Congo Democrático

Covid-19:Lunda-Norte vai ter hospital de campanha

A província da Lunda-Norte vai contar com um hospital de campanha para o tratamento de possíveis casos da Covid-19. O material para a montagem da unidade sanitária já começou a chegar à cidade do Dundo.

O primeiro voo, dos quatro previstos, chegou terça-feira e prevê-se, até o final-de-semana, a chegada de todo o material para os técnicos começarem com o processo de montagem nos terrenos indicados pelo Governo Provincial, mas que deverá merecer o aval da Comissão Técnica que, quinta-feira, chega à cidade do Dundo.

O governador provincial da Lunda-Norte, Ernesto Muangala, disse que estão seleccionados dois terrenos, sendo um na antiga pista do Aeroporto do Chitato e outro no Distrito Urbano do Mussungue, onde estão salvaguardados o fornecimento de energia electrica e o abastecimento de água potável.

Ernesto Muangala referiu que vai aguardar pela decisão da Comissão Técnica para determinar o local para a montagem do hospital, que vai elevar o número de camas para cerca de 1.500, tendo em conta as 1.300 existentes a nível da província. “Estamos a prever um hospital de campanha com 100 a 200 camas. O hospital é um grande ganho que, no período pós-Covid-19, poderá servir para o tratamento de outras patologias. Vamos aguardar pela confirmação da Comissão Técnica”, disse.

O governador lembrou que a província tinha escolhido o Hospital David Berbardino “Kamanga” como unidade de referência para o tratamento dos casos positivos da Covid-19, mas, com a disponibilidade do hospital de Campanha, os doentes terão condições criadas para assistência médica e medicamentosa.

Ernesto Muangala afirmou que o hospital de campanha constitui motivo de satisfação da população da Lunda-Norte, numa altura em que na República Democrática do Congo aumentam os casos positivos da Covid-19, situação que obriga o reforço da vigilância na fronteira comum.

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PR pede apoio externo no combate à corrupção

Fonte : ANGOP

O apelo do Chefe de Estado vem expresso numa nota de imprensa, distribuída no final de um encontro com o homólogo da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, na província de Benguela.

João Lourenço enfatiza o respeito ao princípio da observância da separação de poderes e assegura que o Executivo angolano não interfere na acção da Justiça.

FOTO: CORTESIA DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

A nota refere que os Chefes de Estado consideraram ter havido grande magnanimidade da parte do Estado angolano, ao estabelecer um período de graça de seis meses no âmbito da Lei n.º 9/18, de 26 de Junho, sobre Repatriamento de Recursos Financeiros, oportunidade não aproveitada no devido tempo.

Segundo o documento, de 10 pontos, os Estadistas consideraram que, passado um ano, após o fim desse período de graça, o Estado angolano tem toda a legitimidade de accionar os meios legais, judiciais, diplomáticos e outros que julgar necessários, para defender os interesses do país.

Trata-se de mecanismos legais que visam garantir “o efectivo repatriamento dos capitais colocados ilicitamente fora do país e providenciar a recuperação de bens em território nacional, ao abrigo da Lei n.º 15/18, de 26 de Dezembro, sobre Perda Alargada de Bens e Repatriamento Coercivo de Capitais”.

O documento sublinha que o melhor caminho, para os visados, será a máxima colaboração com as autoridades competentes do Estado e com a justiça angolana.

Noutro domínio, João Lourenço e Félix Tshisekedi reafirmaram o engajamento em prosseguir com os processos de transição política nos respectivos países, de forma pacífica e harmoniosa, no interesse dos dois povos.

Zona de Interesse Comum

No encontro deste domingo, João Lourenço e Félix Tshisekedi abordaram o dossier sobre a Zona de Interesse Comum de exploração petrolífera (ZIC), tendo acordado a realização, “o mais brevemente possível”, de um encontro entre equipas técnicas dos dois países que partilham 2.500 quilómetros de fronteira terrestre.

A reunião dos técnicos, cuja data não foi indicada, deverá estabelecer o cronograma de acções para a implementação do projecto conjunto.

