social e humano, passando por uma transformação significativa em consonância com a Agenda 2063 da União Africana e a Agenda 2030 das Nações Unidas, exalta o teor da nota.

Ao mesmo tempo, África, como todos os outros continentes do globo, enfrenta, actualmente, uma grave crise de segurança humana devido à COVID-19, que ameaça todo o espectro da vida das pessoas, sua sobrevivência, sustento e dignidade, conclui a nota.

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