A mensagem foi hoje lida na Assembleia Nacional pela presidente do grupo de mulheres parlamentares, Maria do Nascimento, antes do início da sessão legislativa, na qual apelou a uma revisão urgente da Lei contra a Violência Doméstica e o agravamento das penas para esses casos.

Em causa está a morte, na semana passada, de uma advogada, de 26 anos, alegadamente assassinada pelo marido, que para se livrar do cadáver o escondeu na fossa da sua residência, e a agressão de uma segunda mulher, também em Luanda, pelo seu ex-companheiro, que com recurso a uma faca a atacou.

Segundo Maria do Nascimento, como deputados, defensores dos mais altos anseios do povo e da sociedade angolana, devem repudiar “todos os actos de violência que têm sido praticados”, particularmente “os crimes hediondos, cujas vítimas são mulheres”.

“A sociedade angolana, nos últimos dias, testemunhou crimes bárbaros, onde mulheres foram assassinadas pelos maridos ou companheiros, traídas pelo amor que dedicavam”, disse Maria do Nascimento.

A presidente do grupo de mulheres parlamentares disse que os dados estatísticos sobre Luanda, capital do país, revelam a existência, este ano, de 5.270 queixas, das quais 4.060 são de violência contra a mulher, desde agressões físicas, homicídios e violações.

“Em Angola, a violência contra a mulher é o direito humano mais violado”, disse a deputada, apelando aos órgãos de justiça para que tomem medidas severas contra todo o tipo de violência contra as mulheres. Continuar a ler