Insultos, ridículo e comentários depreciativos: a resposta de Bolsonaro à entrega de oxigênio da Venezuela a Manaus.

A notícia do embarque venezuelano de oxigênio para Manaus (no estado do Amazonas), que passa por um colapso de seu sistema de saúde devido ao coronavírus, gerou amarga reação no presidente daquele país, Jair Bolsonaro, que expressou um “agradecimento “carregado com provocações implacáveis.

Em um tweet publicado quase meia-noite desta terça-feira, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, informou que os seis caminhões-tanque que deixaram a cidade venezuelana de Puerto Ordaz, a cerca de 1.500 quilômetros de distância, finalmente chegaram à cidade brasileira no último sábado. .

Em outro trinado, a jornalista brasileira Fania Rodrigues postou um vídeo com a reação de um grupo de pessoas que aguardava a chegada do comboio.

Insultos, burlas y comentarios despectivos: la respuesta de Bolsonaro ante el envío de oxígeno venezolano a Manaos

Caracas informou anteriormente que os 136.000 litros de oxigênio hospitalar produzidos pela estatal Siderúrgica del Orinoco Alfredo Maneiro eram equivalentes a 14.000 cilindros. Esses tanques serão destinados a pacientes com deficiências respiratórias que lotam os postos de saúde daquela cidade do Norte do Brasil.
O que o Bolsonaro disse?

Na segunda-feira passada, quando o contingente de veículos chegou à fronteira com o Brasil, Bolsonaro, que não reconhece seu homólogo venezuelano como legítimo, fez comentários sarcásticos sobre a situação econômica venezuelana de Brasília, sede do governo central.

“Se Maduro quiser nos abastecer de oxigênio, podemos recebê-lo sem problemas; mas pode ajudar na emergência de sua cidade também. Com o salário mínimo lá, não se compra meio quilo de arroz”, disse com desdém.

A extrema direita também fez piadas cruéis sobre a situação do país vizinho, que perdeu 99% de sua receita em moeda estrangeira nos últimos seis anos com as medidas punitivas dos Estados Unidos.

“Lá eles não têm cachorros, por que? Alguma praga? Eles comeram todos os cachorros, comeram todos os gatos”, disse o presidente brasileiro antes de atacar o presidente bolivariano.

“Vejo idiotas elogiando: ‘olha só o Maduro, que grande coração ele tem’. Realmente, com aquele tamanho, 200 quilos e dois metros de altura, o coração dele deve ser muito grande. Mas nada além disso”, concluiu.

O Brasil e um grupo de governos da região reunidos no Grupo Lima, conclave surgido na Organização dos Estados Americanos (OEA), argumentam que existe uma “crise humanitária” na Venezuela, pela qual culpam o governo. A este respeito, Caracas afirmou que existe realmente uma crise econômica, agravada pelas sanções contra ela, que afetou os setores mais vulneráveis.

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Situação no Amazonas

O estado do Amazonas, localizado na região Norte do Brasil e com 3,8 milhões de habitantes, vive uma crise sem precedentes. Atualmente há cerca de 2.000 pacientes internados e os cemitérios estão lotados.

O consumo de gases essenciais nas unidades hospitalares é recorde, pois passou de 5 mil metros cúbicos por dia para 76 mil (76 milhões de litros).

No dia anterior, o governador da Amazônia, Wilson Lima, anunciou em seu Twitter que o primeiro contingente de vacinas havia chegado. Lá eles receberão 256 mil doses, das quais 50 mil foram doadas pelo governador de São Paulo, João Doria, com quem Bolsonaro também tem uma disputa política por seus esforços para acelerar o plano de imunização sem o aval do governo.

Em meio a essa situação, houve protestos em várias cidades e em Manaus, bastião do bolonarismo nas eleições presidenciais de 2018 e nas eleições municipais de novembro passado, para solicitar a renúncia do presidente por seu manejo da crise gerada pela pandemia.

Enquanto isso, o número de infecções e mortes aumenta. Nesta quarta-feira, a Fundação de Vigilância Sanitária do Amazonas (FVS-AM) informou que são 1.537 casos novos, para um total de 233.971, enquanto 6.450 pessoas morreram naquela entidade.
Nathali Gomez

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