O comunicado informa que os Chefes de Estado analisaram as consequências da decisão do Tribunal Provincial de Luanda, de 30 de Dezembro de 2019.

A 30 Dezembro último, o Tribunal Provincial de Luanda determinou o arresto preventivo dos bens de Isabel dos Santos, de Sindica Dokolo e de Mário Leite da Silva, actual presidente do Conselho de Administração do Banco de Fomento de Angola (BFA).

O despacho-sentença resulta de uma providência cautelar intentado pelo Estado angolano, na sequência de um processo que corre trâmites, em que este solicita o pagamento de USD 1.136.996.825,56 (mil milhões, cento e trinta e seis milhões, novecentos e noventa e seis mil, oitocentos e vinte e cinco dólares e cinquenta cêntimos).

O montante é resultante de vários negócios entre empresas do Estado angolano e os requeridos.

O Presidente Félix Tshisekedi, que chegou hoje a Benguela para um encontro de trabalho com homólogo João Lourenço, deve regressar ao seu país ainda neste domingo.

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Pelo menos 30 mortos no Congo após deslizamento de terra em mina de ouro

Pelo menos 30 pessoas morreram na República Democrática do Congo (RDC), após um deslizamento de terra que varreu uma mina de ouro na cidade de Watsa (nordeste do país), informaram as autoridades locais

A tragédia ocorreu na sexta-feira, em uma área remota do país, então os serviços de resgate levaram dois dias para chegar ao local. Foto: Reuters

.Segundo relatórios preliminares, o número de vítimas pode aumentar nas próximas horas, dado o número de corpos sem vida enterrados no subsolo, disse o ministro local de Minas, Dieudonne Apasa.

“Ainda não sabemos quantos mineiros estavam lá dentro. Eles estavam trabalhando a uma profundidade de 17 metros quando todos caíram ”, disse Apasa.

O evento aconteceu na sexta-feira passada na mina de ouro Ndiyo, na província de Haut Uele, perto da fronteira com Uganda, mas os serviços de resgate levaram dois dias para chegar à área afetada, dada a distância do local.

Por sua vez, a Apasa ratificou que os mineiros trabalhavam dentro do limite máximo de profundidade estipulado e que a causa do incidente foi “simplesmente a forte chuva que estamos registrando nos últimos tempos”.

(Com informações do TeleSur)

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A União Africana pede para preservar a tranquilidade no Congo Democrático

A complexa situação da República Democrática do Congo exige, seja qual for o resultado eleitoral, buscar um consenso nacional com base no respeito aos direitos humanos e aos princípios da democracia, disse o presidente da Comissão da União Africana (UA). ), Moussa Faki Mahamat

Addis Abeba, Etiópia O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, instou recentemente o povo da República Democrática do Congo a manter a paz durante o processo eleitoral, de acordo com a imprensa local.

Tomamos nota dos resultados provisórios dando a vitória a Félix Tshisekedi nas eleições presidenciais e é prudente para manter a calma, especialmente se seguiu apelos, acrescentou o diplomata político e do Chade, de acordo com a emissora etíope empresarial.

A complexa situação da República Democrática do Congo exige, seja qual for o resultado eleitoral, buscar um consenso nacional com base no respeito aos direitos humanos e aos princípios da democracia, acrescentou Mahamat em uma mensagem divulgada pelo governo da capital. Etíope, onde sua sede está localizada.

Ao mesmo tempo, ele declarou que o questionamento dos resultados deve ser pacífico, em virtude de procedimentos legais e com a participação de todos os atores políticos, unidos pela vontade de consolidar a democracia e preservar a paz, disse PL.

Tshisekedi ganhou com mais de 38% dos votos as eleições presidenciais de 30 de dezembro de seguida em segundo lugar por outro adversário, Martin Fayulu, que chegou a 35%, conforme revelado pela Comissão Eleitoral em Kinshasa, capital do Congo.

A UA, uma organização política criada em maio de 2001 e integrada por 55 estados africanos, permanecerá atenta a eventos no que é conhecido como o leste do Congo, disse o comunicado.

Granma recolhido

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